segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Agosto


Sempre achamos que não vamos superar os dias "difíceis" da vida. 
Mas a vida nos mostra como viver um dia de cada vez. 
E quase sempre é estando no presente, nem no passado e nem no futuro. 
Nós somos capazes de controlar todas as nossas emoções e sentimentos.
Nós somos fortes o bastante para controlar nossos impulsos e desarmonias. 
Temos o poder de tomar as rédeas do caminho que queremos seguir. 
Sempre que deixamos algo para trás, parece difícil, mas é apenas um processo.
Quase como uma desintoxicação. A angústia vai diminuindo, dia após dia. 
Até que um dia vira lembrança, uma lembrança que não abala mais.

Ter clareza para enxergar que não precisamos viver abusos emocionais.
Que não merecemos passar por situações que nos sufocam e ferem. 
Que não precisamos estar onde não estivermos sentindo paz. 
Ter mansidão para perceber que não nos encaixamos em todo lugar...
Tudo isso, nos torna, aos poucos, mais serenos...
E certos do que realmente queremos viver. 

O processo não é fácil. O processo dói, como toda evolução.
Evoluir nos faz sair da nossa zona de conforto e nos confronta com a gente mesmo.
Nos faz ver nosso melhor e ao mesmo tempo nosso pior.
Mas só aqueles que conseguem olhar suas próprias deformidades e desequilíbrios,
só aqueles que são capazes de assumir suas responsabilidades,
só quem consegue enxergar as próprias falhas é que vai evoluir.
Quem continua na soberba, quem continua apontando dedos, quem segue o ego...
Serão sempre personagens fantasiados (as) de mocinhos (as).
Uma encenação disfarçada de evolução.

É tão bom olhar para os dias e perceber que a vida não dói mais como doeu.
Que tudo seguiu o rumo certo, aquele que precisava acontecer.
Que a vida trouxe novas provações e experiências para podermos crescer.
E não significa que nossas memórias vão se apagar... 
As memórias se tornam calmaria, lugares que moldaram nossa história. 
Histórias que construíram o que somos, agora, nem passado e nem futuro:
Agora! 


FIM
Carol Brunel








quinta-feira, 30 de julho de 2026

Gratidão

Gratidão....
Agradecer por tudo aquilo que já foi, por tudo aquilo que aconteceu.
Cada história dentro do seu pedaço de tempo, teve a importância necessária.
Cada momento que aconteceu, seja bom ou ruim, teve sua razão na existência.
Nada foi em vão. Nada foi acaso. Tudo faz parte dessa jornada de evolução.
Gratidão...
Por cada pôr-do-sol, por cada noite estrelada, por cada conversa sustentada.
Por aquilo que não deu certo... para que outras coisas acontecessem.
Por aquilo que durou o tempo certo... o quanto tinha que durar.
Agradecer sempre! Pelas velhas histórias e pelas novas que virão.
As velhas que ajudaram a gente a crescer, amadurecer, aprender.
As novas que ainda vão ensinar e também trazer novos sabores.
Gratidão...
Pelas milhares de canções que tocaram e tocam a alma na correria do dia a dia.
Pelos quilômetros rodados e por todos os lugares que conheci e ainda vou conhecer.
Pelos dias de praia, ouvindo um som e olhando o mar.
Pela oportunidade maravilhosa que é estar vivo e sorrir, apesar dos pesares.
Gratidão pelos dias introspectivos e nostálgicos que fazem ver o quanto foi vivido.
Pelas centenas de memórias e recordações lindas que guardo em mim.
Essas que me fazem saber que nada foi em vão; ou foi benção, ou lição.
Gratidão por ter aprendido na dor e também aprendido no amor.
Pelo meu despertar. Por saber hoje, exatamente o que aceito, o que não vou aceitar.
Por ter certeza das minhas convicções e dos meus desejos.
Por não me permitir "espremer" para caber em nenhuma expectativa. 
Gratidão pelos dias chuvosos, pelos dias de sol, pelos dias... 
Pelo desejo de viver os momentos simples da vida, sem precisar aparecer.
Por ser essa alma livre, que gosta da liberdade, que gosta da própria companhia.
Gratidão...
Por enxergar tudo de um jeito diferente; e por não querer ser igual a ninguém.
Por não precisar de plateia todo o tempo. Por deixar de lado as coisas do ego. 
Por aprender a vencer e também a perder. 
Gratidão... 
Vida! Universo! Deuses! Energias!

Tudo está no seu devido lugar!

FIM
Carol Brunel




segunda-feira, 27 de julho de 2026

Vastidão

Dizem que todo poeta é um ser nostálgico.
Eu, sou assim: nostálgica e pensadora. 
Navego nos meus mundos de imaginação.
Mergulho nas minhas memórias secretas. 
Encontro tanta coisa dentro de mim...
Muita bagunça e muita vida também.
Minha alma é um oceano cheio de mistérios.
Um oceano que me leva e me traz de volta.
Tão profundo que ninguém conhece.
Minha alma é uma constelação...
Com milhares de galáxias e estrelas inéditas. 
Às vezes escura, outrora clara e brilhante.
Eu gosto desse infinito de sentimentos...
Que me conectam com tantos lugares.
Lugares dos quais eu pertenço.
Onde sou só minha, eu e minha vastidão.

Fim
Carol Brunel





terça-feira, 21 de julho de 2026

Outro dia chuvoso e nostálgico

 
Enquanto a chuva cai e o silêncio toma conta da alma.
Enquanto a nostalgia vem trazendo suas memórias.
Encontrando no caminho, novas e antigas histórias.
Deparando com uma garotinha e seus milhares de sonhos.
Sonhos que se perderam, sonhos que aconteceram.
Outros que ainda vibram na alma da garotinha sonhadora.
Enquanto a chuva cai, as lembranças borbulham...
Há tanta vida em uma vida. Há tanto existir nesse lugar.
Há tanta coisa por ser feita...que não se pode imaginar.
Enquanto a chuva cai e os pensamentos se encontram.
Em milhares de momentos, emoções e sensações...
Num espaço de tempo que outrora foi feliz...
E hoje é só recordação de quem viveu intensamente. 
De quem esteve real onde esteve, mesmo bagunçado.
Essa introspecção dos dias chuvosos, poucos podem sentir.
Essa incrível sensação de que nada foi como sonhava.
Mas que tudo foi incrível dentro de cada pedaço do existir.
Os dias de chuva, nos mostram que o sol vai brilhar...
E existir na alma uma vontade de sonhar outra vez.
E ser feliz no simples, naquilo tudo que não se pode ver.
A vida sempre vai acontecer!
 
Fim
Carol Brunel





quarta-feira, 8 de julho de 2026

O mundo está regredindo

 

Às vezes, eu ainda fico incrédula de saber que em pleno ano 2026, estejamos presenciando guerras, ataques, destruição de países... por questões políticas, ideológicas, ou quem sabe até por ser uma cortina de fumaça para esconder a podridão de alguns chefes de poder.

Fico questionando como o ser humano se acha tão inteligente e ainda assim é tão limitado e manipulável. Basta ver como as pessoas são capazes de defender atrocidades e concordar com mortes em massa por idolatria a “humanos” (desumanos) que promovem o ódio, disseminando pensamentos extremistas (e não estou falando de lado político).

Ensinaram e ensinam as pessoas a lerem e escrever, a ter um estudo, mas não ensinam a ter pensamento crítico... e não é no sentido de sair criticando tudo e todos, mas sim no sentido de analisar as coisas sem fanatismo, sem alienação, sem insanidade. De saber pensar além daquilo que vê e lê. De investigar, de ter curiosidade, de não se limitar a qualquer coisa que aparece na internet.

Não é possível que alguém em sã consciência ache normal estarmos vivenciando ataques com milhares de mortes, ver guerras acontecendo, ler notícias e pensar: “tudo bem é só mais uma guerra para ir para os livros de história”.

(e qualquer pessoa meramente inteligente deve saber que é por ganância)

Lembro bem de quando eu estudava história no colégio (era uma das minhas matérias favoritas) e eu lia tudo aquilo de guerra como algo distante da minha realidade. Sempre imaginei que ficaria no passado, que as pessoas tinham aprendido com as guerras... Que não havia mais necessidade, pois o mundo tinha evoluído ao ponto de viver de forma diplomática.

Hoje dá impressão que o mundo está em regresso e não em progresso. 

Desde que pensamentos extremistas começaram a ser propagados, desde que ideologias religiosas se misturaram com pautas políticas, desde que surgiram as redes sociais, desde que dividiram o mundo em dois lados, desde que surgiram os influencers e a IA... Tudo virou uma bagunça sem tamanho.

O tempo todo somos bombardeados por informações que muitas vezes são falsas. Mas o pior não são as informações falsas e sim a facilidade de as pessoas acreditarem. A facilidade de manipular, de fazer acreditar em coisas absurdas, de normalizar mortes, de criar grupos de ódio, de propagar mentiras, de criar histórias em torno de algo para “ganhar likes”.

Engajamento é melhor do que verdade. Personagens são melhores do que gente real. Em um mundo que dá moral a personagens de redes sociais e gente medíocre, é fácil entender porque estamos tão perdidos. 

Os personagens já descobriram que é fácil influenciar e manipular pessoas. Eles já sabem como engajar e ganhar likes, eles já sabem como a mente humana é frágil, e que dá para conduzir todo mundo a pensar do mesmo jeito. Eles já sabem que a grande maioria não tem capacidade de refletir, de analisar outros pontos de vista, de buscar veracidade nas informações. Ai basta falar uma “merda” para explodir e ganhar seguidores.

E o pior é que toda essa galera continua se achando hiper inteligente, muitos até se acham superiores (se dizem estudados), mesmo sendo incapazes de perceber que apenas estão “concordando”, seguindo o efeito manada, muitas vezes sem se quer conseguir pensar se aquilo condiz com a verdade. 

Uma pena... em 2026, com tanta tecnologia, que estejamos regredindo como humanos e como seres realmente pensantes (agora as máquinas e os influencers pensam por nós); e muitos tenham se tornado incapazes de discernir e de ter empatia. 


REFLITAM!


Carol Brunel

08/07/2026





quarta-feira, 20 de maio de 2026

Um mundo irreal...

Apesar dos pesares. Seguimos sempre em frente. Apesar das guerras, apesar das trevas, apesar das dores. Entre alegrias e tristezas, entre percalços e vitórias. Entre dias de glória e dias de luta. Porque a vida é assim mesmo, essa montanha russa de experiências e momentos. A vida é inconstante... E mesmo crescendo, evoluindo, entre os tropeços... a gente ainda se engana muito. 

Em um mundo de personagens, de gente que se esconde atrás do "vitimismo" constante. De gente que não é capaz de enxergar a si mesmo no espelho, olhar dentro dos próprios olhos e admitir suas próprias imperfeições, é muito fácil se enganar. Na internet todo mundo é bom, da boca para fora todo mundo é "buena persona". Contando sua história, todo mundo é mocinho. 

No Instagram todo mundo pode ser o que quiser. Qualquer pessoa pode criar um personagem lindo e construir uma imagem maravilhosa. No ponto de vista particular de cada um, podemos nos colocar no papel que quisermos. Quase sempre de super-heróis... 

É difícil ser real em um universo que te insere nessa dinâmica, onde cada vez mais se busca aceitação, curtidas, aprovação. Onde as pessoas se preocupam mais em mostrar uma "falsa" felicidade, do que realmente em ser feliz. É tipo "tenho que provar que sou feliz... "tenho provar que tenho alguém". Tem que provar o tempo todo, quando na verdade, não tem que provar nada. Apenas viver!

Claro que sou suspeita, pois participo das redes sociais. 

Mas acho difícil ser real ao ponto de expor nossas vulnerabilidades, de falar dos medos, de assumir que também somos tristes, apesar de toda felicidade, porque ninguém é feliz o tempo todo. E é claro que não estou dizendo que devemos sair expondo nossas dores, expondo pessoas, falando de coisas ruins. Também acho que a internet é para ver coisas boas, mas até que ponto podemos nos enganar com o que vemos?

Em um mundo que corre, em um mundo de tantas emoções reprimidas, em um mundo "doente", onde ninguém sustenta mais nada; onde as pessoas não conseguem lidar com as frustrações, onde as pessoas não conseguem ouvir "não", onde não sabem lidar com as dificuldades, com os altos e baixos...  e acham que viver e amar é um mar de rosas. É muito fácil se enganar. 

Mas apesar dos pesares, feliz de nós, que ainda temos coragem, que ainda temos força, que ainda acreditamos na beleza das coisas (reais), que ainda conseguimos sentir... mesmo sabendo que vamos ter momentos ruins. Feliz de nós que não pulamos do barco em qualquer balanço. Feliz de nós que sustentamos nossas imperfeições e nossas qualidades. Que abraçamos nossos erros e que seguimos dispostos a ter muitos momentos felizes. Que não queremos provar nada a ninguém.

E a gente pode seguir... postando, curtindo, ganhando e dando likes. Não é sobre isso, e sim é sobre ser real e não se enganar com o que vemos, porque muita coisa e muita gente não são reais... 

Muita coisa é faz de conta... Faz de que sou "foda".


Fim
Carol Brunel




 





quinta-feira, 7 de maio de 2026

Abandone as guerras antigas!

"O tempo ensina uma coisa curiosa: quem insiste em reviver guerras antigas geralmente esquece que o outro lado também sobreviveu à batalha"

Muitas vezes, as pessoas tem uma tendência de se enxergar apenas como vítimas das histórias que ajudaram a criar, esquecendo ou fingindo esquecer dos excessos que elas também cometeram. 

Há quem ignore o outro lado da moeda, quem seja incapaz de perceber o quanto mal também fez, quanto caos, medo e insegurança também gerou. 

Algumas pessoas passam pela nossa vida de forma tão intensa e desorganizada que deixam marcas até naquilo que éramos antes delas existirem...

O mais curioso sobre relações caóticas é que, com o passar do tempo, quase sempre alguém tenta reorganizar a narrativa para sobreviver emocionalmente a ela, geralmente se colocando numa posição mais confortável emocionalmente. É mais confortável se enxergar apenas como alguém ferido do que admitir que também feriu. É mais fácil falar da própria dor do que reconhecer a dor que causou no outro. É mais fácil se fazer de mocinho, do que aceitar que também foi vilão.

Mas essas histórias raramente possuem um único culpado absoluto ou uma vítima. Muitas vezes existem dois seres emocionalmente FERIDOS tentando se salvar um no outro e conseguindo apenas se afundar juntos.

Existe uma violência silenciosa em obrigar alguém a viver em estado de alerta. Em fazer com que a pessoa sinta medo de mensagens, de ligações, de ameaças de exposição e de conflitos intermináveis. Quem nunca viveu isso na pele talvez não entenda como é viver com medo constante de alguém. 

A verdade é que toda história possui suas versões, seus excessos e erros. Toda história possui dois lados. 

...E a gente segue vivendo… carregando medos estranhos e gatilhos silenciosos que nos fazem olhar para trás antes de seguir em frente, apenas para não cair novamente nas mesmas armadilhas, nos mesmos ciclos, nas mesmas histórias.

A gente segue vivendo não porque o passado não teve importância, mas porque a vida precisa continuar. Porque chega um momento em que alimentar rancores, conflitos e sombras deixa de ser memória e passa a ser prisão.

Pessoas emocionalmente saudáveis seguem em frente.
Pessoas felizes não vivem alimentando guerras antigas. 

Nem dentro de si, nem fora!

E algumas histórias não precisam de vencedores. Precisam apenas ser esquecidas!





terça-feira, 14 de abril de 2026

Demonstre o que sente!

Desde que me conheço por gente, sempre fui uma pessoa muito intensa... 

Quando eu era adolescente eu deitava no chão do quarto. Ficava ouvindo músicas e imaginando minha vida no futuro... O amor que eu queria sentir, o que eu queria viver. Criava mil histórias na minha imaginação, criava meus mundos, vivia meus próprios universos. Me sentia diferente, algumas vezes, até me sentia perdida nesse lugar. 

Ali, deitada, ouvia músicas profundas e me emocionava sozinha, sentia minha alma arrepiar. Sentia meu corpo, minha essência. E nesse espaço surgiram minhas primeiras poesias, minhas palavras, meus pensamentos mais fortes sobre o amor. 

...às vezes, fazia isso sentada na janela, olhando o quintal... enquanto borboletas e colibris voavam. Enquanto chovia, enquanto florescia a primavera, ou enquanto surgiam os primeiros ares de outono. Pedaços de papel, canetas e lápis, falavam o que transbordava a alma e a imaginação.

Eu sempre gostei de falar de amor, de escrever o amor, de sentir amor. Mesmo não tendo crescido no ambiente mais amoroso, sempre soube que falar e demonstrar sentimentos era algo importante, especial. 

Sempre gostei dessa coisa do sentir... e sentir muito! Nunca soube sentir pela metade. Nunca consegui me entregar pouco, nunca gostei de gente que fica no raso, que se esconde dos sentimentos, gente que tem medo de se entregar. Eu sempre quis o muito, eu sempre desejei viver aquilo que transborda alma, que mexe com todos os meus sentidos, que me faz sentir viva. 

Não me imagino vivendo algo que não toque minha alma. 

Eu gosto do amor... romântico, intenso e ao mesmo tempo equilibrado. Aquele amor natural que se consolida dia após dia, que se constrói... e gosto das demonstrações de afeto. 

Nunca fui uma pessoa que escondia os sentimentos, que fingia não sentir, que fazia de conta para bancar a durona. Sempre fui "mole", vulnerável. Sempre achei que quem esconde sentimentos, reprime a si mesmo, sofre calado por não ter coragem de dizer o que sente, como sente, quando e quanto sente...

Sempre fui uma pessoa sensível... de alma sensível. Que ama os detalhes, que ama ser surpreendida, que ama se sentir amada, desejada. 

Nada mudou e nada vai mudar em mim. Eu não deixarei de ser essa pessoa sensível, que vê o mundo com olhos de amor, que quer viver o amor mais extraordinário da vida, que quer compartilhar uma história sensacional e ser amada com A maiúsculo. 

Porque viver sem sentir MUITO, não tem a menor graça..


FIM

Carol Brunel 



terça-feira, 17 de março de 2026

Almas bonitas

Atração física é importante, isso é inegável. Olhar para alguém e ver algo que encante.
Mas não é só sobre como você se sente fisicamente atraído por alguém... e sim como você se sente emocionalmente perto de alguém. 

É maneira como a pessoa faz você se sentir. É a forma como uma pessoa te faz sentir importante e especial... É como aquela  te trata... E é sobre reciprocidade!

É olhar para aquela pessoa e pensar: que sorte a minha. É um olhar nos olhos tão profundo e verdadeiro que faz ter certeza de que você moraria ali... naquele instante. 

O amor se forma através de vivências compartilhadas, admiração, segurança e gratidão, e não apenas pela química do toque. 

Não é sobre corpos perfeitos e nem sobre ausência de defeitos...

É sobre interesse real na vida um do outro. Sobre entender os gostos, sobre querer ver sorrir, sobre saber o que faz bem para a pessoa que você ama... sobre cuidado, atenção, disposição em resolver situações conflituosas. É sobre ouvir e se importar com aquilo que importa para o outro. 

Quando você enxerga a essência... atração física até importa, mas nunca será o mais importante, nunca será só sobre isso. 

E penso que chegar nesse "estágio"... é alcançar o melhor momento de evolução e amadurecimento emocional. 

É dar valor ao que realmente importa: uma alma bonita!

Fim
Carol Brunel





segunda-feira, 9 de março de 2026

"Carry me home"

Você não precisa se perguntar... você já está em casa.
Deixe que o universo te guie, deixe que a luz te leve. 
Deixe que sua alma suspire, deixe que a vida se encarregue.
Sinta a energia crescendo dentro de você.
Sinta o amor expandindo e invadindo seu corpo.
Deixe a brisa que sopra tocar o mais profundo. 
Deixe que os céus conspirem, enquanto as estrelas brilham.
Ouça seu coração e lembre-se: você é templo aberto. 
Você é um rio que corre ao encontro dos seus sonhos.
Você é força, você é desejo, você é vontade.
Você é luta, você é paz, você é verdade.
Permita-se sentir o que vem de dentro. Sinta essa emoção. 
Não tenha medo do futuro, não tenha medo de ser você.
Deixe seus medos para trás. Siga seu coração.
Você não precisa se perguntar...
Você já está em casa...


FIM
Carol Brunel





quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

(Almas sensíveis) - Dia de chuva

 

Eu gosto quando a chuva cai...

Pois a chuva me lembra que o sol sempre volta a brilhar.

Gosto do barulhinho da chuva molhando a terra,

Enquanto a alma silencia em uma breve nostalgia.

Eu gosto quando a chuva cai...

Pois entendo que introspecção é tão bom quanto euforia.

E enquanto a chuva cai... me organizo: por dentro!

Ao som de uma canção e nas minhas recordações.

Respeito meu existir, me acolho e me permito.

Sei que nunca estarei 100% pronta para sentir.

Mas estarei disposta, como a luz que sempre volta.

Eu gosto quando a chuva cai...

 

Carol Brunel




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ingenuidade não ruim...

Saudades de quando a ingenuidade não era vista como algum ruim. De quando você podia ser ingênuo e isso não era nenhum defeito. Hoje, basta você abrir as mídias e redes sociais que vai ter um monte de gente falando "não seja ingênuo, não faça isso, bla bla bla"... e eu acho mesmo que a gente não pode ser besta, ser idiota. Acho que em um mundo de covardias, de pessoas confusas, de generalização, temos que ficar ligados. 

Mas ao mesmo tempo parece que as pessoas estão perdendo parte da sua "doçura", daquela fofura de um olhar ingênuo e carinhoso. Daquele lado da infância, tão bonito, que fazia a gente ver as coisas com um sorriso bobo. Parece que endurecemos e perdemos a capacidade de ver o lado bom dos outros, de sermos fraternos, de sermos amáveis, de abraçar as fragilidades dos outros também. 

Queria saber em que momento da vida nos tornamos pessoas tão duras. Em que momento da vida crucificaram a ingenuidade, transformando tudo em "frieza emocional". 

...E é claro que temos que nos valorizar, é claro que não temos que aceitar coisas que nos ferem, é ÓBVIO que não temos que fazer papel de trouxa. Sem sombra de dúvidas inteligência emocional é importante... mas agora nada mais é tolerado. As pessoas não sabem mais ouvir, interpretar, ler... nem mesmo um olhar. Tudo vira um julgamento.

Viver "engessado" o todo o tempo, controlando cada movimento para não parecer vulnerável e ingênuo... sei lá, me parece não ser tão saudável assim. Não somos máquinas, somos humanos. Temos sentimentos, mas parece que temos que lutar e fugir dos sentimentos o tempo todo, como se sentir fosse algo ruim. 

Querem que a gente viva o tempo todo tolhendo nossas emoções... E pensando bem, talvez por isso temos uma geração de gente perdida, confusa, duvidosa. Fora o tanto de gente com problemas emocionais, achando que terapia é coisa de gente maluca (por favor façam terapia).

No fundo, bonito mesmo é ter coragem de ser você mesmo, sem complexo de superioridade, sem medo de parecer vulnerável. Viver sem preconceitos e julgamentos desnecessários. Sem precisar diminuir ninguém, sem perder a essência e a ingenuidade que nos torna únicos em um mundo que propaga cada vez mais a frieza emocional. Sem medo de voltar atrás se achar que deve.

Dá medo mesmo ser 'intenso' em meio a tanta dureza, mas ainda acho que vale a pena. Ainda vale a pena acreditar nas pessoas, ainda vale a pena dar uma chance para a vida, para o amor, para as relações pessoais. 

Vale a pena se arriscar, mesmo que o mundo te quebre de vez em quando e você precise se refazer. 

Reflitam!

Fim
Carol Brunel - 20/02/2026





quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

No fundo...

No fundo, todo mundo quer viver coisas incríveis.
Mesmo quem finge, mesmo quem se esconde da vida.
Dentro de cada pessoa tem algo pulsando... 
Tem um desejo desejo intenso de sentir.
Existem sonhos por trás de cada olhar misterioso.
E por trás de um sorriso tímido, há um segredo.
No fundo, a gente precisa viver apesar do medo.
A gente precisa estar bem com a gente mesmo.
E também dar espaço para a vida acontecer. 
Outra vezes, precisamos ignorar algumas coisas.
Especialmente aquela voz que insiste em nos boicotar.
E, muitas vezes, somos nós mesmos essa voz.
No fundo é sobre deixar a vida fluir.
E é sobre fluir e evoluir junto da vida.


Fim
Carol Brunel







segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Inesperado!

Eu amo o inesperado.
Eu amo quando a vida acontece sem avisar.
Amo essa coisa de estar desprevenida e sorrir.
Com a boca e também com o olhar. 
Eu amo as canções que tocam a alma.
E o silêncio da natureza lá fora, uma calma!
Eu amo as inspirações que nascem...
Que surgem com os novos desejos. 
Eu amo quando a vida acorda, no sol da manhã.
E também amo quando desperta dentro de mim.
Eu amo o barulho da chuva no fim de tarde. 
E as imaginações que crio no meu mundo.
Amo esses sonhos borbulhando, feito trovões. 
Eu  amo quando a vida conta sua história.
Quando você não imagina nada...
E o nada surpreende. 

Inesperado!


Carol Brunel




Talvez quem me leia...

Talvez quem me leia...
Em um simples olhar, crie uma imagem.
Me veja da forma que ouviu, 
ou no pouco que se mostra. 
Talvez quem me leia...
Em minhas meia palavras, 
me defina como quiser.
Nas entrelinhas do que escrevo, 
Tudo parece claro...
Mas nem sempre é o subentendido.
Sou feita de tantas metáforas. 
Sou pedaços de tantas vidas e histórias. 
Há uma imensidão dentro de mim, 
que jamais alguém conseguiu chegar.
Sou feita dos meus segredos.
Dos meus momentos de solidão.
Das histórias que criei quando sonhava.
Mas talvez quem me leia,
Em uma simples passagem de tempo.
Não faça ideia de quem vive aqui.
Eu sou uma mistura maluca de existir.
E definição nenhuma pode contar.
Só não posso negar minha intensidade,
De ser, de sentir, de amar.
De continuar a sonhar...
E querer viver coisas incríveis. 

It's so easy.

FIM
Carol Brunel







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Quando você se aceita, você muda!

 "SÓ QUANDO VOCÊ SE ACEITA, VOCÊ MUDA" - Carl Rogers

Deparei com um podcast no YOUTUBE chamado "A verdade ignorada por trás das explosões emocionais"...

E enquanto assistia, fiquei lembrando daquela frase: qual o seu papel na bagunça que você se queixa?

Acho que todos nós tendemos a culpar o outro quando algo não sai como esperávamos. Tendemos a justificar nossas falhas, dizendo que o outro errou com a gente. Porque como já escrevi outras vezes, é mais fácil culpar o outro do que admitir que nós temos nossas culpas. É confortável pensar que o outro é ruim e que nós somos melhores, que o outro erra e nós só erramos porque o outro falhou primeiro. 

É muito mais difícil olhar para nossas próprias sombras, nossos defeitos e assumir nossa parcela de culpa nas desordens que aconteceram em nossas vidas.  

O processo de autoconhecimento é doloroso, porque quando olhamos para dentro, temos que lidar com um monte de "tralha" que a gente carrega e colocar o dedo nas feridas. Dói colocar o dedo na ferida. Dói quando somos criticados. Dói quando alguém nos diz verdades. Dói quando percebemos que erramos. 

E nesse ponto há sempre dois caminhos:

- Deixar de nos fazer de vítimas das situações, sair do personagem de coitadinho... assumir as nossas responsabilidades e começar a mudança de dentro para fora.

- ou...continuar no personagem de coitado, reclamando a vida toda porque "fulano (a) fez isso comigo, porque eu sofri aqui e lá, porque minha infância blábláblá, porque a vida foi dura... 

A grande maioria escolhe o segundo caminho, exatamente por parecer mais confortável, afinal como vamos encarar nossas sombras? É mais fácil vestir uma máscara e fingir...

Porém, quando encaramos nosso pior e aceitamos que somos falhos, é que conseguimos encontrar nosso melhor também. Afinal, aceitar que somos ruins nos faz querer melhorar, nos faz querer buscar uma evolução verdadeira, uma evolução interna e silenciosa; que não precisa de plateia, de aplausos, de validações externas... não essa evolução 'fake' da boca para fora que muitos colocam nas redes sociais.

Não é esse monte de frases prontas ou vídeos de felicidade inventada, postados aos montes. Porque tem muita gente carregando vazios e fingindo plenitude. 

E sim, um sentir dentro da alma. Aquele desejo de mudança, uma vontade de ser melhor, primeiro para si. 

No fim, ninguém precisa saber da nossa transformação. Não precisamos fazer alarde sobre nossas tristezas ou nossas felicidades. Não precisamos de palco para evoluir, para mudar, para crescer. Não esperamos que alguém diga: você evoluiu. Pois esse é um sentir pessoal.

Autoconhecimento dói, mas no fim é lindo. Afinal, quando você se aceita, você muda!

Fim
Carol Brunel





terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Novos olhares para a vida...

Pensando aqui... 

A gente complica tanto as coisas né?! Complica a vida, complica o que poderia ser simples, dificulta o caminho com as nossas próprias amarras... E, às vezes, tudo o que a gente precisa é apenas descomplicar. Facilitar...

Mas também tem tanta gente confusa e complicada, complicando a vida dos outros. 
Tem tanta gente perdida confundindo as coisas, misturando tudo, levando os outros para sua bagunça.

Porém, em minhas reflexões cheguei a conclusão de que quando nós estamos emocionalmente "bagunçados", acabamos atraindo pessoas também confusas para nossa vida. E não estou falando de não estar bem... e sim daqueles ciclos que a gente insiste em não encerrar, daqueles laços que se mantém enraizados na nossa alma, daqueles finais que não foram concluídos internamente. Essa bagunça emocional, o excesso de pensamentos e todos esses "sentimentos enraizados", acabam trazendo para perto pessoas com a mesma vibração.

Por outro lado, ainda assim, é perceptível essa "leva" de gente confusa. De pessoas que parecem estar perdidas em suas emoções. Pessoas que não sabem o que querem. Então mesmo que a gente esteja bem e queira escapar vamos acabar esbarrando com esse tipo. 

E é aqui que está o pulo do "gato"... 

Quando a gente consegue esvaziar a mente e o coração (eu descobri meu método), a gente aprende a lidar melhor se aparecem pessoas e situações confusas. Se posicionando, dizendo os nãos necessários, se afastando nos primeiros sinais caóticos, analisando melhor os cenários antes de sair mergulhando em qualquer piscina rasa... ou muitas vezes fazendo o mais simples: respeitando o nosso tempo pessoal.

E isso faz TODA diferença!

Adquirir maturidade emocional nos ajuda a identificar quando algo pode ser problemático, pois quem já chega trazendo caos no inicio, provavelmente vai fazer da sua vida uma bagunça. 

Meu método? Focar em si mesmo, fazer coisas que dão prazer... No meu caso, atividade física, sair com os amigos, praticar meus esportes, apreciar a natureza, fazer coisas que nunca fiz antes, mudança de hábitos. Aprendi a desacelerar meus pensamentos, a controlar meus impulsos. Aprendi a controlar minha mente quando ela quer me levar para os lugares que não quero ir... descobri novos prazeres...

Estou aqui para cuidar de mim, do meu corpo, do meu espírito, da minha saúde, da minha vida. Para amar quem eu sou... e se no caminho esbarrar com pessoas que estão em paz consigo mesmas, que estão resolvidas internamente, que estão felizes e não venham encher a vida de bagunça, essas serão bem vindas, serão bem recebidas. Porque eu só quero perto de mim, quem estiver inteiro, disposto, aberto para viver. 

... Não é sobre viver em um mar de rosas. Estou falando que a gente não pode e nem deve aceitar que tornem a nossa vida um caos. A gente não pode deixar que gente 'perdida' roube nossa paz. Que nos façam pensar que nós somos 'o problema', quando no fundo o outro é uma bagunça por completo. Não estamos aqui para pisar em ovos. 

No fim, não precisamos de ninguém, mas queremos alguém para compartilhar nossa felicidade com leveza, carinho e amor. 

É sobre isso: não precisar, mas querer. Porém um querer mais maduro e honesto consigo. 
É sobre estarmos abertos para a vida, mas com um novo olhar... um olhar que SE acolhe, se abraça e se respeita...


Fim
Carol Brunel 




segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Eu que não me conheço mais

Eu que não me conheço mais. 
Não sou quem eu fui, quem eu era. 
Aqueles erros, aquela fera. 
Não tenho os mesmos sonhos, 
Nem visto as mesmas roupas. 
Me perdi e me encontrei. 
Cai por terra e levantei. 
Aquela menina? Ainda existe! 
Mas ela é mulher. 
Mulher que sou agora. 
Não quem era outrora.
Pois não sou mais aquela. 
Não sou o que dizem. 
Não sou o que fazem. 
Construí meu próprio lar.
Lugar que posso morar. 
Sonhar, sorrir, chorar, amar. 
Onde me pertenço e me encontro.
E onde quero que me encontrem. 
Mais forte, madura e sincera. 
Não quem eu era. Quem eu sou. 
Eu que não me conheço mais.
Quero só sentimentos reais.

Fim 
Carol Brunel





(plágio é CRIME)




terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Continue tentando

 
Faça da sua vida o melhor que puder.
Talvez você não consiga todos os dias,
Talvez você tropece no caminho.
Haverá muitos dias difíceis.
Ainda assim: continue arriscando.
Não desista de ser feliz.
Porque você merece!
Nem tudo é como a gente gostaria.
Mas tudo é como precisa ser.
Não existe acaso...
O mundo vive girando.
E nas voltas que o mundo dá...
Em algum momento tudo se encaixa.
Continue sendo você, continue sorrindo.
Continue dando o melhor que puder...
Mesmo que nem todos saibam ver.
E aceite, sobretudo, suas imperfeições.
Continue acreditando.
Continue sonhando.
Continue tentando!
 
Fim
Carol Brunel




segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

CORAGEM!


Coragem é como o mar...
As ondas quebram sem parar.
E ainda insistem em continuar. 
O mar não desiste, mesmo quando as ondas morrem.
Talvez por isso seja tão inspirador. 
Ele é força e também imensidão.
E ao mesmo tempo que é forte, traz paz.
Exige respeito, mas abraça a alma com sua água salgada. 
O mar é tal qual o amor.  Inspirador e forte. 
Exige respeito e traz afago para alma.
Amar exige coragem. 
Ter coragem é ser como o mar. 
Mesmo quando a gente quebra.
Ainda assim, dá para amar outra vez.
Amar! Ah mar!

Fim
Carol Brunel