Desde que me conheço por gente, sempre fui uma pessoa muito intensa...
Quando eu era adolescente eu deitava no chão do quarto. Ficava ouvindo músicas e imaginando minha vida no futuro... O amor que eu queria sentir, o que eu queria viver. Criava mil histórias na minha imaginação, criava meus mundos, vivia meus próprios universos. Me sentia diferente, algumas vezes, até me sentia perdida nesse lugar.
Ali, deitada, ouvia músicas profundas e me emocionava sozinha, sentia minha alma arrepiar. Sentia meu corpo, minha essência. E nesse espaço surgiram minhas primeiras poesias, minhas palavras, meus pensamentos mais fortes sobre o amor.
...às vezes, fazia isso sentada na janela, olhando o quintal... enquanto borboletas e colibris voavam. Enquanto chovia, enquanto florescia a primavera, ou enquanto surgiam os primeiros ares de outono. Pedaços de papel, canetas e lápis, falavam o que transbordava a alma e a imaginação.
Eu sempre gostei de falar de amor, de escrever o amor, de sentir amor. Mesmo não tendo crescido no ambiente mais amoroso, sempre soube que falar e demonstrar sentimentos era algo importante, especial.
Sempre gostei dessa coisa do sentir... e sentir muito! Nunca soube sentir pela metade. Nunca consegui me entregar pouco, nunca gostei de gente que fica no raso, que se esconde dos sentimentos, gente que tem medo de se entregar. Eu sempre quis o muito, eu sempre desejei viver aquilo que transborda alma, que mexe com todos os meus sentidos, que me faz sentir viva.
Não me imagino vivendo algo que não toque minha alma.
Eu gosto do amor... romântico, intenso e ao mesmo tempo equilibrado. Aquele amor natural que se consolida dia após dia, que se constrói... e gosto das demonstrações de afeto.
Nunca fui uma pessoa que escondia os sentimentos, que fingia não sentir, que fazia de conta para bancar a durona. Sempre fui "mole", vulnerável. Sempre achei que quem esconde sentimentos, reprime a si mesmo, sofre calado por não ter coragem de dizer o que sente, como sente, quando e quanto sente...
Sempre fui uma pessoa sensível... de alma sensível. Que ama os detalhes, que ama ser surpreendida, que ama se sentir amada, desejada.
Nada mudou e nada vai mudar em mim. Eu não deixarei de ser essa pessoa sensível, que vê o mundo com olhos de amor, que quer viver o amor mais extraordinário da vida, que quer compartilhar uma história sensacional e ser amada com A maiúsculo.
Porque viver sem sentir MUITO, não tem a menor graça..
FIM
Carol Brunel
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