"SÓ QUANDO VOCÊ SE ACEITA, VOCÊ MUDA" - Carl Rogers
Deparei com um podcast no YOUTUBE chamado "A verdade ignorada por trás das explosões emocionais"...
E enquanto assistia, fiquei lembrando daquela frase: qual o seu papel na bagunça que você se queixa?
Acho que todos nós tendemos a culpar o outro quando algo não sai como esperávamos. Tendemos a justificar nossas falhas, dizendo que o outro errou com a gente. Porque como já escrevi outras vezes, é mais fácil culpar o outro do que admitir que nós temos nossas culpas. É confortável pensar que o outro é ruim e que nós somos melhores, que o outro erra e nós só erramos porque o outro falhou primeiro.
É muito mais difícil olhar para nossas próprias sombras, nossos defeitos e assumir nossa parcela de culpa nas desordens que aconteceram em nossas vidas.
O processo de autoconhecimento é doloroso, porque quando olhamos para dentro, temos que lidar com um monte de "tralha" que a gente carrega e colocar o dedo nas feridas. Dói colocar o dedo na ferida. Dói quando somos criticados. Dói quando alguém nos diz verdades. Dói quando percebemos que erramos.
E nesse ponto há sempre dois caminhos:
- Deixar de nos fazer de vítimas das situações, sair do personagem de coitadinho... assumir as nossas responsabilidades e começar a mudança de dentro para fora.
- ou...continuar no personagem de coitado, reclamando a vida toda porque "fulano (a) fez isso comigo, porque eu sofri aqui e lá, porque minha infância blábláblá, porque a vida foi dura...
A grande maioria escolhe o segundo caminho, exatamente por parecer mais confortável, afinal como vamos encarar nossas sombras? É mais fácil vestir uma máscara e fingir...
Porém, quando encaramos nosso pior e aceitamos que somos falhos, é que conseguimos encontrar nosso melhor também. Afinal, aceitar que somos ruins nos faz querer melhorar, nos faz querer buscar uma evolução verdadeira, uma evolução interna e silenciosa; que não precisa de plateia, de aplausos, de validações externas... não essa evolução 'fake' da boca para fora que muitos colocam nas redes sociais.
Não é esse monte de frases prontas ou vídeos de felicidade inventada, postados aos montes. Porque tem muita gente carregando vazios e fingindo plenitude.
E sim, um sentir dentro da alma. Aquele desejo de mudança, uma vontade de ser melhor, primeiro para si.
No fim, ninguém precisa saber da nossa transformação. Não precisamos fazer alarde sobre nossas tristezas ou nossas felicidades. Não precisamos de palco para evoluir, para mudar, para crescer. Não esperamos que alguém diga: você evoluiu. Pois esse é um sentir pessoal.
Autoconhecimento dói, mas no fim é lindo. Afinal, quando você se aceita, você muda!
Fim
Carol Brunel
Carol Brunel