segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Inesperado!

Eu amo o inesperado.
Eu amo quando a vida acontece sem avisar.
Amo essa coisa de estar desprevenida e sorrir.
Com a boca e também com o olhar. 
Eu amo as canções que tocam a alma.
E o silêncio da natureza lá fora, uma calma!
Eu amo as inspirações que nascem...
Que surgem com os novos desejos. 
Eu amo quando a vida acorda, no sol da manhã.
E também amo quando desperta dentro de mim.
Eu amo o barulho da chuva no fim de tarde. 
E as imaginações que crio no meu mundo.
Amo esses sonhos borbulhando, feito trovões. 
Eu  amo quando a vida conta sua história.
Quando você não imagina nada...
E o nada surpreende. 

Inesperado!


Carol Brunel




Talvez quem me leia...

Talvez quem me leia...
Em um simples olhar, crie uma imagem.
Me veja da forma que ouviu, 
ou no pouco que se mostra. 
Talvez quem me leia...
Em minhas meia palavras, 
me defina como quiser.
Nas entrelinhas do que escrevo, 
Tudo parece claro...
Mas nem sempre é o subentendido.
Sou feita de tantas metáforas. 
Sou pedaços de tantas vidas e histórias. 
Há uma imensidão dentro de mim, 
que jamais alguém conseguiu chegar.
Sou feita dos meus segredos.
Dos meus momentos de solidão.
Das histórias que criei quando sonhava.
Mas talvez quem me leia,
Em uma simples passagem de tempo.
Não faça ideia de quem vive aqui.
Eu sou uma mistura maluca de existir.
E definição nenhuma pode contar.
Só não posso negar minha intensidade,
De ser, de sentir, de amar.
De continuar a sonhar...
E querer viver coisas incríveis. 

It's so easy.

FIM
Carol Brunel







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Quando você se aceita, você muda!

 "SÓ QUANDO VOCÊ SE ACEITA, VOCÊ MUDA" - Carl Rogers

Deparei com um podcast no YOUTUBE chamado "A verdade ignorada por trás das explosões emocionais"...

E enquanto assistia, fiquei lembrando daquela frase: qual o seu papel na bagunça que você se queixa?

Acho que todos nós tendemos a culpar o outro quando algo não sai como esperávamos. Tendemos a justificar nossas falhas, dizendo que o outro errou com a gente. Porque como já escrevi outras vezes, é mais fácil culpar o outro do que admitir que nós temos nossas culpas. É confortável pensar que o outro é ruim e que nós somos melhores, que o outro erra e nós só erramos porque o outro falhou primeiro. 

É muito mais difícil olhar para nossas próprias sombras, nossos defeitos e assumir nossa parcela de culpa nas desordens que aconteceram em nossas vidas.  

O processo de autoconhecimento é doloroso, porque quando olhamos para dentro, temos que lidar com um monte de "tralha" que a gente carrega e colocar o dedo nas feridas. Dói colocar o dedo na ferida. Dói quando somos criticados. Dói quando alguém nos diz verdades. Dói quando percebemos que erramos. 

E nesse ponto há sempre dois caminhos:

- Deixar de nos fazer de vítimas das situações, sair do personagem de coitadinho... assumir as nossas responsabilidades e começar a mudança de dentro para fora.

- ou...continuar no personagem de coitado, reclamando a vida toda porque "fulano (a) fez isso comigo, porque eu sofri aqui e lá, porque minha infância blábláblá, porque a vida foi dura... 

A grande maioria escolhe o segundo caminho, exatamente por parecer mais confortável, afinal como vamos encarar nossas sombras? É mais fácil vestir uma máscara e fingir...

Porém, quando encaramos nosso pior e aceitamos que somos falhos, é que conseguimos encontrar nosso melhor também. Afinal, aceitar que somos ruins nos faz querer melhorar, nos faz querer buscar uma evolução verdadeira, uma evolução interna e silenciosa; que não precisa de plateia, de aplausos, de validações externas... não essa evolução 'fake' da boca para fora que muitos colocam nas redes sociais.

Não é esse monte de frases prontas ou vídeos de felicidade inventada, postados aos montes. Porque tem muita gente carregando vazios e fingindo plenitude. 

E sim, um sentir dentro da alma. Aquele desejo de mudança, uma vontade de ser melhor, primeiro para si. 

No fim, ninguém precisa saber da nossa transformação. Não precisamos fazer alarde sobre nossas tristezas ou nossas felicidades. Não precisamos de palco para evoluir, para mudar, para crescer. Não esperamos que alguém diga: você evoluiu. Pois esse é um sentir pessoal.

Autoconhecimento dói, mas no fim é lindo. Afinal, quando você se aceita, você muda!

Fim
Carol Brunel





terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Novos olhares para a vida...

Pensando aqui... 

A gente complica tanto as coisas né?! Complica a vida, complica o que poderia ser simples, dificulta o caminho com as nossas próprias amarras... E, às vezes, tudo o que a gente precisa é apenas descomplicar. Facilitar...

Mas também tem tanta gente confusa e complicada, complicando a vida dos outros. 
Tem tanta gente perdida confundindo as coisas, misturando tudo, levando os outros para sua bagunça.

Porém, em minhas reflexões cheguei a conclusão de que quando nós estamos emocionalmente "bagunçados", acabamos atraindo pessoas também confusas para nossa vida. E não estou falando de não estar bem... e sim daqueles ciclos que a gente insiste em não encerrar, daqueles laços que se mantém enraizados na nossa alma, daqueles finais que não foram concluídos internamente. Essa bagunça emocional, o excesso de pensamentos e todos esses "sentimentos enraizados", acabam trazendo para perto pessoas com a mesma vibração.

Por outro lado, ainda assim, é perceptível essa "leva" de gente confusa. De pessoas que parecem estar perdidas em suas emoções. Pessoas que não sabem o que querem. Então mesmo que a gente esteja bem e queira escapar vamos acabar esbarrando com esse tipo. 

E é aqui que está o pulo do "gato"... 

Quando a gente consegue esvaziar a mente e o coração (eu descobri meu método), a gente aprende a lidar melhor se aparecem pessoas e situações confusas. Se posicionando, dizendo os nãos necessários, se afastando nos primeiros sinais caóticos, analisando melhor os cenários antes de sair mergulhando em qualquer piscina rasa... ou muitas vezes fazendo o mais simples: respeitando o nosso tempo pessoal.

E isso faz TODA diferença!

Adquirir maturidade emocional nos ajuda a identificar quando algo pode ser problemático, pois quem já chega trazendo caos no inicio, provavelmente vai fazer da sua vida uma bagunça. 

Meu método? Focar em si mesmo, fazer coisas que dão prazer... No meu caso, atividade física, sair com os amigos, praticar meus esportes, apreciar a natureza, fazer coisas que nunca fiz antes, mudança de hábitos. Aprendi a desacelerar meus pensamentos, a controlar meus impulsos e desejos. Aprendi a controlar minha mente quando ela quer me levar para os lugares que não quero ir... descobri novos prazeres...

E aprendi sobretudo a dizer (mesmo que mentalmente) um lindo: FODA-SE! 

Pois não estou aqui para fazer ninguém feliz, não estou aqui para agradar ninguém, não estou aqui para ser responsável pelo caos de ninguém, não estou aqui para competir quem é melhor ou mais feliz. 

Apenas estou aqui para cuidar de mim, do meu corpo, do meu espírito, da minha saúde, da minha vida. Para amar quem eu sou... e se no caminho esbarrar com pessoas que estão em paz consigo mesmas, que estão resolvidas internamente, que estão felizes e não venham encher a vida de bagunça, essas serão bem vindas. Pois só devemos aceitar o que vier para nos fazer sentir melhores e não piores. 

É utópico? Não! Porque eu não estou falando de perfeição, ou de vida sem altos e baixos... Não é sobre viver em um mar de rosas. Estou falando que a gente não pode e nem deve aceitar que tornem a nossa vida um caos. A gente não pode deixar que gente 'perdida' roube nossa paz. Que nos façam pensar que nós somos 'o problema', quando no fundo o outro é uma bagunça por completo. Não estamos aqui para pisar em ovos ou para se perder no emaranhado do outro. 

No fim, não precisamos de ninguém para nos sentirmos felizes e inteiros.
Mas queremos alguém para compartilhar nossa felicidade com leveza, carinho e amor. 

É sobre isso: não precisar, mas querer. Porém um querer mais maduro e honesto consigo. 
É sobre estarmos abertos para a vida, mas com um novo olhar... um olhar que SE acolhe, se abraça e se respeita... Sem ansiedade de sentir!

Fim
Carol Brunel 




segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Eu que não me conheço mais

Eu que não me conheço mais. 
Não sou quem eu fui, quem eu era. 
Aqueles erros, aquela fera. 
Não tenho os mesmos sonhos, 
Nem visto as mesmas roupas. 
Me perdi e me encontrei. 
Cai por terra e levantei. 
Aquela menina? Ainda existe! 
Mas ela é mulher. 
Mulher que sou agora. 
Não quem era outrora.
Pois não sou mais aquela. 
Não sou o que dizem. 
Não sou o que fazem. 
Construí meu próprio lar.
Lugar que posso morar. 
Sonhar, sorrir, chorar, amar. 
Onde me pertenço e me encontro.
E onde quero que me encontrem. 
Mais forte, madura e sincera. 
Não quem eu era. Quem eu sou. 
Eu que não me conheço mais.
Quero só sentimentos reais.

Fim 
Carol Brunel





(plágio é CRIME)




terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Continue tentando

 
Faça da sua vida o melhor que puder.
Talvez você não consiga todos os dias,
Talvez você tropece no caminho.
Haverá muitos dias difíceis.
Ainda assim: continue arriscando.
Não desista de ser feliz.
Porque você merece!
Nem tudo é como a gente gostaria.
Mas tudo é como precisa ser.
Não existe acaso...
O mundo vive girando.
E nas voltas que o mundo dá...
Em algum momento tudo se encaixa.
Continue sendo você, continue sorrindo.
Continue dando o melhor que puder...
Mesmo que nem todos saibam ver.
E aceite, sobretudo, suas imperfeições.
Continue acreditando.
Continue sonhando.
Continue tentando!
 
Fim
Carol Brunel




segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

CORAGEM!


Coragem é como o mar...
As ondas quebram sem parar.
E ainda insistem em continuar. 
O mar não desiste, mesmo quando as ondas morrem.
Talvez por isso seja tão inspirador. 
Ele é força e também imensidão.
E ao mesmo tempo que é forte, traz paz.
Exige respeito, mas abraça a alma com sua água salgada. 
O mar é tal qual o amor.  Inspirador e forte. 
Exige respeito e traz afago para alma.
Amar exige coragem. 
Ter coragem é ser como o mar. 
Mesmo quando a gente quebra.
Ainda assim, dá para amar outra vez.
Amar! Ah mar!

Fim
Carol Brunel