segunda-feira, 27 de julho de 2026
Vastidão
terça-feira, 21 de julho de 2026
Outro dia chuvoso e nostálgico
Enquanto a chuva cai e o silêncio toma conta da alma.
Enquanto a nostalgia vem trazendo suas memórias.
Encontrando no caminho, novas e antigas histórias.
Deparando com uma garotinha e seus milhares de sonhos.
Sonhos que se perderam, sonhos que aconteceram.
Enquanto a chuva cai, as lembranças borbulham...
Há tanta vida em uma vida. Há tanto existir nesse lugar.
Há tanta coisa por ser feita...que não se pode imaginar.
Em milhares de momentos, emoções e sensações...
Num espaço de tempo que outrora foi feliz...
Essa introspecção dos dias chuvosos, poucos podem sentir.
Essa incrível sensação de que nada foi como sonhava.
Mas que tudo foi incrível dentro de cada pedaço do existir.
Os dias de chuva, nos mostram que o sol vai brilhar...
E existir na alma uma vontade de sonhar outra vez.
E ser feliz no simples, naquilo tudo que não se pode ver.
Carol Brunel
quarta-feira, 8 de julho de 2026
O mundo está regredindo
Às vezes, eu ainda fico incrédula
de saber que em pleno ano 2026, estejamos presenciando guerras, ataques,
destruição de países... por questões políticas, ideológicas, ou quem sabe até por ser uma cortina de fumaça para esconder a podridão de alguns chefes de poder.
Fico questionando como o ser
humano se acha tão inteligente e ainda assim é tão limitado e manipulável. Basta
ver como as pessoas são capazes de defender atrocidades e concordar com mortes
em massa por idolatria a “humanos” (desumanos) que promovem o ódio,
disseminando pensamentos extremistas (e não estou falando de lado político).
Ensinaram e ensinam as pessoas a
lerem e escrever, a ter um estudo, mas não ensinam a ter pensamento crítico... e
não é no sentido de sair criticando tudo e todos, mas sim no sentido de
analisar as coisas sem fanatismo, sem alienação, sem insanidade. De saber
pensar além daquilo que vê e lê. De investigar, de ter curiosidade, de não se limitar a qualquer coisa que aparece na
internet.
Não é possível que alguém em sã consciência
ache normal estarmos vivenciando ataques com milhares de mortes, ver guerras acontecendo,
ler notícias e pensar: “tudo bem é só
mais uma guerra para ir para os livros de história”.
(e qualquer pessoa meramente
inteligente deve saber que é por ganância)
Lembro bem de quando eu estudava
história no colégio (era uma das minhas matérias favoritas) e eu lia tudo aquilo
de guerra como algo distante da minha realidade. Sempre imaginei que ficaria no passado, que as pessoas tinham aprendido com as guerras... Que não havia
mais necessidade, pois o mundo tinha evoluído ao ponto de viver de forma diplomática.
Hoje dá impressão que o mundo está em regresso e não em progresso.
Desde que pensamentos extremistas começaram a ser propagados, desde que ideologias religiosas se misturaram com pautas políticas, desde que surgiram as redes sociais, desde que dividiram o mundo em dois lados, desde que surgiram os influencers e a IA... Tudo virou uma bagunça sem tamanho.
O tempo todo somos bombardeados por
informações que muitas vezes são falsas. Mas o pior não são as informações falsas
e sim a facilidade de as pessoas acreditarem. A facilidade de manipular, de
fazer acreditar em coisas absurdas, de normalizar mortes, de criar grupos de
ódio, de propagar mentiras, de criar histórias em torno de algo para “ganhar
likes”.
Engajamento é melhor do que
verdade. Personagens são melhores do que gente real. Em um mundo que dá moral a
personagens de redes sociais e gente medíocre, é fácil entender porque estamos
tão perdidos.
Os personagens já descobriram que
é fácil influenciar e manipular pessoas. Eles já sabem como engajar e ganhar
likes, eles já sabem como a mente humana é frágil, e que dá para conduzir todo
mundo a pensar do mesmo jeito. Eles já sabem que a grande maioria não tem
capacidade de refletir, de analisar outros pontos de vista, de buscar
veracidade nas informações. Ai basta falar uma “merda” para explodir e ganhar
seguidores.
E o pior é que toda essa galera
continua se achando hiper inteligente, muitos até se acham superiores (se dizem estudados), mesmo sendo incapazes de perceber que apenas estão “concordando”, seguindo o efeito manada, muitas vezes sem se quer conseguir pensar se aquilo condiz com a verdade.
Uma pena... em 2026, com tanta
tecnologia, que estejamos regredindo como humanos e como seres realmente pensantes (agora
as máquinas e os influencers pensam por nós); e muitos tenham se tornado incapazes de discernir e de ter
empatia.
REFLITAM!
Carol Brunel
08/07/2026
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Um mundo irreal...
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Abandone as guerras antigas!
"O tempo ensina uma coisa curiosa: quem insiste em reviver guerras antigas geralmente esquece que o outro lado também sobreviveu à batalha".
Muitas vezes, as pessoas tem uma tendência de se enxergar apenas como vítimas das histórias que ajudaram a criar, esquecendo ou fingindo esquecer dos excessos que elas também cometeram.
Há quem ignore o outro lado da moeda, quem seja incapaz de perceber o quanto mal também fez, quanto caos, medo e insegurança também gerou.
Algumas pessoas passam pela nossa vida de forma tão intensa e desorganizada que deixam marcas até naquilo que éramos antes delas existirem...
O mais curioso sobre relações caóticas é que, com o passar do tempo, quase sempre alguém tenta reorganizar a narrativa para sobreviver emocionalmente a ela, geralmente se colocando numa posição mais confortável emocionalmente. É mais confortável se enxergar apenas como alguém ferido do que admitir que também feriu. É mais fácil falar da própria dor do que reconhecer a dor que causou no outro. É mais fácil se fazer de mocinho, do que aceitar que também foi vilão.
Mas essas histórias raramente possuem um único culpado absoluto ou uma vítima. Muitas vezes existem dois seres emocionalmente FERIDOS tentando se salvar um no outro e conseguindo apenas se afundar juntos.
Existe uma violência silenciosa em obrigar alguém a viver em estado de alerta. Em fazer com que a pessoa sinta medo de mensagens, de ligações, de ameaças de exposição e de conflitos intermináveis. Quem nunca viveu isso na pele talvez não entenda como é viver com medo constante de alguém.
A verdade é que toda história possui suas versões, seus excessos e erros. Toda história possui dois lados.
...E a gente segue vivendo… carregando medos estranhos e gatilhos silenciosos que nos fazem olhar para trás antes de seguir em frente, apenas para não cair novamente nas mesmas armadilhas, nos mesmos ciclos, nas mesmas histórias.
A gente segue vivendo não porque o passado não teve importância, mas porque a vida precisa continuar. Porque chega um momento em que alimentar rancores, conflitos e sombras deixa de ser memória e passa a ser prisão.
Pessoas emocionalmente saudáveis seguem em frente.
Pessoas felizes não vivem alimentando guerras antigas.
Nem dentro de si, nem fora!
E algumas histórias não precisam de vencedores. Precisam apenas ser esquecidas!
terça-feira, 14 de abril de 2026
Demonstre o que sente!
Desde que me conheço por gente, sempre fui uma pessoa muito intensa...
Quando eu era adolescente eu deitava no chão do quarto. Ficava ouvindo músicas e imaginando minha vida no futuro... O amor que eu queria sentir, o que eu queria viver. Criava mil histórias na minha imaginação, criava meus mundos, vivia meus próprios universos. Me sentia diferente, algumas vezes, até me sentia perdida nesse lugar.
Ali, deitada, ouvia músicas profundas e me emocionava sozinha, sentia minha alma arrepiar. Sentia meu corpo, minha essência. E nesse espaço surgiram minhas primeiras poesias, minhas palavras, meus pensamentos mais fortes sobre o amor.
...às vezes, fazia isso sentada na janela, olhando o quintal... enquanto borboletas e colibris voavam. Enquanto chovia, enquanto florescia a primavera, ou enquanto surgiam os primeiros ares de outono. Pedaços de papel, canetas e lápis, falavam o que transbordava a alma e a imaginação.
Eu sempre gostei de falar de amor, de escrever o amor, de sentir amor. Mesmo não tendo crescido no ambiente mais amoroso, sempre soube que falar e demonstrar sentimentos era algo importante, especial.
Sempre gostei dessa coisa do sentir... e sentir muito! Nunca soube sentir pela metade. Nunca consegui me entregar pouco, nunca gostei de gente que fica no raso, que se esconde dos sentimentos, gente que tem medo de se entregar. Eu sempre quis o muito, eu sempre desejei viver aquilo que transborda alma, que mexe com todos os meus sentidos, que me faz sentir viva.
Não me imagino vivendo algo que não toque minha alma.
Eu gosto do amor... romântico, intenso e ao mesmo tempo equilibrado. Aquele amor natural que se consolida dia após dia, que se constrói... e gosto das demonstrações de afeto.
Nunca fui uma pessoa que escondia os sentimentos, que fingia não sentir, que fazia de conta para bancar a durona. Sempre fui "mole", vulnerável. Sempre achei que quem esconde sentimentos, reprime a si mesmo, sofre calado por não ter coragem de dizer o que sente, como sente, quando e quanto sente...
Sempre fui uma pessoa sensível... de alma sensível. Que ama os detalhes, que ama ser surpreendida, que ama se sentir amada, desejada.
Nada mudou e nada vai mudar em mim. Eu não deixarei de ser essa pessoa sensível, que vê o mundo com olhos de amor, que quer viver o amor mais extraordinário da vida, que quer compartilhar uma história sensacional e ser amada com A maiúsculo.
Porque viver sem sentir MUITO, não tem a menor graça..
FIM
Carol Brunel
terça-feira, 17 de março de 2026
Almas bonitas
Carol Brunel