terça-feira, 14 de abril de 2026

Demonstre o que sente!

Desde que me conheço por gente, sempre fui uma pessoa muito intensa... 

Quando eu era adolescente eu deitava no chão do quarto. Ficava ouvindo músicas e imaginando minha vida no futuro... O amor que eu queria sentir, o que eu queria viver. Criava mil histórias na minha imaginação, criava meus mundos, vivia meus próprios universos. Me sentia diferente, algumas vezes, até me sentia perdida nesse lugar. 

Ali, deitada, ouvia músicas profundas e me emocionava sozinha, sentia minha alma arrepiar. Sentia meu corpo, minha essência. E nesse espaço surgiram minhas primeiras poesias, minhas palavras, meus pensamentos mais fortes sobre o amor. 

...às vezes, fazia isso sentada na janela, olhando o quintal... enquanto borboletas e colibris voavam. Enquanto chovia, enquanto florescia a primavera, ou enquanto surgiam os primeiros ares de outono. Pedaços de papel, canetas e lápis, falavam o que transbordava a alma e a imaginação.

Eu sempre gostei de falar de amor, de escrever o amor, de sentir amor. Mesmo não tendo crescido no ambiente mais amoroso, sempre soube que falar e demonstrar sentimentos era algo importante, especial. 

Sempre gostei dessa coisa do sentir... e sentir muito! Nunca soube sentir pela metade. Nunca consegui me entregar pouco, nunca gostei de gente que fica no raso, que se esconde dos sentimentos, gente que tem medo de se entregar. Eu sempre quis o muito, eu sempre desejei viver aquilo que transborda alma, que mexe com todos os meus sentidos, que me faz sentir viva. 

Não me imagino vivendo algo que não toque minha alma. 

Eu gosto do amor... romântico, intenso e ao mesmo tempo equilibrado. Aquele amor natural que se consolida dia após dia, que se constrói... e gosto das demonstrações de afeto. 

Nunca fui uma pessoa que escondia os sentimentos, que fingia não sentir, que fazia de conta para bancar a durona. Sempre fui "mole", vulnerável. Sempre achei que quem esconde sentimentos, reprime a si mesmo, sofre calado por não ter coragem de dizer o que sente, como sente, quando e quanto sente...

Sempre fui uma pessoa sensível... de alma sensível. Que ama os detalhes, que ama ser surpreendida, que ama se sentir amada, desejada. 

Nada mudou e nada vai mudar em mim. Eu não deixarei de ser essa pessoa sensível, que vê o mundo com olhos de amor, que quer viver o amor mais extraordinário da vida, que quer compartilhar uma história sensacional e ser amada com A maiúsculo. 

Porque viver sem sentir MUITO, não tem a menor graça..


FIM

Carol Brunel 



terça-feira, 17 de março de 2026

Almas bonitas

Atração física é importante, isso é inegável. Olhar para alguém e ver algo que encante.
Mas não é só sobre como você se sente fisicamente atraído por alguém... e sim como você se sente emocionalmente perto de alguém. 

É maneira como a pessoa faz você se sentir. É a forma como uma pessoa te faz sentir importante e especial... É como aquela  te trata... E é sobre reciprocidade!

É olhar para aquela pessoa e pensar: que sorte a minha. É um olhar nos olhos tão profundo e verdadeiro que faz ter certeza de que você moraria ali... naquele instante. 

O amor se forma através de vivências compartilhadas, admiração, segurança e gratidão, e não apenas pela química do toque. 

Não é sobre corpos perfeitos e nem sobre ausência de defeitos...

É sobre interesse real na vida um do outro. Sobre entender os gostos, sobre querer ver sorrir, sobre saber o que faz bem para a pessoa que você ama... sobre cuidado, atenção, disposição em resolver situações conflituosas. É sobre ouvir e se importar com aquilo que importa para o outro. 

Quando você enxerga a essência... atração física até importa, mas nunca será o mais importante, nunca será só sobre isso. 

E penso que chegar nesse "estágio"... é alcançar o melhor momento de evolução e amadurecimento emocional. 

É dar valor ao que realmente importa: uma alma bonita!

Fim
Carol Brunel





segunda-feira, 9 de março de 2026

"Carry me home"

Você não precisa se perguntar... você já está em casa.
Deixe que o universo te guie, deixe que a luz te leve. 
Deixe que sua alma suspire, deixe que a vida se encarregue.
Sinta a energia crescendo dentro de você.
Sinta o amor expandindo e invadindo seu corpo.
Deixe a brisa que sopra tocar o mais profundo. 
Deixe que os céus conspirem, enquanto as estrelas brilham.
Ouça seu coração e lembre-se: você é templo aberto. 
Você é um rio que corre ao encontro dos seus sonhos.
Você é força, você é desejo, você é vontade.
Você é luta, você é paz, você é verdade.
Permita-se sentir o que vem de dentro. Sinta essa emoção. 
Não tenha medo do futuro, não tenha medo de ser você.
Deixe seus medos para trás. Siga seu coração.
Você não precisa se perguntar...
Você já está em casa...


FIM
Carol Brunel





quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

(Almas sensíveis) - Dia de chuva

 

Eu gosto quando a chuva cai...

Pois a chuva me lembra que o sol sempre volta a brilhar.

Gosto do barulhinho da chuva molhando a terra,

Enquanto a alma silencia em uma breve nostalgia.

Eu gosto quando a chuva cai...

Pois entendo que introspecção é tão bom quanto euforia.

E enquanto a chuva cai... me organizo: por dentro!

Ao som de uma canção e nas minhas recordações.

Respeito meu existir, me acolho e me permito.

Sei que nunca estarei 100% pronta para sentir.

Mas estarei disposta, como a luz que sempre volta.

Eu gosto quando a chuva cai...

 

Carol Brunel




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ingenuidade não ruim...

Saudades de quando a ingenuidade não era vista como algum ruim. De quando você podia ser ingênuo e isso não era nenhum defeito. Hoje, basta você abrir as mídias e redes sociais que vai ter um monte de gente falando "não seja ingênuo, não faça isso, bla bla bla"... e eu acho mesmo que a gente não pode ser besta, ser idiota. Acho que em um mundo de covardias, de pessoas confusas, de generalização, temos que ficar ligados. 

Mas ao mesmo tempo parece que as pessoas estão perdendo parte da sua "doçura", daquela fofura de um olhar ingênuo e carinhoso. Daquele lado da infância, tão bonito, que fazia a gente ver as coisas com um sorriso bobo. Parece que endurecemos e perdemos a capacidade de ver o lado bom dos outros, de sermos fraternos, de sermos amáveis, de abraçar as fragilidades dos outros também. 

Queria saber em que momento da vida nos tornamos pessoas tão duras. Em que momento da vida crucificaram a ingenuidade, transformando tudo em "frieza emocional". 

...E é claro que temos que nos valorizar, é claro que não temos que aceitar coisas que nos ferem, é ÓBVIO que não temos que fazer papel de trouxa. Sem sombra de dúvidas inteligência emocional é importante... mas agora nada mais é tolerado. As pessoas não sabem mais ouvir, interpretar, ler... nem mesmo um olhar. Tudo vira um julgamento.

Viver "engessado" o todo o tempo, controlando cada movimento para não parecer vulnerável e ingênuo... sei lá, me parece não ser tão saudável assim. Não somos máquinas, somos humanos. Temos sentimentos, mas parece que temos que lutar e fugir dos sentimentos o tempo todo, como se sentir fosse algo ruim. 

Querem que a gente viva o tempo todo tolhendo nossas emoções... E pensando bem, talvez por isso temos uma geração de gente perdida, confusa, duvidosa. Fora o tanto de gente com problemas emocionais, achando que terapia é coisa de gente maluca (por favor façam terapia).

No fundo, bonito mesmo é ter coragem de ser você mesmo, sem complexo de superioridade, sem medo de parecer vulnerável. Viver sem preconceitos e julgamentos desnecessários. Sem precisar diminuir ninguém, sem perder a essência e a ingenuidade que nos torna únicos em um mundo que propaga cada vez mais a frieza emocional. Sem medo de voltar atrás se achar que deve.

Dá medo mesmo ser 'intenso' em meio a tanta dureza, mas ainda acho que vale a pena. Ainda vale a pena acreditar nas pessoas, ainda vale a pena dar uma chance para a vida, para o amor, para as relações pessoais. 

Vale a pena se arriscar, mesmo que o mundo te quebre de vez em quando e você precise se refazer. 

Reflitam!

Fim
Carol Brunel - 20/02/2026





quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

No fundo...

No fundo, todo mundo quer viver coisas incríveis.
Mesmo quem finge, mesmo quem se esconde da vida.
Dentro de cada pessoa tem algo pulsando... 
Tem um desejo desejo intenso de sentir.
Existem sonhos por trás de cada olhar misterioso.
E por trás de um sorriso tímido, há um segredo.
No fundo, a gente precisa viver apesar do medo.
A gente precisa estar bem com a gente mesmo.
E também dar espaço para a vida acontecer. 
Outra vezes, precisamos ignorar algumas coisas.
Especialmente aquela voz que insiste em nos boicotar.
E, muitas vezes, somos nós mesmos essa voz.
No fundo é sobre deixar a vida fluir.
E é sobre fluir e evoluir junto da vida.


Fim
Carol Brunel







segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Inesperado!

Eu amo o inesperado.
Eu amo quando a vida acontece sem avisar.
Amo essa coisa de estar desprevenida e sorrir.
Com a boca e também com o olhar. 
Eu amo as canções que tocam a alma.
E o silêncio da natureza lá fora, uma calma!
Eu amo as inspirações que nascem...
Que surgem com os novos desejos. 
Eu amo quando a vida acorda, no sol da manhã.
E também amo quando desperta dentro de mim.
Eu amo o barulho da chuva no fim de tarde. 
E as imaginações que crio no meu mundo.
Amo esses sonhos borbulhando, feito trovões. 
Eu  amo quando a vida conta sua história.
Quando você não imagina nada...
E o nada surpreende. 

Inesperado!


Carol Brunel