terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mudaram os tempos verbais — ⭐

Há histórias que vão ficando para trás aos poucos. Estão ali, escondidas em uma música, em um cheiro, em uma rua qualquer, numa lembrança que chega sem pedir licença. E talvez seja por isso que algumas despedidas demorem tanto para acontecer dentro de nós. Na vida, às vezes, o coração continua morando em lugares onde a vida já não mora mais. Nossa vida é assim, cheia de pedaços de histórias que nos constroem. Que fazem ser quem somos. 

Em um determinando momento, quando falamos de amor falamos de saudade. É a música que toca a alma. É aquele frio na barriga que nunca soubemos explicar. É o lugar onde a paz e a ansiedade conseguem coexistir.

Até que, em algum momento a palavra muda....

Era!

O era, o foi... é que nos fazem perceber que as coisas mudaram, e talvez seja aí a gente perceba que certas histórias não acabam exatamente quando terminam. Elas acabam quando deixam de ser futuro... quando os caminhos se desencontram, quando as coisas não fazem mais sentido dentro de nós. 

Alguns amores são a melhor aventura das nossas vidas. São a música que parecia ter sido escrita para uma determinada ocasião. São a dança que ninguém ensinou. Mas também são as piores dores que conseguimos suportar. O pior tormento e a maior prisão que já vivemos. Há encontros que chegam como o sol, mas também trazem muitas tempestades.

Alguns deixam janelas abertas, outros deixam cicatrizes. Há quem passe para nos mudar. E há quem, sem saber, nos devolva a nós mesmos. E há quem faça as duas coisas.

Talvez amar seja isso também... descobrir versões desconhecidas de quem somos. E podemos ser tudo. Podemos ser a pessoa que se entrega, a que espera, a que insiste, a que se perde, a que erra, a que tropeça, a que fere ou que é ferida...  E ai somos a pessoa que aprende a soltar. E, depois de tudo, somos aquela que finalmente consegue se reconhecer outra vez.

Suponho que seja esse o segredo dos grandes amores.... eles não permanecerem intactos, mas deixam algo intacto dentro de nós. Talvez uma coragem que não tínhamos antes, uma memória, uma canção, uma maneira diferente de olhar para o mundo, uma força nova que surgiu e principalmente uma certeza daquilo que não queremos viver de novo...
...e de que em algum momento da vida, o coração esteve exatamente onde deveria estar. 

Algumas histórias não foram feitas para durar. Foram feitas para nos atravessar. E, depois, quando a vida segue e os anos passam, entendemos que partes das coisas mais bonitas que já fomos pertencem ao tempo em que ainda éramos outra pessoa.

Tem amores que terminam, outros que permanecem. E há aqueles que mudam de tempo verbal. E tá tudo bem. 😊

Nem todo amor precisa durar para ter sido imenso. Nem toda história precisa continuar para ter sido verdadeira. Algumas pertencem a uma estação, a uma fase, a uma versão de nós que jamais voltará. Entender e aceitar isso, sem alimentar rancores, raivas, ódios... é algo simplesmente extraordinário. Aceitar que os ciclos se encerram... É libertador!

E há uma estranha beleza nisso. Porque o tempo não apaga tudo. Às vezes, apenas muda os lugares onde certas coisas vivem. O que um dia foi presença vira lembrança. O que foi dor, vira silêncio. E não há mais espaço no coração, mas sempre será marcado na nossa história. 

Acho que é maduro demais entender isso, de forma serena... sem fúria, sem rancor. Sem precisar continuar buscando respostas, sem precisar perseguir o outro, sem atormentar ninguém. 

Todo mundo já feriu alguém. Às vezes deliberadamente, às vezes por imaturidade, às vezes por egoísmo, às vezes porque não soube amar direito, às vezes simplesmente porque duas pessoas não são compatíveis. Isso faz parte da condição humana. Não somos perfeitos e não sejamos hipócritas. 

E tudo bem, a dor explica muita coisa, mas não dá licença para ser transformada em crueldade. Podemos ter sido feridas e ainda assim escolher não ferir de volta. Podemos ter sido injustiçadas e ainda assim escolher não viver buscando reparação emocional através do sofrimento alheio.

...no fundo, pessoas feridas: ferem. Pessoas curadas: curam. Pessoas rancorosas, sofrem com os próprios pensamentos.  E gente que perdoa, segue em paz. 

Afinal, existe uma diferença enorme entre sentir uma mágoa e fazer da mágoa uma identidade. É normal ficarmos magoados quando a alguém nos fere, mas passar meses ou anos sofrendo com: "ai porque fulano me machucou" ...é querer passar a vida fazendo papel vítima. 

Quando a gente não consegue superar,  deixamos de estar apenas machucadas e passamos a alimentar a própria ferida. E superar não significa dizer que aquilo foi legal. Não significa voltar a falar ou fingir que não aconteceu. Às vezes superar é simplesmente:

“Ok, beleza... aquilo me feriu. Aprendi o que precisava aprender. Não quero mais viver nada parecido e vou cuidar da minha.”

No caso: sigamos nossas vidas, porra! Pronto!

CORTA PARA OS CRÉDITOS. 😂


FIM. 

Carol Brunel









segunda-feira, 17 de agosto de 2026

STALKING: Liberdade de expressão não é liberdade para perseguir!

É chato ainda ter que escrever sobre isso em 2026, quando já se passou tanto tempo… 

Ontem assisti um vídeo da inteligentíssima Carminha (Carmen Lúcia) ministra do STF… que fala exatamente sobre as pessoas confundirem liberdade de expressão com liberdade de falarem o que bem entendem sobre os outros, com liberdade de atacar as pessoas, com liberdade de ofender.

Liberdade de expressão não é um salvo-conduto para atacar, ofender, ameaçar ou atribuir falsamente fatos a outras pessoas…. Mesmo que seja de forma particular, por mensagens ou por meio de perfis fake. 

Para relembrar, quem não conhece os conceitos: 

Calúnia: atribuir falsamente a alguém a prática de um crime. 

Difamação:  atribuir a alguém um fato ofensivo à sua reputação, ainda que esse fato não constitua crime.

Injúria: Ofender a dignidade com xingamentos diretos.

Importante lembrar TAMBÉM que no Brasil existe hoje o crime de perseguição (stalking), previsto no art. 147-A do Código Penal. A lei fala justamente em perseguir alguém reiteradamente e por qualquer meio, perturbando sua liberdade ou privacidade ou ameaçando sua integridade psicológica. Isso pode acontecer também pela internet, por redes sociais, mensagens ou outras formas virtuais.  

Inclusive, o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) já manteve condenação em caso envolvendo uma mulher que perseguia o EX e a atual dele por mensagens, ligações e redes sociais, com conteúdo ameaçador e ofensivo.

E existe uma particularidade importante no ambiente digital: a distância física cria uma falsa sensação de impunidade, então as pessoas acham que podem livremente falarem o que bem entendem. Mas isso não significa que estejam livres de responsabilidade. Dependendo do conteúdo e das circunstâncias, determinadas condutas podem configurar ilícitos civis ou crimes. Especialmente, quando existe um histórico de ataques e perseguições virtuais registrados. 

A pessoa pode estar do outro lado da tela, usando um perfil falso, mas isso não significa que o comportamento seja menos invasivo ou menos grave. Pelo contrário. A legislação considera crime perseguir alguém reiteradamente e por qualquer meio. 

Também é importante entender que bloquear alguém não é agressão, nem crime. Ninguém é obrigado a manter acesso à própria vida para uma pessoa que não respeita limites. Bloquear, restringir, deixar de responder e estabelecer distância são formas legítimas de proteção da própria privacidade.

Perfis falsos, mensagens indesejadas, monitoramento de redes sociais, contato com amigos ou familiares, tentativas de vigiar a vida do outro por diferentes meios, ataques à reputação e ameaças são comportamentos que, quando se tornam repetitivos, deixam de ser simplesmente “chateação” e configuram perseguição. 

Tudo isso não é opinião ou invenção: são conceitos previstos na legislação brasileira e reconhecidos pela jurisprudência.

Existe uma diferença entre ter dificuldade para superar uma história e simplesmente não conseguir seguir em frente. 

Quando alguém passa a viver em função de perseguir uma pessoa que já saiu da sua vida, acompanhando seus passos, monitorando suas redes, criando formas para tentar difamar, procurando informações e buscando caminhos para causar desconforto, isso deixa de ser apenas apego ou mágoa e passa a assumir características de um comportamento obsessivo.

Algumas situações podem simplesmente ser encerradas com maturidade, respeito aos limites e a disposição de seguir em frente. Quando isso deixa de ser possível, existem os caminhos jurídicos (formais), mas esses costumam trazer custos financeiros (altos), desgaste e exposição. Há quem prefira gastar tempo, dinheiro e energia com situações que deveriam simplesmente ser deixadas para trás. E há quem prefira seguir a vida sem incomodar ninguém.

É nocivo permanecer emocionalmente preso a alguém a ponto de enxergar significado em cada movimento do outro, transformar qualquer acontecimento em motivo de vigilância e continuar alimentando uma história que já terminou.

Por fim, fica aqui o vídeo da ministra Carmen Lúcia….  

https://www.instagram.com/reel/DcEyYNmJidG/?igsh=MTZzeHEzemd5djdzOQ== 


FIM.







quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Super el niño: uma reflexão diferente

Tem chovido bastante aqui no sul do mundo. O mundo está estranho em geral... terremotos, secas, queimadas... Dizem que é o tal "super el niño"... como sempre um niño bagunçando tudo... e não uma niña... kkkk.

Brincadeira a parte, eu até acho que a natureza tem sua razão. De tempos em tempos, o planeta deve ter essa necessidade de se “renovar”, de fazer uma espécie de limpeza, de se transformar... e de alguma forma nos ensinar algo. Mesmo que a gente finja não ver.

Apesar de todos os desastres previstos, associados ao que pode vir com o super el niño, (e isso é bem ruim) penso que de alguma forma a natureza quer recuperar seu lugar. Lugar que nós fomos ocupando sem pedir licença. Destruímos e usufruímos dos recursos naturais do planeta sem pensar no amanhã. A ganância não pensa no amanhã.

Talvez a natureza seja como nós... com o passar dos anos, precisamos mudar algumas posturas. Precisamos passar por grandes tempestades, por oscilações, por mudanças... se transformar! Às vezes, de forma meio revoltada, sacodir tudo aquilo que nos incomoda. Amadurecer dói... crescer dói! Crescer nos confronta com as nossas próprias sombras. É difícil ter que lidar com os dias nublados (sentido figurado), enfrentando as dores da alma.

Mas sabemos que é necessário...

Talvez a natureza, o planeta, também precise dessas transformações. Enquanto ferido, ele carece de sacodir tudo e gritar: “basta, não quero mais ser machucado!”. Como se fosse um grito de socorro, ou um alerta. Como quem diz: "não vou suportar ser ferido tanto tempo".

Os dias chuvosos, por si só, não me entristecem. Me deixam nostálgica. Uso-os para mergulhar em mim, para desacelerar, para pensar. Nunca para reclamar. Os dias chuvosos me conectam com partes minhas.... Secretas, pensadoras e importantes.

Assim como na nossa vida, os ciclos são necessários. Para o planeta, os ciclos também devem ser. Assim como nós precisamos transbordar, precisamos das lágrimas, precisamos das tempestades. Talvez o planeta também precise dos tempos dele.

É uma analogia, talvez tola, eu sei. Talvez não. 

Mas cabe aqui uma reflexão, ou várias reflexões.

 

FIM

Carol Brunel


***** PLÁGIO É CRIME*****






segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Amor Romântico (PARTE II)

Há quem pense que a idade não muda a gente. Muda e muito... aos 20 eu era uma menina sonhadora que acreditava em conto de fadas. Aos 30 e depois de muitas decepções comecei a perceber a vida de outra forma, algumas coisas deixaram de fazer sentido. Aos 40 anos, foi uma virada de chave... muitos mitos que a sociedade insistiu em inserir na nossa cabeça, foram sendo “destruídos” dentro de mim.

Com o passar dos anos, vamos ficando mais práticos com as coisas da vida, vamos entendendo que essa ideia de conto de fadas é uma grande bobagem. O mito do amor romântico vai se desmitificando dentro de nós. Quando ficamos mais velhos, vamos entendendo que é muito melhor encontrar um amor calmo, pacífico e silencioso, do que um amor barulhento, idealizado e bagunçado. 

O amor romântico tradicional funciona como uma grande ilusão cultural. Ele cria expectativas irreais de perfeição, posse e final feliz automático, nos convencendo de que uma única pessoa deve suprir todas as nossas necessidades.”

Esse conceito de “amor ideal” é apenas uma criação cultural, e faz com que muitas pessoas passem a perseguir o intangível. A ideia do amor romântico, cria uma sensação mágica e incomparável, mas ela não é duradoura a longo prazo, porque na vida real existe rotina, existem defeitos, existem diferenças. Ela cria um conceito de que sem o outro não podemos ser felizes.

Mas ninguém tem que suprir nossas necessidades. Não existe ninguém que seja responsável pela nossa felicidade. Normalmente quem idealiza o amor romântico, vive infeliz, pois está sempre buscando algo que não permanece na prática.

“Foi o romantismo, resumido nos ideais da Revolução Francesa, que culminou no surgimento da ideia de que o amor avassalador, único e mágico era um direito e um dever de todo ser humano, uma parte fundamental – talvez nossa única real motivação. Um dos filósofos responsáveis por essa mudança de pensamento foi o francês Jean Jacques Rousseau”.

(dá para ler mais sobre isso no GOOGLE - pesquisem)

 ... isso se perpetuou na cultura dos filmes, dos livros, das músicas... tudo nos faz idealizar o amor.

“Presumimos que, comparado ao amor romântico, qualquer outro tipo de amor entre duas pessoas que se relacionam de maneira amorosa seria frio e insignificante”, escreve o psicanalista Robert A. Johnson, no livro “We – A Chave da Psicologia do Amor Romântico”.

Ou seja, as pessoas acham que o único jeito de amar é o amor barulhento, gritante, exaltado. Qualquer coisa contrária a isso, não é amor. Essa maluca ideia que foi criada, faz com que as pessoas pensem que a paixão e o amor são sentimentos imutáveis e que surgem do nada (a ciência já sabe que a paixão é um fenômeno neuroquímico).

Isso posto, o que quero dizer de forma resumida, é que conforme fui envelhecendo meus conceitos de amor foram mudando. Aquela garotinha sonhadora que idealizava o amor, deu lugar a uma mulher com os pés no chão, que acredita no amor do dia a dia. Aquele amor que não precisa de plateia, de barulho, de exaltação constante. O amor bucólico, o amor da rotina, o amor que vive em silêncio porque sabe que não precisa de aclamações.

O amor que precisa apenas de verdade... e verdade é aquilo que está dentro do coração. A verdade de chegar cansado depois de um dia de trabalho e ter alguém para conversar, de sentar no sofá e conversar sobre tudo, ou não falar nada; a paz de poder ficar em silêncio, ou de poder falar tudo. A tranquilidade de conversar sobre qualquer assunto, sobre as diferenças, sobre os desconfortos. O amor que só quer ter um lugar confortável para acontecer, sem cobranças, sem desconfianças, inseguranças projetadas, e toxicidades. O amor que traz a verdadeira sensação de paz.

No fim... envelhecer é ruim, mas é bom. Porém ainda há quem cresça de idade e não de maturidade. E não.... vou repetir: NÃO GENTE! Eu não sou desacreditada do amor. Apenas com a idade entendi que o amor não é nada disso que nos foi “vendido”.

E sim: eu acho uma delícia estar apaixonada, eu acho uma delícia amar. Eu amo sentir. Mas amar dentro da realidade, sem pressão, sem idealização, sem ilusão. Amar sem obrigação de fazer o outro feliz e sem que ninguém se sinta obrigado a me fazer feliz.

 

Fim

Carol Brunel














segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Agosto


Sempre achamos que não vamos superar os dias "difíceis" da vida. 
Mas a vida nos mostra como viver um dia de cada vez. 
E quase sempre é estando no presente, nem no passado e nem no futuro. 
Nós somos capazes de controlar todas as nossas emoções e sentimentos.
Nós somos fortes o bastante para controlar nossos impulsos e desarmonias. 
Temos o poder de tomar as rédeas do caminho que queremos seguir. 
Sempre que deixamos algo para trás, parece difícil, mas é apenas um processo.
Quase como uma desintoxicação. A angústia vai diminuindo, dia após dia. 
Até que um dia vira lembrança, uma lembrança que não abala mais.

Ter clareza para enxergar que não precisamos viver abusos emocionais.
Que não merecemos passar por situações que nos sufocam e ferem. 
Que não precisamos estar onde não estivermos sentindo paz. 
Ter mansidão para perceber que não nos encaixamos em todo lugar...
Tudo isso, nos torna, aos poucos, mais serenos...
E certos do que realmente queremos viver. 

O processo não é fácil. O processo dói, como toda evolução.
Evoluir nos faz sair da nossa zona de conforto e nos confronta com a gente mesmo.
Nos faz ver nosso melhor... e ao mesmo tempo nosso pior.
Mas só aqueles que conseguem olhar suas próprias deformidades e desequilíbrios,
só aqueles que são capazes de assumir suas responsabilidades,
só quem consegue enxergar as próprias falhas vai evoluir.

É tão bom olhar para os dias e perceber que a vida não dói mais como doeu.
Que tudo seguiu o rumo certo, aquele que precisava acontecer.
Que a vida trouxe novas provações e experiências para podermos crescer.
E não significa que nossas memórias vão se apagar... 
As memórias se tornam calmaria, lugares que moldaram nossa história. 
Histórias que construíram o que somos agora, nem passado e nem futuro:

Agora! 


FIM
Carol Brunel








quinta-feira, 30 de julho de 2026

Gratidão

Gratidão....
Agradecer por tudo aquilo que já foi, por tudo aquilo que aconteceu.
Cada história dentro do seu pedaço de tempo, teve a importância necessária.
Cada momento que aconteceu, seja bom ou ruim, teve sua razão na existência.
Nada foi em vão. Nada foi acaso. Tudo faz parte dessa jornada de evolução.
Gratidão...
Por cada pôr-do-sol, por cada noite estrelada, por cada conversa sustentada.
Por aquilo que não deu certo... para que outras coisas acontecessem.
Por aquilo que durou o tempo certo... o quanto tinha que durar.
Agradecer sempre! Pelas velhas histórias e pelas novas que virão.
As velhas que ajudaram a gente a crescer, amadurecer, aprender.
As novas que ainda vão ensinar e também trazer novos sabores.
Gratidão...
Pelas milhares de canções que tocaram e tocam a alma na correria do dia a dia.
Pelos quilômetros rodados e por todos os lugares que conheci e ainda vou conhecer.
Pelos dias de praia, ouvindo um som e olhando o mar.
Pela oportunidade maravilhosa que é estar vivo e sorrir, apesar dos pesares.
Gratidão pelos dias introspectivos e nostálgicos que fazem ver o quanto foi vivido.
Pelas centenas de memórias e recordações lindas que guardo em mim.
Essas que me fazem saber que nada foi em vão; ou foi benção, ou lição.
Gratidão por ter aprendido na dor e também aprendido no amor.
Pelo meu despertar. Por saber hoje, exatamente o que aceito, o que não vou aceitar.
Por ter certeza das minhas convicções e dos meus desejos.
Por não me permitir "espremer" para caber em nenhuma expectativa. 
Gratidão pelos dias chuvosos, pelos dias de sol, pelos dias... 
Pelo desejo de viver os momentos simples da vida, sem precisar aparecer.
Por ser essa alma livre, que gosta da liberdade, que gosta da própria companhia.
Gratidão...
Por enxergar tudo de um jeito diferente; e por não querer ser igual a ninguém.
Por não precisar de plateia todo o tempo. Por deixar de lado as coisas do ego. 
Por aprender a vencer e também a perder. 
Gratidão... 
Vida! Universo! Deuses! Energias!

Tudo está no seu devido lugar!

FIM
Carol Brunel




segunda-feira, 27 de julho de 2026

Vastidão

Dizem que todo poeta é um ser nostálgico.
Eu, sou assim: nostálgica e pensadora. 
Navego nos meus mundos de imaginação.
Mergulho nas minhas memórias secretas. 
Encontro tanta coisa dentro de mim...
Muita bagunça e muita vida também.
Minha alma é um oceano cheio de mistérios.
Um oceano que me leva e me traz de volta.
Tão profundo que ninguém conhece.
Minha alma é uma constelação...
Com milhares de galáxias e estrelas inéditas. 
Às vezes escura, outrora clara e brilhante.
Eu gosto desse infinito de sentimentos...
Que me conectam com tantos lugares.
Lugares dos quais eu pertenço.
Onde sou só minha, eu e minha vastidão.

Fim
Carol Brunel