sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ingenuidade não ruim...

Saudades de quando a ingenuidade não era vista como algum ruim. De quando você podia ser ingênuo e isso não era nenhum defeito. Hoje, basta você abrir as mídias e redes sociais que vai ter um monte de gente falando "não seja ingênuo, não faça isso, bla bla bla"... e eu acho mesmo que a gente não pode ser besta, ser idiota. Acho que em um mundo de covardias, de pessoas confusas, de generalização, temos que ficar ligados. 

Mas ao mesmo tempo parece que as pessoas estão perdendo parte da sua "doçura", daquela fofura de um olhar ingênuo e carinhoso. Daquele lado da infância, tão bonito, que fazia a gente ver as coisas com um sorriso bobo. Parece que endurecemos e perdemos a capacidade de ver o lado bom dos outros, de sermos fraternos, de sermos amáveis, de abraçar as fragilidades dos outros também. 

Queria saber em que momento da vida nos tornamos pessoas tão duras. Em que momento da vida crucificaram a ingenuidade, transformando tudo em "frieza emocional". 

...E é claro que temos que nos valorizar, é claro que não temos que aceitar coisas que nos ferem, é ÓBVIO que não temos que fazer papel de trouxa. Sem sombra de dúvidas inteligência emocional é importante... mas agora nada mais é tolerado. As pessoas não sabem mais ouvir, interpretar, ler... nem mesmo um olhar. Tudo vira um julgamento.

Viver "engessado" o todo o tempo, controlando cada movimento para não parecer vulnerável e ingênuo... sei lá, me parece não ser tão saudável assim. Não somos máquinas, somos humanos. Temos sentimentos, mas parece que temos que lutar e fugir dos sentimentos o tempo todo, como se sentir fosse algo ruim. 

Querem que a gente viva o tempo todo tolhendo nossas emoções... E pensando bem, talvez por isso temos uma geração de gente perdida, confusa, duvidosa. Fora o tanto de gente com problemas emocionais, achando que terapia é coisa de gente maluca (por favor façam terapia).

No fundo, bonito mesmo é ter coragem de ser você mesmo, sem complexo de superioridade, sem medo de parecer vulnerável. Viver sem preconceitos e julgamentos desnecessários. Sem precisar diminuir ninguém, sem perder a essência e a ingenuidade que nos torna únicos em um mundo que propaga cada vez mais a frieza emocional. Sem medo de voltar atrás se achar que deve.

Dá medo mesmo ser 'intenso' em meio a tanta dureza, mas ainda acho que vale a pena. Ainda vale a pena acreditar nas pessoas, ainda vale a pena dar uma chance para a vida, para o amor, para as relações pessoais. 

Vale a pena se arriscar, mesmo que o mundo te quebre de vez em quando e você precise se refazer. 

Reflitam!

Fim
Carol Brunel - 20/02/2026





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