terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Novos olhares para a vida...

Pensando aqui... 

A gente complica tanto as coisas né?! Complica a vida, complica o que poderia ser simples, dificulta o caminho com as nossas próprias amarras... E, às vezes, tudo o que a gente precisa é apenas descomplicar. Facilitar...

Mas também tem tanta gente confusa e complicada, complicando a vida dos outros. 
Tem tanta gente perdida confundindo as coisas, misturando tudo, levando os outros para sua bagunça.

Porém, em minhas reflexões cheguei a conclusão de que quando nós estamos emocionalmente "bagunçados", acabamos atraindo pessoas também confusas para nossa vida. E não estou falando de não estar bem... e sim daqueles ciclos que a gente insiste em não encerrar, daqueles laços que se mantém enraizados na nossa alma, daqueles finais que não foram concluídos internamente. Essa bagunça emocional, o excesso de pensamentos e todos esses "sentimentos enraizados", acabam trazendo para perto pessoas com a mesma vibração.

Por outro lado, ainda assim, é perceptível essa "leva" de gente confusa. De pessoas que parecem estar perdidas em suas emoções. Pessoas que não sabem o que querem. Então mesmo que a gente esteja bem e queira escapar vamos acabar esbarrando com esse tipo. 

E é aqui que está o pulo do "gato"... 

Quando a gente consegue esvaziar a mente e o coração (eu descobri meu método), a gente aprende a lidar melhor se aparecem pessoas e situações confusas. Se posicionando, dizendo os nãos necessários, se afastando nos primeiros sinais caóticos, analisando melhor os cenários antes de sair mergulhando em qualquer piscina rasa... ou muitas vezes fazendo o mais simples: respeitando o nosso tempo pessoal.

E isso faz TODA diferença!

Adquirir maturidade emocional nos ajuda a identificar quando algo pode ser problemático, pois quem já chega trazendo caos no inicio, provavelmente vai fazer da sua vida uma bagunça. 

Meu método? Focar em si mesmo, fazer coisas que dão prazer... No meu caso, atividade física, sair com os amigos, praticar meus esportes, apreciar a natureza, fazer coisas que nunca fiz antes, mudança de hábitos. Aprendi a desacelerar meus pensamentos, a controlar meus impulsos e desejos. Aprendi a controlar minha mente quando ela quer me levar para os lugares que não quero ir... descobri novos prazeres...

E aprendi sobretudo a dizer (mesmo que mentalmente) um lindo: FODA-SE! 

Pois não estou aqui para fazer ninguém feliz, não estou aqui para agradar ninguém, não estou aqui para ser responsável pelo caos de ninguém, não estou aqui para competir quem é melhor ou mais feliz. 

Apenas estou aqui para cuidar de mim, do meu corpo, do meu espírito, da minha saúde, da minha vida. Para amar quem eu sou... e se no caminho esbarrar com pessoas que estão em paz consigo mesmas, que estão resolvidas internamente, que estão felizes e não venham encher a vida de bagunça, essas serão bem vindas. Pois só devemos aceitar o que vier para nos fazer sentir melhores e não piores. 

É utópico? Não! Porque eu não estou falando de perfeição, ou de vida sem altos e baixos... Não é sobre viver em um mar de rosas. Estou falando que a gente não pode e nem deve aceitar que tornem a nossa vida um caos. A gente não pode deixar que gente 'perdida' roube nossa paz. Que nos façam pensar que nós somos 'o problema', quando no fundo o outro é uma bagunça por completo. Não estamos aqui para pisar em ovos ou para se perder no emaranhado do outro. 

No fim, não precisamos de ninguém para nos sentirmos felizes e inteiros.
Mas queremos alguém para compartilhar nossa felicidade com leveza, carinho e amor. 

É sobre isso: não precisar, mas querer. Porém um querer mais maduro e honesto consigo. 
É sobre estarmos abertos para a vida, mas com um novo olhar... um olhar que SE acolhe, se abraça e se respeita... Sem ansiedade de sentir!

Fim
Carol Brunel 




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