terça-feira, 13 de agosto de 2024

Sobre Decisões!

 

Sentada na grama em um fim de tarde qualquer. Sentada, olhando o sol se pôr. Gente passando, carros passando, barulhos urbanos. Fim de tarde laranja... pássaros voavam no céu colorido. Mostrando que a vida está sempre ali, acontecendo!

Sentada na grama... sentindo a vida que vem com a brisa invernal. Os barulhos ao redor nem parecem existir. Os movimentos da vida seguem por toda parte, a todo instante. Todo dia tem alguém feliz, todo dia tem alguém triste. Todo dia alguém vence e alguém perde. Todo dia alguém chora e alguém sorri. Todo dia alguém dói, enquanto alguém festeja. Todo dia alguém se levanta e segue em frente. Todo dia alguém agradece e alguém se desespera. Todo dia...

No fundo, a gente sabe: ficar parado não leva a lugar nenhum! É necessário decidir e agir. Às vezes, os sonhos que temos, estão mais perto do que imaginamos... a um passo de acontecer. E em alguns momentos, vamos precisar virar páginas, ou quem sabe começar um livro novo.

(... para refletir...)


Carol Brunel

13/08/2024




terça-feira, 9 de julho de 2024

Perdão!

 
Que me perdoem os que magoei.
Aqueles que por ventura eu machuquei.
E eu também perdoarei quem me machucou.
Nem sempre eu soube o que fazer.
Nem sempre eu soube como fazer.
A vida é uma loucura, e estamos todos perdidos.
Fingindo que somos certos. Que somos bons.
Nunca estamos prontos o suficiente.
Parecemos cair de paraquedas aqui.
Tantas vezes tropeçamos nas próprias pernas.
Às vezes seguimos pelo caminho certo.
Outrora, pela contramão...
Que me perdoem os que já julguei.
Também perdoo os que me julgam.
Eu sei que vocês também não sabem o que fazem.
Embora todos nós, achemo-nos grandes o suficiente.
Mais espertos, mais maduros, mais sábios.
Tudo não passa de um monte de convicção.
Não temos certeza de nada.
E todos somos tão cheios de vazios.
Nenhum de nós consegue apagar o que já foi.
Todos os erros já cometidos. As histórias vividas.
E nenhum de nós é o que já foi.
Pois, que me perdoem os que doem a verdade.
Não podemos voltar atrás. Não existe paraíso.
E por vezes, eu ainda não sei o que fazer.
Então me desculpe se não for o que esperam.
Eu sempre serei uma eterna construção.

Fim
Carol Brunel

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*PLÁGIO É CRIME*



quarta-feira, 12 de junho de 2024

12 de junho

...


Palavras são pouco para falar de amor.
Palavras são incapazes de descrever o que sinto.
Sinto, não minto, meu amor é imenso.
Intenso e ardente, “caliente”.
Amo a explosão dos sentimentos.
Amo o calor que invade a alma.
A paixão. O romance...
Não fantasio o amor romântico.
Mas sei que a vida precisa do romance.
Daquilo que não é apenas sério.
Do sentimento que embriaga.
A gente precisa do amor démodé.  
Aquele que dizem ser ultrapassado.
Em tempos como esses,
Onde amor virou descarte.
Onde lutar virou desastre.
Amar e ser amado é ter muita sorte.
E que sorte... poder sentir.
Que sorte poder dizer:
Eu amo você!!

 
Fim
Carol Brunel


(afinal todos os dias são dias de amor)




segunda-feira, 10 de junho de 2024

Decisões!

 A linha tênue entre resistir ou ceder. E eu não estou falando desistir da vida... Calma!
 
A vida adulta é cansativa, desgastante, rotineira. O passar dos anos faz tudo parecer mais chato. Todas aquelas coisas que antes achávamos emocionante, aquelas coisas que nos faziam rir de doer a barriga, não fazem mais sentido agora. Passamos a não tolerar mais certas coisas, ao mesmo tempo que nos submetemos a situações que não gostaríamos. É contraditório, eu sei.
 
Muitos andam no sentido do fluxo, fazendo as mesmas coisas, como se fossem robôs adestrados. Poucos andam na contramão, fazendo coisas diferentes, experimentando a vida. Somos quase todos robôs.  
 
Sinto que esses tempos virtuais nos afastaram da realidade. Não sabemos mais o que é verdade.
 
Não sabemos mais sentir de verdade. Vivemos no automático. Passando os dedos nas telas. Esperando por “likes”. Olhando para o relógio e achando que é um dia a mais, e na verdade é um dia a menos.
 
Estamos focados em ter uma vida confortável, sem saber se chegaremos até lá.
 
E aqui cabe decidir... prós e contras na balança. Quando a gente toma uma decisão, temos que estar conscientes de que algo ficará para trás.... E tomar decisões não é como fazer uma prova de concurso, onde sempre existe SEMPRE uma resposta certa, a gente nunca sabe se vai acertar quando toma uma decisão. A gente pode deixar a sorte ir embora. A gente pode perder uma chance.
 
O tempo é o senhor do destino? Ou o destino é o senhor do tempo? O tempo dá ou o tempo rouba? O mesmo tempo que constrói, pode ser o que destrói.
 
Há muitas coisas para pensar, mas o que importa mesmo é sentir. Ser real em um mundo de irreais.
 
Fim
Carol Brunel





quarta-feira, 29 de maio de 2024

Cogito ergo sum!

Nem sempre eu sou forte. Nem sempre consigo lidar direito com as minhas emoções. Em alguns momentos eu me sinto perdida, caminhando sem rumo. Em alguns momentos as vozes sabotadoras da minha cabeça me vencem. Me levam para a escuridão. Volta e meia, esses “assombros” que me habitam, me derrotam.

No fim eu sempre volto, sempre venço, sempre consigo sair de lá. Mas é cansativo!

Em alguns momentos ainda me pego pensando se encontrei realmente o verdadeiro sentido dessa vida. Estou vivendo? Ou só vendo os dias passarem? 

Estou aproveitando, ou estou só seguindo uma rotina chata? O que eu estou fazendo DE mim? O que eu estou fazendo POR mim? Quando foi que eu parei de viver e fiquei só vendo os dias passando?

Os rumos dos meus sonhos parecem ter seguido por trilhas que eu não queria. Caminhos tortuosos e difíceis. Me sinto lutando constantemente contra tantos pesos que fui acumulando no caminho. Sendo forte demais o tempo todo, era óbvio que um dia iria pesar mais. 

Por que as coisas não são mais simples? Por que complicamos tanto? Por que demoramos tanto a tomar decisões, ou perceber o que realmente importa? Por quê?

Ficamos reféns do tempo e das situações. E quando a gente percebe... “Too late”. Deixamos oportunidades escaparem entre os nossos dedos. Nos consolam o tempo todo dizendo: “Calma, tudo tem uma razão de ser”. Uma forma tranquilizadora de pensar, que nos ajuda a lidar com as dores e os problemas.

Descartes (filósofo e pensador) disse “Pode-se duvidar de qualquer coisa, mas jamais pode-se duvidar de que para duvidar é preciso pensar”

"Cogito ergo sum (Penso, logo existo!)"

Sou uma sujeita pensante, diria Descartes. Minha mente está sempre borbulhando mil coisas, me levando para vários lados, várias possibilidades, várias hipóteses de um mesmo caminho. E eu gostaria que o caminho de agora fosse mais fácil.

Viveremos, talvez, uma incerteza eterna sobre os sentidos da vida? Sobre as razões e “os porquês” de cada coisa.

Outro dia li um texto de um professor de Filosofia da Universidade de Waterloo no Canadá e tinha uma frase marcante que dizia assim:

"A vida pode ser altamente significativa mesmo se algumas coisas que acontecem são meros acidentes. Coisas acontecem e então você lida com elas”.

Enquanto escrevia esse texto, me deparei com a dúvida de que talvez essa coisa de “razão” nem exista de fato. 

De repente a vida seja baseada em ações e consequências. Ações ou escolhas ruins? Consequências ruins. Ações ou escolhas boas, consequências boas. Simples assim! 

E você, já se perguntou qual o sentido da vida?
 
Fim
Carol Brunel
29/05/2024


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****PLÁGIO É CRIME****

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Dia ruim!

 
Nem todo dia é bom.
Nem todo dia tem cor.
Alguns dias são cinza.
E chuva lá fora tão precisa,
Cai no ritmo de dissabor.
Dia escuro, apagado, breu.
E se tudo estiver ao contrário?
E se nada for o que parece?

Tem dias que a alma padece.
Atassalha o peito do sujeito.
Nem todo dia é lindo.
Não tem como ser.
Mas esperam de nós...
Alegria constante e força.
Esquecem nossa condição...
Tão frágil e humana.
Temos aqui cabeça e coração.
Nem todo dia é bom...
 
 
Fim
Carol Brunel

terça-feira, 21 de maio de 2024

As coisas da vida...

 

As coisas da vida são incomuns e imprevisíveis. Tudo muda em um segundo, em um piscar de olhos ou talvez com um olhar, com um toque.

Muitas vezes estamos ali, vivendo uma vida “mais ou menos”, se contentando com o comum, com aquilo que parece bom, quando no fundo nossa alma anseia por algo mais. Ela grita e pede socorro, busca por alguma coisa que a gente não entende. Mas só vamos enxergar com autoconhecimento, quando olharmos para dentro e perguntarmo-nos:

O que eu quero viver afinal? O que me faz feliz? O que me faz vibrar?

Algo que nos tire do eixo, que balance nossas estruturas, algo que nos intrigue, nos tire da zona de conforto, que nos faça sentir uma coisa única.

Mas para chegar ao “extraordinário” existe um caminho e nem sempre o caminho é fácil, ouso dizer que nunca é fácil. Quando decidimos mudar nossas vidas, temos que ter consciência de que algumas coisas vão ter que ficar para trás. Não dá para dar um passo à frente sem fechar algumas portas do passado. Não tem como encontrar o extraordinário sem abrir mão do medíocre.

Uma grande maioria (ou a maioria) das pessoas jamais vai experimentar o extraordinário. Fomos doutrinados desde pequenos a nos “contentarmos”... Fomos ensinados que a zona de conforto é um lugar seguro, que relacionamentos ruins são normais e que não devemos nos queixar disso. Devemos ali permanecer. Muitos se quer vão saber o que lhes faz feliz. 

E aqueles que em algum momento da vida resolvem ou resolveram dar seu grito de liberdade, serão julgados por todos aqueles que estão vivendo no comum, no morno, no mais ou menos. Aqueles que jogaram tudo para o alto e disseram: “eu mereço mais que isso”... todos esses serão chamados de loucos. 

De fato, coragem é para poucos!!

Muitos vão reclamar, vão dizer que não está bom, vão se acostumar com o que não é bom. Mas nunca terão coragem de soltar as amarras. Nunca terão coragem de viver sua verdade. Passarão a vida reclamando do que não deu certo, do quão ruim é o lugar onde estão; dizendo que a vida que vivem é ruim e que fizeram más escolhas. Mas nunca terão coragem de sair do lugar.

Quanta gente passa a vida vivendo no “morno” por medo? Vivendo relacionamentos tóxicos, se submetendo a situações que não gostaria, convivendo com famílias tóxicas, em situações abusivas.  

Tantas pessoas estão presas em dogmas, preceitos... doutrinados e manipulados a desejar pouco, pensar pequeno e viver mais ou menos. A maioria das pessoas está doutrinada a crer em um Deus castigador, uma vida de castigos e carmas. Por isso se sabotam. Por isso permanecem parados. Por medo!

Às vezes é preciso revolucionar a própria vida. Mudar dói, mas constrói. 

Você está pronto?
 
Fim
Carol Brunel --- 21/05/2024

-- EU NÃO QUERO SER COMUM, EU QUERO SER ÚNICA--


 *******PLÁGIO É CRIME***********