segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Falta o ar

Me falta o ar. 

Me faltam palavras.

É difícil respirar. 

Abrir os olhos. Enxergar. 

Me falta a alegria.

Como foi que eu perdi?

Me falta a poesia. 

Sou poeta da tristeza.

Mas dizem por ai...

Que todo poeta é triste.

Me falta o ar.

Sufoca o peito.

Chuva de aflição.

Outra vida a superar.


Carol Brunel 

20/02/2023 


(Escritos melancólicos em dias chuvosos) 

Mesmo doendo

Mesmo doendo. 

Ouvindo o vento. 

Zumbindo a janela. 

Mesmo doendo. 

Ouvindo a chuva. 

Gotejar feito lágrimas. 

Rasgar minha alma. 

Mesmo doendo. 

A mesma dor. 

A mesma história. 

Outra memória. 

Mesmo doendo. 

Sobrevivendo… 



Carol Brunel 

20/02/2023 


- (escritos tristes em dias chuvosos) - 

Nem sempre




Nem sempre o melhor de mim. 

Nem sempre a melhor decisão.

Às vezes preza, entre o sim e o não.

Às vezes, forte. Outras vezes indefesa. 

Nem sempre o caminho certo.

Nem sempre coração. Às vezes razão.

Não somos os mesmos de ontem.

Nem sempre o melhor de mim.

Nem sempre... feliz!


Fim

Carol Brunel

20/02/2023


ps: copiar textos sem autorização é crime

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Sexto Sentido!

Fui criando meus laços. Deixando meus traços. Meus rastros. Minhas marcas.
Fui andando descalço. Pisando com cuidado. Acarinhando almas.
Doando um pouco de mim aqui e ali. E onde foi que eu me perdi?
Fui me despedaçando no mundo... No universo de gente. Fui além.
Fui onde ninguém me enxergou. Até alguém me descobrir. Além de mim.
Através de mim. Além do que falo. Além do que se vê. Além das falas não ditas.
Do que está escrito no olhar. Fui seguindo, meu cansaço, minha agonia.
E avistando além das palavras, eu já sei, eu já sei. Posso sentir...




FIM
Carol Brunel




Dias

 
Dias.
Cruéis.
Desleais.
Irreais.
Dias.
Banais.
Normais.
Demais.
Dias.
Sem paz.
Sem mais.
Do mais.
Ais.
 

Fim
Carol Brunel

(sobre a vida não ser sempre boa)



 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Barulhos

  
Barulhos urbanos e silêncios.
Misturam-se a escuridão.
Vou padecendo aos poucos.
Enquanto toca a canção.
Enquanto os carros passam...
Perdurando essa ausência.
Que dilacera porções da alma.
Barulhos urbanos na escuridão.
Luzes. Vozes. Gritos.
Levam um pedaço do peito.
O mundo não tem compaixão.

 
Fim
Carol Brunel
07/12/2022

(plágio é CRIME não copie meus escritos)


quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Minha janela favorita!

 Eu não sou uma pessoa que vive de passado. Mas eu sou uma pessoa que compreende o passado. Que entende que ele existiu e dentro dele teve muita coisa, muita gente, muita confusão, muitos mundos, muita alegria, muita tristeza... muitos momentos. E quando vem a nostalgia eu nunca impeço ela de percorrer meu corpo, minha alma, meu coração.

Eu não gostaria de viver no mesmo lugar, nem de voltar aos mesmos espaços, mas talvez eu viveria de novo muitas histórias (outras não).

Em dias chuvosos tem uma “cena” que sempre vem na minha mente... é que quando olho a chuva caindo eu sempre lembro da minha “solitude”. Sentada na janela que dava para o quintal, nas minhas tardes solitárias, olhando a chuva cair, as poças na grama... enquanto ouvia minhas canções e escrevia minhas emoções.


Acho que eu descobri naquela época (adolescência) meu jeito próprio de externar, de me demonstrar, de construir meus mundos... enquanto minha mente devaneava criando muitos universos, saindo de trás dos muros que eu mesmas construía para me blindar. 

Talvez essa seja a nostalgia mais bonita e forte que eu tenha daquela época. Porque eram momentos em que eu era “eu”... eu comigo mesma, eu e meus milhares de medos, pensamentos, perguntas... Eu inteira, sonhadora, apaixonada pela vida.

Se eu pudesse eu enquadrava aquela janela, só para eu lembrar do quanto eu fui intensa e profunda sentada no balcão, olhando através dela.


Fim

Carol Brunel

30/11/2022