segunda-feira, 20 de abril de 2020

Silêncio

Silêncio mortal.
Tudo aquilo que não é dito...
Diz mais do que se pode imaginar.
Difícil é cair na real.
Difícil é acreditar.
O silêncio fala por si só.
O silêncio diz sem precisar dizer.
Difícil é admitir.
Aceitar a derrota.
Levantar-se da lona e seguir.
Juntar os pedaços. Os cacos.
Refazer o peito dilacerado.
Criar nele um novo espaço.
Para alguém vir morar.
Silêncio mortal.
Eu morri.

Fim
Carol Brunel




domingo, 19 de abril de 2020

Quantas vezes

Quantas vezes...
quantas vezes eu tentei fugir.
Já tentei fugir de mim mesma.
Já tentei negar a mim mesma.
Já quis fugir da minha essência.
Quantas vezes eu fugi!
Já tentei burlar meus sentimentos.
Já tentei negar o que sentia.
Quantas vezes...
quantas vezes eu quis desistir.
Ir embora. Não olhar para trás.
Tanta gente não sabe.
Não sabe o que se passa dentro...
Dentro do seu coração.
Fugir é a pior negação que existe.
Fugir das possibilidades,
Das oportunidades...
É negar a vida!
É negar o sentir em nome da razão.
Descobri que para ser feliz preciso...
Coragem!
E então... estou aqui...

Fim
Carol Brunel

Imensidão


Me faço imensidão.
Acredito nos meus sentidos.
Nos instintos. No que sinto.
Sou fraca e forte.
Sou emoção. Coração.
Sou busca e sorte.
Tudo em mim vibra. Transborda.
Não escondo minhas lágrimas.
Nem as minhas alegrias.
Sou luta. Mas sei perder a guerra.
Sinto tudo com intensidade.
Se for sim, ou for não...
Me faço imensidão!


FIM
Carol Brunel

sábado, 18 de abril de 2020

Um sinal

Um sinal. Um sinal qualquer. Que me diga “sim ou não”.
Que diga “espere ou siga”. Seria muito mais fácil saber.
Mas o silêncio... o silêncio corrói...
talvez fale mais do qualquer palavra.
Talvez o silêncio diga: “se liga, vai logo...”
Enquanto nosso coração pede pra ficar.
Um sinal qualquer.
É melhor um não do que um talvez.
Porque o talvez é a dúvida.
E quem não sabe o que quer...
acaba estando não quer estar.
Acaba deixando a vida passar.
Tem aquele texto que diz assim:

Gaste mais horas realizando que sonhando,
vivendo que esperando porque, 
embora quem quase morre esteja vivo, 
quem quase vive já morreu. 

Eu não quero “quase viver”.
Quase ser feliz. Quase amar. Quase...
Eu quero! Preciso de um sinal.
Que me deixe ir. Ou que me faça ficar.
Porque o silêncio. Destrói.

Fim
Carol Brunel

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Será?

Não é fácil perceber que alguns pensamentos te incomodam. Esses que insistem em pipocar na sua mente. O que está acontecendo? Como é esse instante?

Dizem por aí que a gente tem que deixar ir aquilo ou quem não está disposto a ficar de verdade. Soltar. Desprender. Dar-se uma nova chance de ser feliz.
Minha mãe diz que “cavalo encilhado não passa duas vezes”. Eu sei. Deixei muita gente legal passar. Talvez podia ter sido mais feliz do que fui... se minhas escolhas fossem outras. Talvez eu estaria melhor hoje se tivesse tido CORAGEM. Se eu não tivesse insistido em relacionamentos que já não tinham futuro.

Meu coração é assim: bobo é ingênuo. Eu vejo beleza em quase tudo. Me encanto por uns rabiscos no papel e também com as estrelas no céu. Me encanto por olhares e sorrisos.
Meu coração é assim... grande e tolo... meus sentimentos são gigantes.
Não escondo minha sensibilidade com a vida. Não tenho medo e nem vergonha de chorar. De mostrar toda a minha fragilidade... e acho que isso já é um ato de coragem.
Talvez desconheçam minha força. Não saibam tudo que já superei. Minhas lutas. Minhas dores. Minhas batalhas de vida. E foram muitas!!! Se precisar ser forte eu serei. Se for preciso recomeçar eu recomeço... do zero! Tudo de novo!

Eu não sei se estou certa ou errada. Acho que julgamentos nos maltratam demais. Não julgo o que sinto. Nem me arrependo de viver o que vivi. Me arrependo por não ter vivido mais. Gostaria que as pessoas tivessem mais coragem do que medos.


Mas não... Não é fácil perceber que alguns pensamentos te incomodam.
Gostaria que eles não viessem. Mas eles vem.
 Li por aí:

“ Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora.

Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos... Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros”

Talvez seja isso! 
Quem te quer de verdade. Te quer! 
Quem não quer... te deixa a esperar... 
Será que já é hora de acordar?

Fim 

Carol Brunel 

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Há dias que não são de sorrir



Há dias que não são de sorrir. 
A gente até tenta disfarçar alguns dissabores. 
A gente até bota um sorriso no rosto. 
Mas há dias que simplesmente não são de sorrir. 
Mesmo quando o coração tem amor. 
Mesmo quando nossa alma transborda de sentimento... 
há dias que não são de sorrir. 
A gente tenta não pensar. Faz de conta que não importa. E a verdade é que nunca estamos preparados para lidar com o medo. Com a insegurança. A gente até tenta. 
É como estar em uma guerra perdida. Um soldado ferido e desarmado. Pronto para cair. 
Você já sabe que vai perder. Você já sabe que vai morrer por dentro. Mas você fica até o fim. Por força do sentimento. Por força da sua verdade... você luta até suas forças acabarem. 
Há dias que não são de sorrir. 
Li por aí... que quem não sabe o quer, 
Não enxerga quando encontra a felicidade. 
Às vezes, perde o que poderia ser melhor. 
A vida, às vezes, te quebra. E te faz pensar:
Como posso ser tão tolo? Porque eu continuo aqui? Porquês demais não levam a lugar nenhum. 
Fato é que não dá para vencer o que vem de dentro do coração. 
E há dias que não são de sorrir. 
Como vai ser quando esses dias terminarem? 
Como vai ser quando a luta acabar? 
Como vai ser quando as forças acabarem? 
É difícil não pensar no que pode estar acontecendo agora. E agora. E depois. 
É difícil acreditar que nada vai mudar...
Depois que esses dias passarem. 
“Minhas lágrimas não caem mais... eu já me transformei em pó” 
Há dias que não são de sorrir! 

Fim 


terça-feira, 14 de abril de 2020

Sem roteiros!

“Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade”
Esse é um dos meus trechos favoritos. Porque, às vezes, a felicidade está onde a gente não esperava. Onde a gente não imaginou que poderia estar. A felicidade está no inesperado. No que nasce, assim, de repente... simples e singelo, vindo lá do coração. Natural. Curioso. Novo. Puro.
Outro dia, li por ai: “se você quer ser feliz, esqueça o que lhe dizem sobre “certo ou errado, nada e nem ninguém pode te dizer o que te faz feliz. É você quem sente. Se você está em dúvida de fazer algo, pois está com medo do que vão pensar, o meu conselho é: faça! Não tenha medo, não tenha dúvidas, siga o seu coração e faça o que tiver vontade! Ninguém vai viver por você, então você tem que aproveitar a sua vida da melhor maneira possível”.
É isso. Ninguém vai viver por você. E pouca gente vai te dar a mão quando você precisar. Qualquer pessoa que te julgue... essas vão virar as costas quando você precisar. Serão as primeiras a ir embora, não importando se você está ou não feliz. Não são essas pessoas que vão te amparar nos momentos em que você se sentir só. Muitas delas só precisam de você. 
Tem gente que está na sua vida por conveniência e convivência. Poucos estão verdadeiramente. Acredite. De toda essa gente que nos cerca, pouquíssimas ficarão até o fim. Mas a gente sabe quem está de verdade. De coração. A gente sabe. No fundo a gente sabe.
Por isso, faça o necessário para ser feliz. Não tenha medo. Não tenha medo de sentir. Não tenha medo de se entregar. Não tenha medo de recomeçar. Não tenha medo de se dar uma nova chance. 
Porque a felicidade muitas vezes bateu a sua porta... e você não abriu. Não ouviu, ou não quis ouvir. A felicidade muitas vezes, tão clichê, mora ao lado. Está ali... está naquilo que vem de dentro...  longe dos padrões, longe das nossas crenças limitantes, longe da vida que a gente criou no nosso imaginário. 
Sem roteiros. 
Apenas, sendo feliz!