segunda-feira, 13 de abril de 2020

Recomeçar

O mais importante sobre a vida... é que é sempre possível recomeçar.
Outro dia li uma frase que dizia assim: “a dor do recomeço é sempre melhor do que a dor do arrependimento...”
E eu sei, pois já me arrependi inúmeras vezes por não ter tido coragem quando deveria. Por ter deixando ir embora oportunidades que a vida me deu. Por ter perdido pessoas especiais que a vida colocou no meu caminho... e eu não percebi. Não percebi porque tantas das vezes eu estava cega achando que não existia outras formas de ser feliz se não aquela que eu vivia. Porque estava presa em relações falidas... e eu já sabia disso. Mas me deixei vencer pelo medo. E lá na frente a vida me venceu. E a dor de ter me arrependido por tudo o que não vivi... me consome muito mais do que qualquer outra dor. Por tantas vezes ter ficado ponderando entre “certo e errado”.
Então lembrei “nada é errado se te feliz...”.
Mas diante de toda dor. Seja ela a mais branda ou a mais cruel. Sempre há chance de recomeçar.
Construir uma nova história. Um novo caminho. Uma nova vida.
Sempre que acreditei que nada acontece por acaso. Que não estamos onde estamos por acaso. E que talvez somos nós que não estamos enxergando direito à vida.
Não vamos a lugar nenhum por acaso. A vida quando nos vê tristes tenta nos levar felicidade.
Mas fechados não podemos receber. E às vezes nós mesmos dispensamos a felicidade.
Recomeçar... dar uma nova chance a si mesmo.
Novos amores, novos momentos. Tudo aquilo que a gente sabe. E existe!!
Talvez não teremos conexões raras e sintonias mágicas.
Mas quem sabe a gente tenha sorte?
Não é possível que a vida te quebre e depois não te “refaça”
Ela se refaz. Te refaz.
Jamais levarei comigo, outra vez, a dor do arrependimento.
Porque eu tentei. Fui até os meus limites mais cruéis.
”Arrisque-se ou veja a vida passar”...  e lá na frente conviva com a dor do arrependimento.
Eu vou assim... sem me arrepender do que eu vivi. Sem medo de ser feliz. Com coragem para seguir meu coração. Com amor. Com verdade. Com certeza daquilo que eu quero pra mim.
Recomeçar vai ser só um passo a mais. Uma dor a mais... pra superar!

Fim
Carol Brunel

quarta-feira, 8 de abril de 2020

A vida

Hoje em uma recordação apareceu esse texto de 2015. Sabe que o mais impressionante é que ele ainda faz sentido! 

A vida! 

É que a vida passa e passa depressa sabe?! E as oportunidades estão ai o tempo todo, muitas vezes ‘estampadas’ na nossa cara dizendo: “Ei? O que você está fazendo? Acorda! Já não há mais tempo para incertezas, esperas torturantes e sofrimentos inúteis”. 

Se a vida é feita de escolhas, podemos escolher entre sentar-se e esperar que a vida decida por nós, ou levantar e decidir. Decidir! 
Não se questionar tanto com “se isso, se aquilo, se talvez, se, se... se...”

Decidir é deixar o “e se” de lado e colocar um “é isso” no lugar. Decidir é seguir em frente apesar dos pesares da vida. Decidir é ser feliz. Decidir é permitir-se. 

O que não dá é para viver na dúvida. Não dá para vivermos cheios de receios que só nos travam e nos empurram para trás. Viver é uma oportunidade mágica. E a vida é boa demais para perdermos tempo com inseguranças. A vida é boa demais para desperdícios e amarguras. 

Tem uma frase de Pablo Picasso que diz: “Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol”. 

O que estamos fazendo? Como temos visto o sol nas nossas vidas?

Não há mais tempo para viver em vão. E ficar "parado" vendo a vida passar diante dos nossos olhos. A vida nos cobra coragem e uma hora a vida nos presenteia. Só espero que a gente não esteja de olhos fechados. 

Já diria Fernando Teixeira de Andrade:
 “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”. 

Então... Desejo que a gente não fique à margem de nós mesmos. 

FIM... By: Carol Brunel
08/04/2015

domingo, 5 de abril de 2020

Tempos pesados

Tempos pesados esses. E nós que começamos 2020 achando que seria melhor que 2019. Não esperávamos que tanta coisa aconteceria em tão pouco tempo. Talvez depois que isso tudo passar a gente saia mais forte, com boas lições e com mais humanidade. Quem sabe a gente entenda que nem todo o dinheiro do mundo é capaz de salvar uma vida. Quem sabe a gente entenda que o ódio não leva a lugar nenhum. 
Vejo tanta gente presa no “campo material”. Tanta gente presa em situações de vida, já desgastadas. Reféns do medo. Medo de viver. Enquanto isso a vida vai passando. Os dias vão embora. Dia após dia. E tem tanta gente vivendo uma vida vazia. Solitários. Achando que solidão é melhor que companhia. Mas acontece que a gente não nasceu para ser só. Se fosse para vivermos solitários, nem precisávamos existir. Não precisaríamos de amigos e nem de amor. 
Eu sei, eu sei... todo aquele papo de “amor próprio” e de gostar da própria companhia. Não é disso que eu estou falando. Estou falando de compartilhar a companhia, ao invés de ficar vendo dias, semanas, meses, anos passando... 
Enquanto nossa vida vai se tornando refém do tempo, da solidão e daquilo que insistimos em viver, simplesmente porque nós mesmos estabelecemos um padrão para nossas vidas e acabamos não aceitando nada que seja diferente daquilo que a gente “meteu na cabeça”.
Já dizia aquela canção “há tanta vida lá fora”. 
Quem sabe quando a vida voltar a “normalidade”, quando a gente conseguir se restabelecer (digo o planeta todo – economicamente)... a gente consiga ver a vida com outros olhos. Quem sabe a gente tenha mais força, mais amor, mais certezas do que dúvidas. Quem sabe a gente finalmente descubra o poder das presenças físicas. Quem sabe a gente perceba o amor que estava ali ao nosso lado, o tempo todo, mas a gente não enxergava porque insistia em olhar para outro lado. 
Quem sabe a gente perceba que ter alguém materializando a vida é legal. Mas ter alguém que vive muito mais do que “ter” ... é mais legal ainda. 
Tempos pesados esses. Mas como tudo na vida. Toda dor. Toda tristeza. Todo mal. Vai passar! Vai passar. E eu espero, que a gente possa enxergar!
FIM
Carol Brunel
05/04/2020

terça-feira, 31 de março de 2020

Quando tudo isso passar

Quando tudo isso passar...
Quando tudo isso passar eu desejo que a gente tenha aprendido mais sobre a vida. Que a gente dê mais valor a quem está perto de nós. Aos abraços reais, ao invés dos virtuais. Que  gente dê mais valor a presença física. Que a gente se encante mais pelas coisas simples. Que a gente possa identificar quem realmente está de coração, e quem apenas está por “conveniência”. Que os nossos medos se dissipem. Que a gente se arrisque mais. Que a gente sinta mais, se permita mais. Pois por mais solitários que possamos ser... e por mais que a gente goste da nossa “solidão” particular. No fundo, no fundo... todos nós queremos compartilhar. Todos nós temos desejo de dividir nossas vidas. Mesmo que a gente negue isso, às vezes. Aliás, costumamos negar tantas coisas dentro de nós. 
Quando tudo isso passar. Que não nos falte coragem para viver. Se existe algo que essa quarentena me ensinou, foi que nada substitui as presenças reais em nossas vidas. Nada substitui o olhar nos olhos das pessoas. Nada substitui o estar presente realmente. Eu fico com pena, porque tem muita gente que continua se “sabotando”, se enganando, dominadas pelo medo, por um causa de um tempo, e de um futuro que poderá nem existir.
Mas, eu espero que quando tudo isso passar a gente acorde para a realidade. E perceba que a vida é muito mais cheia de possibilidades do que a gente imagina. Que não existe um único caminho para a felicidade. Como diria Osho “a felicidade é o caminho”. Aquilo que nos faz sentir felicidade é na verdade o caminho. Aquilo que nos faz sentir vivos. Aquilo que nos faz sentir melhores. Aquilo que nos faz sentir acolhidos. Esse é o verdadeiro caminho. Quando tudo isso passar eu espero que a gente não perca as oportunidades que batem a nossa porta.  
Quando tudo isso passar... eu espero que sejamos felizes, e que esse tempo nos faça perceber o que realmente importa.
FIM
Carol
31/03/2020

sexta-feira, 20 de março de 2020

COVID19 - Coronavírus

Esqueçam tudo. Esqueçam todas as teorias da conspiração. Esqueçam as estatísticas. Esqueçam as crenças diferentes que temos um do outro. Apenas esqueçam...
Foi preciso um vírus para que a gente voltasse a ser humano. Para que a gente voltasse para o que realmente importa: para dentro da alma. Foi preciso um vírus para entendermos que podemos ter tudo, mas sem nossa saúde e nossas vidas, não temos nada. Foi preciso um vírus para pararmos de reclamar da nossa rotina. Do café da manhã na padaria. De ter que ir para academia. Foi preciso um vírus para gente sentir falta dos momentos reais. Aqueles, longe da virtualidade. Agora temos tempo, tempo de sobra para ficar na internet. Porém nos falta a liberdade. Não podemos abraçar nossos pais. Não podemos ver direito nossa família. Não podemos tomar um sorvete na esquina. Não podemos abraçar nossos amigos. Pequenos prazeres que muitas vezes nos passam despercebidos. Somos prisioneiros de uma prisão com portas invisíveis. Enclausurados. Agora somos todos humanos. Pobres. Ricos. Brancos. Negros. Gays. Amarelos. Pardos. Todos juntos. Foi preciso um vírus para despertar um pouco de empatia, nesse mundo onde muitos preocupam-se mais com o “ter” do que com o “ser”. Foi preciso um vírus para os vizinhos, que muitas vezes se quer se cumprimentavam no elevador, se aproximassem em palmas na janela. Não importa agora quem está certo ou errado. Não importa agora se é exagero ou não. Foi preciso um vírus para percebermos que somos pequenos, mas que juntos somos grandes. Para olhar para dentro da gente. Para entender o que a gente sente. Para perceber que para ser feliz não é preciso muito. E que a nossa liberdade e a nossa saúde são as coisas mais preciosas que existem. Tudo o que precisamos fazer agora é cumprir nosso papel de cidadão. Pensar no outro. Esquecer nossas teorias e deixar de lado a nossa soberba. Não importa quem é mais inteligente do que quem. Hoje, todos nós, meus amigos, estamos no mesmo barco. Se não for nada disso? Tudo bem! A gente fez a nossa parte. Voltaremos a nossa vida normal. Aos nossos pequenos prazeres. E quem sabe a gente volte a ver felicidade nas coisas mais simples da vida. Quem sabe a gente seja ainda mais feliz.


FIM
Carol Brunel

20/03/2020
#COVID19
#CORONAVIRUS

(Publicar textos sem autoria é CRIME, se for copiar mencione a minha autoria) 

terça-feira, 10 de março de 2020

Sobre ser sensível

Sou sensível mesmo. 
Não escondo o que sou. 
Tudo em mim transborda. 
Minhas alegrias e minhas dores. 
Meus amores e desamores. 
Sou sensível sim. 
Não finjo não sentir. 
Sinto intensamente tudo. 
Das pequenas as grandes emoções,
 das pequenas as grandes tristezas. 
Talvez eu seja fraca. 
Talvez seja forte. 
Muito mais forte do que possam imaginar.
 Talvez eu seja pedaços. 
Talvez eu seja inteira. 
Talvez eu seja nada e talvez tudo. 
Mas sou! 
Sou sempre verdadeira com o que sinto. 
Sou de corpo e alma. 
Estou de verdade nessa vida. 

Fim 
Carol Brunel 
10/03/2020

segunda-feira, 2 de março de 2020

Medo de ser feliz…



Um dia desses li por ai que as pessoas têm medo da felicidade. Que normalmente quando a felicidade bate a porta, costumamos inventar mil motivos para não deixar ela entrar… por medo de um dia… a felicidade ir embora. Temos tanto medo de sentir que quando sentimos algo bom, nos escondemos. Ficamos presos aos nossos medos. 

Até descobri que existe um termo para isso que se chama querofobia: medo de ser feliz, medo de sentir prazer, medo da emoção. Temos medo de nos decepcionar, medo de sofrer, medo de se machucar.

“Sempre que estamos próximos de um estado de harmonia e felicidade, tememos o risco de uma nova ruptura” (Flávio Gikovate)

Temendo ser feliz... acabamos nos sabotando. Fugindo da felicidade. Fechando as portas para as oportunidades que aparecem em nossas vidas. 

“A autossabotagem faz parte do medo do sucesso, que é uma das versões do mesmo medo da felicidade”(Flávio Gikovate)

“Quando memórias emocionais fortes se desenvolvem em torno de uma experiência de felicidade seguida de uma desilusão ou dor, desenvolvem-se filtros perceptuais que levam a pessoa a evitar oportunidades de se sentir alegre, devido ao medo de que alguma coisa má aconteça de seguida”.

Resumidamente, tememos sentir felicidade, com medo de sentir tristeza. E assim a gente segue. Perdendo chances de ser feliz. Perdendo momentos. Perdendo pessoas. Perdendo a vida… fugindo e negando o que nos faz bem. Por medo…
Até quando o medo vai dominar nossas vidas?

Fim 
Carol Brunel 
02/03/2020