segunda-feira, 30 de julho de 2018

SER FITNESS?!

Sobre ser Fitness!
Hoje resolvi escrever sobre um assunto que pode gerar polêmica. Eu não nutricionista, não sou educadora física, nem médica, nada parecido com isso. E não estou aqui tentando roubar cena, ou entrar em áreas que não são do meu conhecimento. Eu só quero DESABAFAR!
Fato é que todo dia surge uma enxurrada de coisas novas: exercício para isso, exercício para aquilo. Faça isso. Faça aquilo. Faz assim que vai emagrecer. Não faça assim. Faça “assado”. Não come açúcar. Esquece o chocolate! Não come isso, come aquilo, come assim, come de três em três horas. Come quando sentir fome. Não come carboidrato a noite. Corta o carboidrato. Pode comer carboidrato sim. Corta o glutén. Corta lactose... 
Sério!!!  Estou cansada! 
Estou cansada de tantas regras e roteiros. De ter todo dia que ficar controlando tudo ao ponto de ter uma relação “estressante” e CHATA com a comida.  
Vai lá! Caminha uma hora por dia. Corre que dá mais resultado. Faz funcional. Faz academia que é melhor. Que nada boba, faz CrossFit... 
Aí chega! Ninguém parou para pensar que meu organismo é diferente dos outros? Que talvez meu corpo não tenha aptidão para corrida? Para CrossFit? Que talvez meu corpo reaja melhor com um treino de 15 min e não com um treino de 1 hora. Que talvez meu metabolismo seja diferente. Talvez meu perfil seja para outro tipo de atividade. E que principalmente eu não QUERO nenhum tipo de compulsão alimentar? Eu não quero viver uma vida de regras e roteiros ensaiados e chatos, cansativos! 
Não come isso, é lixo! Pizza é lixo! Glúten é lixo! Sabe o que é lixo? Lixo é viver uma neurose!! Lixo é ter que todo dia seguir um roteiro alimentar! 
Ninguém me perguntou se eu quero mesmo cortar o carboidrato. E não! Eu não quero! Eu quero comer saudável, mas quero ser flexível. E daí? Qual o problema? Eu só quero me sentir bem comigo mesma! Me sentir melhor, mais leve, mais disposta. Mas não quero ser escrava do corpo e da alimentação. E não importa quem curte ser... Cada um é cada um! Eu só não quero pessoas me controlando e dizendo como eu devo ser.
Eu quero ser feliz! Eu quero poder tomar uma taça de vinho quando estiver com vontade SIM!! Sem ninguém ficar me julgando nas redes sociais e dizendo “ué, ela não está de dieta?”
Não, eu não estou de dieta! Nunca estive! Não faço dieta. Eu quero apenas encontrar um ponto de equilíbrio. Algo que eu consiga manter. Algo que esteja dentro do meu alcance. Algo que me dê prazer e não me deixe com um “mau humor” trágico. Quero educar a minha mente para algo que eu consiga manter a longo prazo... e não essas “dietas” restritas e mirabolantes que a gente consegue manter por um curto prazo e me desanimam... e pior, depois você volta a comer certos alimentos e volta a engordar ... (respeito quem faz, consegue e gosta)
Eu quero o prazer daquilo que me dá prazer!!! 
E se eu não conseguir ficar sem chocolate? E dai?... “Não! Não come esse chocolate por que vai engordar”. E dai aparece uma lista de chocolates (sem gosto e caros) que me ofertam com Stévia, com isso, com aquilo... blá blá blá... e mais uma lista de justificativas como se me obrigassem a seguir esses padrões. E na primeira TPM eu quero devorar uma barra de chocolate por ter ficado tanto tempo sem comer. 
Gente! Vejam bem! Nada contra quem é Fitness, nada contra quem consegue e gosta de seguir roteiros e regras. Nada contra quem quer ter o corpo perfeito. Nada contra nada e ninguém. Como eu disse lá em cima, cada um é cada um! Só que eu também quero que respeitem meu jeito de ver as coisas.  
A questão não é os outros. A questão é que não permitem mais que a gente possa ser a gente mesmo. Da mesma maneira que a galera “fitness” se sente “atacada” por quem não é Fitness. Quem quer ser “flexível” também se sente o tempo todo “recriminado” pela galera do corpo perfeito que fica toda hora cuidando do que somos, fazemos e comemos... SACO!
Acontece que nem sempre o que funciona para um, funciona para o outro. E muitas vezes (não me levem a mal) querem nos passar receitas milagrosas, mas esquecem de ver se realmente queremos aquilo. Eu não quero ser um produto da “mídia” social do “antes e depois”. Eu quero ser um “antes e depois” para mim. Quero me orgulhar de mim. Meu objetivo é perder peso sim! Mas eu não estou pensando em perder 10 kg em um ou dois meses. Eu estou pensando em ter um estilo de vida. E sei que para ter um estilo de vida, temos que mudar, temos que buscar um equilíbrio, temos que fazer ajustes na alimentação, fazer atividade física. Mas eu acredito que não podem ser deixadas de lado nossas limitações.
Eu não quero ser obrigada a comer ovo todo dia pela manhã. Eu não acordo mais cedo para preparar refeições elaboradas e nem vou acordar por que eu não quero (respeita que dói menos kkkkkkk). Eu gosto de fazer exercícios, gosto de comer bem, gosto de me sentir bem. Mas não quero padrões.  
Que tal limitar o chocolate a uma vez na semana um pedaço? Que tal se você comer pizza no sábado a noite, mas equilibrar no domingo? Que tal você fazer atividade e tentar cuidar durante a semana? Que tal essa semana você dar uma focada a mais? Que tal você parar de criticar a pessoa por que ela não deseja ser como você? Que tal cada um respeitar as limitações e as vontades de cada um? O desejo de cada um?
Seria legal viver em um mundo onde as pessoas parassem de tentar impor aquilo que elas querem e que funciona para elas. Em um mundo a gente possa sentir prazer em coisas diferentes. Um sente prazer em ver músculos. Outro sente prazer em estar bem consigo mesmo sem músculos. Qual o problema disso?!
Veja bem! Não estou falando de obesidade e das doenças causados pela má alimentação. Sabemos que saúde é importante. Cuidar da saúde: SIM! Mas quem disse que ter saúde é ter um corpo perfeito? A gente precisa de saúde mental também e cada um encontra prazer em algo diferente. 
Não adianta nada cortar tudo que eu gosto. Adianta é equilibrar o que eu gosto dentro das minhas possibilidades. Adianta pensar no meu objetivo. Isso sim vai funcionar. Por que eu não vou viver para o corpo, vou viver com o meu corpo, com a minha alma, meu coração e minha mente. 
Eu quero ser saudável, mas sobretudo, quero ser FELIZ! E cada um tem um jeito de se sentir feliz!! 
Pronto! Desabafei...
Obrigada!

Carol Brunel 
Sobre não querer ser Fitness! 

segunda-feira, 26 de março de 2018

Dias de chuva



Lá fora chuva.
Aqui dentro nostalgia. 
Tantos pensamentos...
Que abraçam esse dia.  
Lá fora brisa.
O frio que se aproxima.
E me traz a alegria.
Renova minha rima. 
Lá fora cinzento. 
Uma canção...
Um momento.
Sonho e realidade. 
Medos e verdade.
Lá fora chuva. 
Ouço com a alma. 
Num tom que acalma.
Bate no peito. 
Como um rio segue o leito. 
E desemboca lá no mar...
Permito ser. Pensar... 
...”Que o que importa nessa vida,
É só deixar rolar...”

FIM
Carol Brunel
26/03/2018

(trecho de música do Detonautas – citado entre aspas) 


quinta-feira, 22 de março de 2018

Vida!

A vida da gente é repleta de momentos.
Nem tudo o que parece é. 
A gente vê a vida de um jeito, mas a vida vem para gente de outro. 
Nem tudo acontece como se espera.
Mas convém acreditar naquilo que a vida nos oferece. 
A gente não sabe verdadeiramente como as pessoas se sentem, tão pouco, as pessoas sabem realmente como a gente se sente. A gente cria "teorias" para a vida de cada um, e cada um cria também para a nossa vida. 
Há tantas coisas entre as certezas e incertezas.
Há tantas coisas que a gente insiste em não ver.

A vida é uma metáfora!
Contada em histórias e estórias, de tantas e tantas pessoas, que todos os dias acordam tentando cumprir o idealismo que foi conferido por nós ... a nós mesmos.

A vida é uma loucura!
Contada em dias e horas, minutos e segundos, que passam tão depressa, e a gente nem percebe se tá vivendo de verdade, ou se tá apenas cumprindo o roteiro. 
Há tantas coisas ocultas no interior de cada um de nós.
Há tantos medos bobos que alimentamos...
O que é certo afinal?
O que é errado então?

Se cada um de nós é um ímpar no meio de tantos iguais.
Sim! Somos iguais! Seguindo roteiros e regras banais...
Nessa vida... tantas vezes boa, tantas vezes insana.

A vida é um teatro!
Contado em movimentos enfastiosos e diários.
A vida é um percurso!
Escrito nas memórias do que aprendemos e em tudo que desaprendemos a ser. 
Há tanto espaço entre o passado e o futuro que esquecemos de viver esse dia.
Há tanto passado infeliz que não nos deixa seguir em frente.
Há tanto futuro incerto limitando os nossos dias, as nossas palavras, os nossos carinhos, e as relações que poderíamos ter.

A vida é o que foi dito dela!

A vida da gente é o que a gente sente...  é o que tem na mente, é o que vibra o coração.
E há tanto, tanto, tanto a aprender, que não é de se admirar quando a vida te surpreender!

A vida é emoção!
A vida é sentir o coração pulsando... 
mesmo quando nada parecer fazer sentido!

A vida da gente...

FIM
Carol Brunel

Criciúma/SC
Caroline, 34 anos, administradora, professora, gestora de projetos!
Apaixonada por música, natureza, poesia, arte, viagens e animais.
Escreve por  hobby desde os 15 anos.

segunda-feira, 19 de março de 2018

DIA CINZA


Dia cinza lá fora. 
As folhas começam a mudar de coloração.
Sinto pulsar o coração. 
Respiro fundo.
Deixo a mente percorrer...
Esses caminhos da imaginação.
Mudança de estação.
Uma pitada de melancolia. 
Para combinar com a alegria.
Que vem no amanhã.
Dias cinzas são importantes.
Mas eles também têm fim.
Dias cinzas são sustento....
Para o idealismo do pensamento. 
São para você. São para mim.
Dia cinza...
Borboletas que borbulham.
Em meio ao barulho...
Acendem a recordação.
Com sabor, cheiro e tom. 
Se é para falar de amor.
Eu falo com calor.
E faço com emoção. 

FIM
Carol Brunel

quarta-feira, 14 de março de 2018

A GRAMA DO VIZINHO

Como muitos de vocês (que me leem) sabem, eu sou uma pessoa que adora refletir e filosofar! E hoje eu fiquei pensando naquele velho “dilema” ... “A grama do vizinho é mais verde”. Resolvi escrever! Afinal, será mesmo que a grama do vizinho é mais verde?

Grande parte das pessoas vive a vida achando que o outro é sempre mais feliz.

Você está namorando, o outro está solteiro curtindo festas adoidado: ele é mais feliz!

Você está solteiro, o outro namorando fazendo um passeio a dois: ele é mais feliz!

Veja bem! Nunca estamos satisfeitos com a vida que temos. Quem não tem um parceiro (a), muitas vezes faz de conta que não quer alguém, mas no fundo queria ter alguém para dividir amor. Quem está acompanhado pensa que a vida de quem está “sozinho” é melhor e fica invejando a turma nas festas. E por ai vai...

O problema é que a gente sempre acha que a vida das pessoas é melhor que a nossa. Por que nas redes sociais é tudo bonitinho, é tudo bacana, é tudo diversão, é MUITO “faz de conta”. Mas a gente sabe que na prática as pessoas sofrem, sentem-se tristes, choram, brigam, tem problemas e dificuldades de todos os tipos. Nem sempre essa gente toda que se vê sorrindo com um copo na mão, em uma festa ou outra, cantando músicas do tipo “borá beber que eu tô solteiro de novo”... está ali feliz como parece. Pelo contrário!

Gente! Deixa isso para lá! A grama do vizinho não é mais verde não! E muitas, muitas, muitas vezes o vizinho gostaria de ter a vida que você tem. É tudo uma questão de ponto de vista... E de gratidão!

A gente tem que parar com isso de imaginar que o outro está melhor que a gente. A gente tem que parar com essa insatisfação que temos com relação a tudo. A gente tem que olhar para o lado e ver o quanto somos abençoados e felizes. Ver o que a gente conquistou. Quem a gente conquistou. O quanto a gente evoluiu.

A gente tem que aprender a ser GRATO! A gente tem que parar de reclamar de tudo. Não estamos nesse mundo para passar a vida resmungando em cima do muro.

Agora lê e repete comigo: A grama do vizinho não é mais verde não!

Obrigada!

FIM
A

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

EM BUSCA DE PAZ!

Eu já fui aquele tipo de pessoa que buscava saber sobre a vida dos outros, perguntava coisas, questionava sobre suas relações, e depois eu dava minhas opiniões e palpites. Muitas vezes comparava minhas histórias, muitas vezes eu falava mais do que ouvia, muitas vezes eu falava coisas que eu mesma não praticava (e não pratico) na minha vida, dando uma de psicóloga de plantão.

Confesso!!!! Muitas vezes eu fazia isso movida pela curiosidade, movida pelos instintos, às vezes até induzida pela curiosidade de outras pessoas.

E a grande maioria das pessoas é assim! Querem especular. Querem Saber. Querem falar da vida alheia. A curiosidade sobre a vida dos outros ultrapassa os limites da razão e do bom senso. E muitas vezes o interesse é só para saber se o outro está mais feliz do que a gente.  

Demorou muito tempo para eu perceber que quase sempre eu me sobrecarregava com as tristezas alheias. Que quase sempre eu me imaginava triste quando comparava minhas histórias com as dessas pessoas. Muitas vezes eu me via falando de coisas ruins sobre a minha vida. Coisas que no fundo eu não queria falar. Eu era pega pelos dramas das vidas que não pertenciam.

E eu sei que amigos estão ali para dividir os momentos bons e ruins, para emprestar os ombros e os ouvidos. Eu sei que amigos querem dividir com a gente suas histórias de vida. Mas é ai que está a grande diferença: quando uma pessoa quer te falar sobre algo, ela vai te falar. Quando uma pessoa quer desabafar... ela vai desabafar! E é nessa hora que a gente tem que ouvir, apenas ouvir. Por que o desabafo por si só, muitas vezes, é a "própria cura".

Hoje eu admito que não pergunto muito sobre a vida das pessoas. Dou a elas a liberdade e o direito de me contarem o que quiserem, ou não. E dou a mim o direito de não querer questionar nada que não me diga respeito. Não acho que isso seja egoísmo, não acho que isso seja falta de atenção. Pelo contrário, acho que é respeitar a privacidade e a liberdade do outro de falar ou silenciar. E é respeitar a minha liberdade de não me sentir obrigada a me preocupar com tudo ao meu redor. 

A vida da gente já é tão atribulada... Não é?! Temos as nossas próprias cargas!

Com o passar dos anos eu percebi que quanto menos a gente se envolve nos problemas pessoais que não são nossos... Quanto menos a gente fala de coisas negativas e tristezas, mais paz a gente tem e mais paz a gente transmite também. 

Embora a gente esteja nesse mundo para ajudar um ao outro e fazer o bem, não significa que a gente tem que sair por ai juntando todo o lixo emocional de toda pessoa que está ao nosso redor. É claro que a gente pode e deve ajudar quando NECESSÁRIO. É claro que a gente tem que estender a mão. É claro que a gente não vai negar um par de ouvidos. É claro que a gente ama pessoas.

Mas os nossos AMIGOS vão falar quando sentirem vontade de falar, nossa família também, e nós também vamos falar quando quisermos falar.

Descobri que quando você NÃO pergunta sobre as tristezas das pessoas, e você sorri, conversa com elas sobre outras coisas, de alguma forma você já está ajudando essa pessoa. Quando você apenas fala sobre qualquer assunto que não seja triste, de alguma maneira você já está ajudando essa pessoa. Não é a opinião ou a curiosidade de querer saber como tá a vida sentimental do outro que vai tornar o mundo melhor.

E sabe... A gente cresce muito mais quando tem que lidar com os próprios "monstros" e "decepções". 
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Hoje eu tenho uma relação muito tranquila com meus amigos. Uma relação que só a maturidade permite. Uma relação de pés no chão. Sabemos que amizade não é conto de fadas. Temos opiniões diferentes. Às vezes passamos um tempo sem conversar tanto. Respeitamos os espaços uns dos outros. Ouvimos quando temos que ouvir. Quase não falamos das nossas vidas sentimentais (gente grande se resolve né). E quando a gente precisa de ajuda ou sente falta, a gente se junta para rir e falar bobagens. Tem coisa melhor?

Eu tenho me afastado de gente negativa. De gente que vive fazendo rolo. De gente que tá sempre falando da vida alheia. De gente que vive contando fofoca aqui e lá. De gente que tá sempre para baixo. De gente que critica o mundo, mas não olha para a própria vida. De gente que pratica o "leva e traz". E quando alguém faz algum comentário maldoso... só ouço e ignoro! 

Prefiro gente grande! Gente que fala de amor. Gente que fala de paz. Gente que conta histórias boas de ouvir. Prefiro gente que tem papo inteligente. Gente que se preocupa mais em melhorar a si mesmo. Gente que se preocupa com os outros, mas respeita o espaço de cada um. Gente com bom senso!

É essa gente que vale a pena ter por perto!!

FIM

27/10/2017
Carol Brunel

Criciúma/SC

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

RECICLE-SE!!!

<<[ALERTA TEXTÃO]>>

Eu sempre fico um pouco nostálgica e muito reflexiva antes do meu aniversário... E estava aqui pensando sobre algo que eu li uma vez com relação ao mundo “descartável”. Resolvi escrever minha ideia e compartilhar.
Sabe... esse mundo tá muito louco! Descarta-se tudo! E eu não estou falando só dos plásticos, estou falando de oportunidades, relações, pessoas. E se faz isso com a mesma velocidade com a qual a gente compra um chiclete no bar da esquina.

Hoje qualquer motivo é motivo para “chutar o pau da barraca” e se contentar com um “segue o baile”, um “não era pra ser”, ou um “não deu certo”. E em tudo é assim... a gente desiste! Por que é muito mais fácil achar uma desculpa do que fazer dar certo. Fazer dar certo dá trabalho né? Ter que ceder aqui e ali, mudar um jeitinho ali e acolá, engolir um “sapo” volta e meia. “Não!! Deus me livre, eu não vou tolerar nada”. Pois é... É mais fácil permanecer na nossa zona de conforto e comodismo, achando que somos perfeitos, esperando pelas oportunidades e pessoas perfeitas. Mas meu amigo, isso não existe!!

...No primeiro desentendimento vem uma enxurrada de negatividades. Na briga dizer: “é melhor cada um seguir para o seu lado”. Como se todo mundo fosse assim né?! Como se nada tivesse importância. Como se as pessoas fossem tão descartáveis quanto o lixo que a gente descarta todo dia. Sem contar as pessoas que ao invés de ajudar criam ainda mais barreiras. Que quando as suas não vidas não deram certo, ficam torcendo para que a vida do outro também não dê. Gente que ao invés de plantar amor, planta discórdia (mas isso é tema para um outro texto).

Narcisistas! Só por que nos falaram de amor próprio (e ele é importante), achamos que não precisamos amar ninguém mais. Batalha de egos. Orgulho. Ganância. A busca pelos bens materiais... E assim e constrói um mundo de almas vazias.  Um mundo de “stories” cheias e corações ocos. Um mundo que não olha para o lado, não estende a mão.

O que dá um ar de esperança (de que ainda podemos salvar o mundo), é ver que ainda tem gente que pensa diferente. Gente que recicla, não só o lixo que é tão importante para nosso planeta, mas também recicla a si mesmo. Recicla as ideias. Recicla as oportunidades, as relações, a vida.

Essa gente que recicla por que aprendeu a importância de evoluir. Essa gente que recicla por que entendeu que nada vai ser sempre do jeito que a gente espera, mas que, com jeitinho a gente constrói. Essa gente que aprendeu que a gente pode consertar antes de descartar. Essa gente que se recicla por que sabe que nós também precisamos melhorar, para nós mesmos e para o mundo. Essa gente que acorda e diz “hoje eu vou ser melhor do que fui ontem”. É essa gente que tá fazendo diferença nesse mundo. É essa gente que ainda consegue espalhar um pouco de amor, ser amor, deixar o amor entrar pelas veias e encher o peito. Transbordar!

Construir é difícil... É mais difícil do que desistir. Por que construir exige esforço, tem que pensar, tem ser criativo, tem que querer... mas a gente não quer se esforçar. Por isso a gente acaba sempre indo pelo lado mais fácil. Reciclar é mais difícil do que descartar. Para reciclar a gente tem que juntar todo o lixo, fazer a triagem do que serve e do que não serve, processar o material e mais uma série de coisas. Por isso dizer eu “não consigo” é uma saída para tudo. Reclamar é mais fácil.

Nesse mundo, onde a gente olha para o espelho e vê apenas um corpo, tá difícil de encontrar quem ainda enxergue almas. Almas imperfeitas é claro, mas sobretudo dispostas. Dispostas a reciclar a vida. Reciclar para que a gente tenha um mundo melhor, reciclar para que as crianças tenham um futuro melhor. Reciclar por que a gente sabe que nada vai ser perfeito, mas que fazendo a nossa parte, tudo pode ser diferente.  

Hoje, faltando praticamente dois dias para eu completar mais uma primavera, o que eu desejo para o mundo, para quem parou para ler essas palavras, para quem leu e não gostou, para quem leu e ficou intrigado... e até para quem leu e achou que é bobagem minha... é que a gente possa SE reciclar e reciclar!

FIM

Carol Brunel
06/10/2017