quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Um pouco de mim!

Engana-se quem pensa que estou nesse mundo para competir. Longe disso! Estou aqui para aprender, estou aqui tentando encontrar minha melhor versão, aquela que mais ME agrada.

Não sou o tipo de “gente” que fica tentando agradar o mundo, aliás hoje eu nem faço questão de agradar e não importo que não gostem de mim. Nem todo mundo é obrigada a gostar mesmo... e isso é bom. Por que falsidade não é algo que eu aceite! Acho que isso faz parte da maturidade emocional, faz parte do crescimento.

Eu também não sou o tipo de pessoa que vai fingir que gosta de todo mundo e quando eu não gosto, não faço questão nenhuma de “fazer de conta” que gosto. Prefiro ser verdadeira comigo mesma! Prefiro ser honesta com o que sinto com relação a cada pessoa. E quando eu gosto de alguém, eu gosto e pronto.

Eu não sou a pessoa que vai ficar sorrindo e morrendo de amores por qualquer pessoa, não sou a pessoa que vai puxar o saco de quem o meu “santo na bate”. Tão pouco eu gosto que puxem meu saco... Meu santo é forte! Farejo falsidade a quilômetros de distância!
Se engana quem acha que tentando me “puxar meu saco” vai mudar o que sinto ou penso.

Eu sou aquela pessoa que vê além das aparências. Que vê além de um sorriso no rosto. Além de um abraço pérfido. Eu sou aquela pessoa que sente a energia dos outros, que analisa as atitudes... E isso já é o suficiente para eu ter certeza de quem “sim”, quem “não” e quem NUNCA. E honestamente, não acho que isso seja ruim! Desleal seria o faz de conta.

Eu sou aquela pessoa que já não se sente “obrigada” a participar de todos os grupos sociais para ser aceita. Novamente eu digo: não estou aqui para ser aceita! Estou aqui para aceitar a mim mesma. Eu honestamente nem quero pertencer a todas as tribos. Minha tribo é meu sentimento. Tudo é baseado no que sinto!

Acho que a idade e a maturidade (principalmente a emocional), tornam a gente mais seletivo com as pessoas e os lugares que a gente frequenta. Não vejo nada de errado nisso! Vejo como uma etapa importante do crescimento pessoal... E acho sim que uma hora a gente tem que parar de agir como o “eterno adolescente” e colocar os pés no chão.

Já passei de algumas fases na vida. Já passei da fase de me preocupar com o que as pessoas pensam sobre mim. Estou satisfeita com quem eu sou. Estou satisfeita com o que sinto.

Eu sou aquela pessoa que já sabe o que quer da vida. Eu sou aquela pessoa que já sabe qual caminho quer seguir. Eu sou aquela pessoa que não está mais aqui para “brincadeira”, para o “tanto faz", para um “talvez”. Eu sou a pessoa que acima de tudo, respeita o que sente! 
E isso já é o suficiente...

FIM
Carol Brunel

13/09/2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

É um sonho?

Era um dia nublado. Tudo estava tão sombrio. Ruas desertas. As pessoas estavam assustadas com a notícia sobre a dupla de atiradores. Um homem e uma mulher que estavam pela cidade matando todo mundo com suas armas de fogo. A cidade não me era familiar, tinha ruas largas e uma aparência de cidade antiga. Eu estava em uma casa também antiga, de janelas grandes de madeira de lei na cor marrom, vidros grandes e algumas frestas que nos permitiam enxergar a rua.

Ninguém andava pelas ruas, exceto algumas pessoas que ainda não sabiam da notícia. A maioria estava trancada em suas casas e seus estabelecimentos comerciais. Eu, ali, naquela casa desconhecida, com pessoas estranhas que me pareciam ao mesmo tempo intimas. Conhecia apenas uma pessoa, uma amiga.

Começamos a espiar pela janela, quando vimos o homem alto, de pele morena, barba, vestindo calça jeans e uma jaqueta desbotada, ele foi se aproximando de uma moradora de rua que estava sentada na calçada, falou algo e a matou com tiros. A sensação era horrível. E assim foi por horas. O medo e a angustia de ver aquele homem assassinando pessoas, sabendo que em outro canto da cidade a mulher que o acompanhava fazia o mesmo. Não tínhamos celulares e tão pouco podíamos fazer barulho. Todos estavam em silêncio, com medo do que poderia acontecer.

Anos se passaram, o homem e a mulher já haviam sido presos. Eu e minha amiga fomos correr uma maratona muito incomum, que iniciava com uma corrida dentro da água. A segunda etapa era uma subida de escadarias em um prédio antigo. Tão logo começamos a subir as escadas minha colega disparou na frente e quando já estava alguns andares acima de mim, escutei passos na escada, era o homem, ele havia fugido, comecei a descer rapidamente as escadas avisando os outros participantes.

Eu não queria morrer, corri desesperadamente para fora do prédio e já podia ouvir os tiros e sabia que mais pessoas estavam mortas. Pensei na minha amiga, mas eu não podia voltar para ajudá-la e só rezei para que ela pudesse fugir. Avistei um matagal e comecei a correr em sua direção. Anoiteceu, eu estava embrenhada no mato onde eu não podia enxergar nada a minha frente. Sentei atrás de umas moitas altas e fiquei por ali a noite toda, pensava em como eu queria sobreviver. Nos primeiros indícios do amanhecer surgiu um senhor, um velho sábio, que sentou-se ao meu lado e me falou que o homem havia sido morto pela polícia e que agora o pesadelo tinha chego ao final.

O velho sábio tinha uma aparência agradável e começou a me falar sobre a vida, quando por fim, meu despertador tocou e eu acordei. Era um sonho! Apenas um sonho. Um sonho um tanto maluco. Que me fez acordar exausta. E por incrível que pareça eu não assisti, não pensei e não vi nada do tipo para ter sonhado isso. Eu não sei o que o velho sábio queria me falar, tão pouco sei o que aconteceu com a amiga que me acompanhava nessa maratona, mas eu espero que ele tenha vindo me trazer notícias de boas e que minha amiga tenha ficado bem.

FIM

Carol Brunel
12/09/2017

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Gravidade


Olho pela janela.
E vejo as cores do entardecer.
Laranja, azul e amarelo.
Experimento a verdade.
A verdade que eu sei.
Mas de olhos fechados tento esconder.
É como sentir a gravidade.
Flutuando nos próprios pensamentos.
E eu continuo desejando.
Insisto, luto, prossigo.
Por cada um dos momentos...
Que fazem valer a pena.
Ouço o som de uma canção.
É como sentir a gravidade.
É como escutar o coração...
No acender das luzes.
No barulho dos carros.
Nos movimentos noturnos.
O tempo passa depressa demais.
É preciso entender.
Que agora é o tempo de viver.
De experimentar a gravidade
De flutuar de emoção.
De sentir o amor!

FIM
Carol Brunel
05/09/2017


10 COISAS QUE JÁ APRENDI NESSA VIDA (...e graças a Deus)



1 – Não se sentir culpado pela atitude das outras pessoas. As pessoas agem como querem e isso é um karma delas e não nosso. Portanto não devemos carregar fardo alheio!

2 – As pessoas vão mentir e vão achar que você acredita. Deixa elas acreditarem... mais uma vez, mentir é um problema de caráter delas e não seu.

3 – Tem gente que acha legal colocar as pessoas para baixo, julgar, enaltecer defeitos, falar das falhas na frente de todo mundo, criticar imperfeições. Apenas ignore e acredite em você! Isso é coisa de gente insegura que para inflar o ego precisa humilhar os outros.

4 – Na a gente vai “topar” com muita gente deselegante, gente injusta, gente maldosa, gente grosseira. Mas já diria o poeta “quem insiste em julgar os outros sempre tem alguma coisa para esconder”

5 – Só gente infeliz é que faz comentário infeliz. Gente feliz cuida do próprio umbigo!

6 – As pessoas vão te ofender. Mas a ofensa só te atinge se você permitir. Deixa o ofensor beber o próprio veneno. Idiotas ofendem outras pessoas para tentar provar para si mesmos que estão certos.

7 – Não retribua a maldade alheia. Deixa que o universo se encarregue disso.

8 – A Lei do retorno é infalível. Então não se preocupe com quem se acha o “espertão” e nem se ache também, por que um dia a vida cobra a conta ... e cobra caro!

9 – Gente fofoqueira? Um dia se enrola na própria teia!!

10 – A vida é curta demais para perder tempo com gente babaca, com gente que se acha, com gente intolerante. Não permita que nada nem ninguém no mundo te faça se sentir menor do que você realmente é! Somos grandes!


FIM
Carol Brunel

05/09/2017

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Quem você é?

Nos maiores mistérios da vida.
Procuro entender.
Quem é você?
Eu não sei quando vai ser.
Quanto vai estremecer,
As artérias desse amplo coração.
Eu não sei quem é você!
Mas te tenho em oração.
Talvez seja um esconderijo luminoso.
Um enigma tão bonito.
Vagando nos devaneios do meu infinito.
Camuflado nas metáforas de uma canção.
Eu não sei quem é você!
Que se oculta em tantos “nós”.
Impenetrável nas armaduras dos seus medos vãos.
Quem sabe quando florescer a primavera.
Quisera...
Que não sejas como a quimera.
E saias do seu castelo solitário.
Do seu mundo de ilusão.
Para viver uma desmedida emoção.  

FIM
Carol Brunel

18/08/2017

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A SALVAÇÃO (by: Carol Brunel)


A salvação tem cheiro e tem cor.
Tem lugar, tem sabor.
É feito os pássaros migrantes no céu.
É feito as nuvens que parecem algodão.
É como o sol incessante a brilhar.
É uma ingênua noite de luar.
A salvação faz pulsar o coração.
É a força que a resgatou...
Do cárcere que insistia habitar.
A salvação é primavera.
Ao fechar a porta, abre-se uma janela...
Onde flores habitam no infinito.
A salvação é feito o sonho mais bonito.
Que alguém pode sonhar..

FIM

Carol Brunel
09/08/2017


Criciúma/SC

Era uma vez...

Eu estava aqui escutando aquela música fofinha da Kell Smith, “Era uma vez”... é louco isso de como as músicas nos remetem a sensações. Ouvindo a música eu me imaginei em várias situações da minha infância, meus joelhos ralados (muitos tombos né)... e ao mesmo lembrei das vezes que fiquei de coração partido (DEPOIS DA INFÂNCIA). É louco isso que a música causa na gente, entre tantos sentimentos: a nostalgia de voltar no tempo!

Tem música para dançar, tem música para meditar, tem música para escrever, tem música para sorrir, tem música para chorar sozinho trancado no quarto. Tem música para lembrar, tem música para esquecer, tem música para dar a volta por cima... E deve ser por todas as possibilidades que a música proporciona que eu gosto tanto de música. Agradeço por ainda existir gente nesse mundão de Deus, fazendo canções com letras tão gostosas de ouvir quanto essa da Kell Smith.

E Kell Smith... você tem toda razão, “um joelho ralado dói bem menos que um coração partido”. Um coração partido é uma dor que a gente não consegue nem explicar (porém eu garanto que dói menos do que um calculo renal kkkkkk). Mas o que nos conforta é saber que em ambos os casos, sempre dá para seguir adiante. Cicatriza, cura... e a gente vai. Mamãe não passa mercúrio no coração partido, talvez ela ainda te dê um abraço... Mas com força de vontade, desejo, amor próprio e LIBERTAÇÃO, sempre dá!

FIM
Carol Brunel
09/08/2017