quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Minha sorte!

Seja minha sorte,
Faça-me mais forte,
Seja meu viver.
Me abrace... não solte!
Seja como um renascer.
Seja meu refúgio,
Meu descanso, minha quietude...
Ao ver o sol nascer.
Seja minha luz, minha paz,
Faça-me querer mais...
Mais um pouco de você.
Seja meu silêncio e meu barulho.
Seja meu caos e minha calma.
Esqueça todo orgulho.
Toma aqui a minha alma.
Seja mais sim e menos não.
Seja minha alegria.
E toda vez que eu me perder,
Apenas segure a minha mão.
Suaviza, harmoniza, tranquiliza.
...Se talvez eu for aflição,
Faça-me paixão.
Seja minha sorte.
Faça-me mais forte...
E guarda-me dentro do coração.

FIM
Carol Brunel

19/10/2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Das melhores coisas vida... (continuação)

Da série...   Das melhores coisas vida! (Continuação)

Tem coisa melhor na vida do que se sentir especial para alguém? Pois eu duvido muito... Não há nada mais gostoso do que ter ao seu lado pessoas que conhecem seus defeitos e mesmo assim resolvem ficar na sua vida. Não há nada tão bom do que ter na vida pessoas que conhecem suas imperfeições e veem "nesses pequenos detalhes" a sua beleza... Aquilo que te torna diferente!

... quando as pintinhas do seu nariz se tornam algo fofo, ou o sinal de nascença que você carrega, ou seu jeito desastrado de ser e até mesmo seus quilinhos extras. Por que eu estive pensando aqui (com meus botões) em quantas pessoas já passaram pela minha vida e fizeram exatamente o contrário. Enalteceram os defeitos e as imperfeições da minha pele imperfeita. Quando meu jeito atrapalhado, ou minha forma bagunceira de viver era um incômodo.

É! Eu já tenho sinais da idade sim! Mas fico feliz mesmo quando alguém me enxerga por dentro... além da casca. Por que “a casca” de todo mundo vai envelhecer um dia, por mais cirurgias plásticas e estética que façam... mas a alma...

Ah a alma! Essa sim encanta!

Nesses “tempos modernos” é difícil encontrar quem em meio a tantas obsessões, consiga enxergar almas ao invés de rostos e corpos, ou quem pare de olhar a tela do seu smartphone para ver além das rugas na sua face. A essência está se perdendo. Nesse mundo louco, tem muita gente vivendo de desamor, de histórias passadas, de amores não correspondidos e de exterioridades...

Me sinto afortunada quando ainda vejo um pouquinho de amor ali, ou lá, em um, ou noutro que sabe ser de verdade e não apenas uma “realidade mascarada” nas redes sociais. Por que isso é fácil ser!

Sabe... É lindo ser admirado por alguém. É lindo quando alguém te faz se sentir especial. É lindo quando alguém vê em você o que ninguém mais vê. Quando alguém te enxergou lá dentro da alma, no fundo do seu coração. Ah isso é lindo! É lindo quando alguém se sente confortável dentro do teu abraço, do teu carinho, da tua companhia... e é especialmente lindo quando as pessoas te fazem saber disso.

Recebi diversas mensagens no meu aniversário... Algumas, porém, foram especiais. Então eu percebi como há pessoas que conseguem ou conseguiram “me ver” além da minha casca grossa e imperfeita. Como de alguma forma eu consegui tocar a vida de algumas pessoas. E refletindo nisso tudo... É que nesse instante, enquanto escrevo essas palavras, me dei conta do que eu não quero mais... E do que quero muito!


Ilusões eu não quero mais. Meio termo eu não quero mais. Viver de expectativas, não quero mais. Viver em cima do muro eu não quero mais. Tristezas eu não quero mais. Desenganos eu não quero mais. Gente que não faz questão de estar ao meu lado, não eu não quero mais... Por que é cansativo demais tentar entrar no coração de quem não quer abrir a porta. Desamor eu não quero mais. Ficar sendo colocada a prova a todo instante, por favor eu não quero mais! 

Eu já errei um tanto na vida. Já erraram comigo também. Houve momentos em que eu não soube decidir qual caminho seguir e fiz tudo do jeito torto. E aprendi...

Então... quem for capaz de me admirar e gostar de mim do jeito que sou, por favor, fique! Caso contrário fiquem a vontade para ir para onde se sintam mais confortáveis... Por que decidi, agora, desse instante em diante, que eu só quero perto de mim o que vier para somar e não para subtrair!


FIM!

Carol Brunel
17/10/2016
Criciúma/SC




sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Das melhores coisas da vida



Conversa boa e boba.
Abraço apertado e riso frouxo.
Olho nos olhos e boca na boca.
Carinho dado e carinho recebido.
Pequenos detalhes. Gestos simples.
Dormir juntinho e acordar quentinho.
Frio na barriga. Coração pulsando.
Uma dose de afeto. Um tanto de amor.
Mãos dadas. Cheirinho no pescoço.
Os traços de um rosto. Um café ou um almoço.
Sintonia rara. Conversa que não para.
Quando o lado bom fala mais alto.
Das melhores coisas da vida...
Das mais simples, dessas...
Eu quero todas!

E FIM
Carol Brunel

14/10/2016


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

EU AMO O AMOR!



Eu sempre costumo escrever algumas coisas quando se aproxima o meu aniversário. Normalmente o número de textos no meu blog nesse período aumenta bastante. Talvez por que me sinta mais inspirada em “completar” mais um ano de vida. Mas esse ano a inspiração não veio como nos anos anteriores... e eu poderia elencar inúmeros motivos. Porém resolvi escrever mesmo assim, com inspiração ou não... E eu quero falar sobre o meu tema favorito: O AMOR... por que afinal para falar de amor basta sentir.

Estive lendo um texto que falava sobre a dificuldade de amar... o que, “ufa”, não é o meu caso. Por que eu sou daquelas que se entrega mesmo. Eu sou daquelas que vê o amor nas pessoas. Que enxerga o amor no olhar... E que acima de tudo admira os que amam. EU AMO o AMOR! Mas voltando ao texto, um trecho dele dizia assim:

“...Acreditamos que estas pessoas apenas se preocupam com elas mesmas, que se valorizam e se amam acima de tudo. No entanto, a realidade é bem diferente: as pessoas egoístas não têm apenas dificuldade de amar os outros, mas também de amar a si mesmas. Estabelecem, portanto, relacionamentos instrumentais para cobrir as suas necessidades, sem considerar a vertente emocional das pessoas. Isto pode acontecer, por sua vez, pelo temor de se envolver demais nos relacionamentos e sair machucado. Assim, na verdade, o que estão fazendo é apenas fugir do amor”.

Fiquei pensando em quantas pessoas na vida eu conheci ou conheço assim. Mas ao mesmo tempo me senti feliz.... Feliz por eu não ser assim. E me senti feliz por todas as pessoas que eu conheci e conheço que também não são... e eu conheço muitas. E é tão bonito quando eu olho para essas pessoas e vejo amor. É tão bonito ver a forma como amam. É tão bonito ver como são imensamente mais felizes as pessoas que sabem amar.... Como diria um dos meus poetas favoritos: “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.” FERNANDO PESSOA.

Já me peguei sorrindo uma porção de vezes, quando estou passeando pela minha “timeline” e vejo algo sobre o amor e aquilo me transmite verdade. Por a gente sabe que sempre tem muita gente falando de amor, mas pouca gente sabendo amar de verdade. Mas acredito, que nesse mundo louco, de pressa, de impaciência, de vazios, de individualismos, egoísmos, irritações exacerbadas.... SIM! O amor ainda é a nossa salvação.

E eu sei! As pessoas de verdade estão se tornando raridades em meio há tamanha facilidade que as redes sociais nos proporcionam de ser o que quisermos. Lá todo mundo é bom, todo mundo ama, todo mundo é honesto, todo mundo é quase legal. Mas na vida real sabemos que não é bem assim. Então o meu desejo é: que a nossa fala se torne a nossa prática e que o amor seja imperante sempre!

FIM

Carol Brunel 
(hoje sem inspiração)

05/10/2017

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

DESMOTIVAÇÃO!

Não tem nada pior na vida, do que quando sua vida sai do “trilho”.
E o trem é pesado...
Você tenta de todas as formas colocar ele nos eixos de volta e não consegue.
Vai por ali, vai por lá e nada. E quem tá de longe observando acha que você não quer sair daquela situação. Mas você está sozinho e tem muita gente assistindo e dizendo:
- "olha como ela é fraca, não consegue com o peso daquele trem"...
- "olha que tansa, não é por ali que vai conseguir".

E se torna mais díficil quando as pessoas que você mais gosta também estão ali, mas ninguém te pergunta: -  “o que eu posso fazer para te ajudar?”
- “como podemos tentar resolver isso?”.

Poucos estão dispostos a ouvir, a sentar, dar atenção.
Por que todo mundo está preocupado demais com os seus problemas e suas individualidades.
Poucos estão dispostos a te incentivar, mas muitos estão sempre prontos para criticar seus desacertos.

E o seu trem continua ali, descarrilado... 
Sozinho você não sabe como fazer aquilo. Mas você quer! 
Você quer muito que a sua vida volte a correr dentro dos trilhos

e.......

FIM
Carol Brunel
23/09/2016



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

DIAS NORMAIS, COISAS REAIS!

Por: Carol Brunel

É tanto disse que me disse... E a gente não sabe mais o que é verdade ou não. Eu falo mal de vocês, vocês falam de mim. Eu aponto meu dedo bem no meio da sua cara e te condeno. De volta recebo condenações. Eu julgo as atitudes, enquanto as minhas também são julgadas. Planta-se tudo: ódio, rancor, discórdia. Só não se planta amor e perdão. 

Vamos lá, façamos comentários infelizes a respeito da vida alheia. Vamos lá, permaneçamos atirando maldade por ai. Vamos lá, dar aquela alfinetada na relação do amigo. Vamos lá, palpitando sobre as imperfeições dos outros. Continuemos assim, desaprovando os modos dos outros, como se fossemos perfeitos. Está tudo certo! É assim que se faz! Afinal olhar para o próprio umbigo para quê? Se nem “rabo” nós temos para cuidar... né não?!

Que bobagem! A gente só vai se divertir. Qual o problema né? Respeitar para quê? A carne é fraca. Mas acho que a falta de consciência também é! Depois a vida vira desordem e eu culpo os outros. Por que afinal é muito mais fácil assim. Paciência? Tolerância? Consideração? Ah deixa isso para lá! Veja bem eu já errei, mas não quero mudar não! Quero continuar sendo um f.d.p. (abreviação de: filho da puta).

E enquanto isso a gente faz de conta que é do bem. Se paga de gente bacana, caridoso e amigo do mundo. Estufa o peito para contar vantagem sobre si e falar das coisas boas que fez. Aprendemos a ser marqueteiros de primeira. Como se fossemos uma espécie de “Madre Teresa de Calcutá” da bondade, da caridade e do amor. Só que não! Dentro de casa e nas nossas relações pessoais, nós somos os primeiros a ser grosseiros, críticos e marotos.
E “assim caminha a humanidade” já dizia a canção... “com passos de formiga e sem vontade”. 

E depois? Ah depois a gente senta e choraminga perguntando: “ó meu Deus por que a minha vida está assim?”...”oh Senhor onde foi que eu errei”. Talvez as respostas estejam bem na cara...

Caráter se aprende sim! Se a gente já errou, se a gente erra e se somos todos imperfeitos. Não custa nada a gente fazer uma análise e buscar evoluir. Guardar nossas desaprovações para nós mesmos e seguir nossas vidas com menos barulho e mais amor no coração, cuidando do QUE e de QUEM devemos cuidar. Por que todo mundo já é grandinho o suficiente para saber o que é certo e errado. E depois não adianta reclamar quando o mundo girar... Então como diz aquele ditado popular: por favor “tente não ser um cuzão!”... FIM!

Caroline Brunel Matias
19/09/2016
Criciúma/SC


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Amendoin, aipim e frio (por Richard Brunel Matias)

Hoje aqui no Blog, uma crônica do meu irmão! Meu inspirador.... quem me ensinou muitas coisas!

Amendoin, aipim e frio

Quando chegava o inverno tudo era difícil. As férias eram curtas, o frio era gélido e penetrante. Na verdade era uma geladeira aberta, congelando as gordas pernas, sentado no portão de eucaliptos envelhecidos que minha nona mandara fazer para impedir a passagem das vacas do Seu Dequinha. 

No meu tempo de menino, eu morava no entremeio da vida urbana e rural, mas mais rural que urbana. Cresci numa casa humilde, madeira, sem pintura. O pretume das paredes atormentava os adultos, eu não o percebi até não ter chegado à adolescência. As tábuas do assoalho eram barras de cristais reluzentes. Mamãe gastava um bocado de cera e de pano de lã para deixá-las assim. As gretas eram cobertas por milhões de tapetes, que muitas vezes eram usados para brincar de escorregador. Eu adorava fazer bagunça, puxando minha irmãzinha de um lado para o outro, gritando, desarrumando tudo, batendo aqui e ali.

Na sala de visita, apenas três sofás velhos, antigos, vermelhos, forrados com uma espécie de plástico daqueles que hoje não se vê mais. No centro um tapete redondo, parecia um arco-íris, coloridíssimo. As paredes peladas, apenas um quadro do Papa, outro da basílica da Aparecida do Norte e um com uma casa ao lado de um rio, o repetido. Nada mais. Proteção contra o frio? Nenhuma, além das cobertas enroladas pelo corpo. Mesmo assim, eu passava horas e horas deitado no chão, inventando cidades com os poucos carrinhos que tinha, todos quebrados, pois não duravam muito em minhas mãos. Mamãe dizia:
- Tá na hora de ir pra cama - voz dura e decidida, não esmorecia. No outro dia, ela, de madrugada, tinha de se levantar para ir dar aulas e nós ficávamos com a nona, a polaca que nos criou e que nos ensinou tantas severidades que ainda levamos ainda hoje em nossa forma de ser. Falo nós, porque éramos dois, eu e minha irmã mais nova um pouco, a Tatá, como a minha outra avó, a italiana, gostava de chamá-la.
Mas o certo era que passamos a maior parte de nossa infância com a nona polaca, a Dona Joana, como todos a conheciam no bairro. Uma senhora forte, vigorosa, trabalhadeira. Criada na pobreza, na dureza da vida cheia de privações, na dor de um marido que gostava de apaziguar as mágoas num dos líquidos mais apreciados desse nosso país, a cachaça, minha nona Joana nos ensinou a severidade e o compromisso, o trabalho, desde cedo.
Plantava para subsistir e levar a vida adiante. Pude estudar em colégio particular porque ela pagava a mensalidade com aipim, pão de casa, doce caseiro e outras guloseimas da roça, até mesmo uma panela de milho verde cozido. Mas não só levava tudo isso em sacos daqueles da roça para o colégio Michel, onde eu estudei e fiz o ensino fundamental, eu também aprendi a plantar, a cuidar e a colher.
Plantávamos no final da primavera e colhíamos no outono e, muitas vezes, entrando o inverno. Durante o inverno tínhamos de manter a roça limpa, não deixar o mato avançar, ou melhor, a mata. Era costume de minha nona Joana pedir um pedaço de terra emprestado e nele plantar.
Uma vez ela conseguiu um pedaço enorme de terra lá atrás da casa da cabeleireira do bairro. O dono, que não sei quem é até hoje, sempre quando os lotes se mantivessem limpos, não cobrava nada de minha nona. Ela pagava o Seu Dequinha para derrubar a mata e tirar a lenha, com carroça e cavalos e depois entrávamos em ação. Era um tal de cortar cepo, capinar, roçar, carregar, queimar… e tudo tinha de estar prontinho para quando a primavera chegasse, por isso, trabalhávamos no inverno.
Nesse pedaço de terra a nona decidiu que plantaria amendoim e aipim. Primeiro amendoim e, entre as fileiras desse, o aipim. Cultivo híbrido era uma constante na vida dela. Plantava uma fileira de feijão e outra de milho, e colhia. A colheita era o mais importante, pois dela dependíamos, e muito, para comer. Aipim se comia quase sempre, pois sempre havia uma roça de mandioca. Amendoim era apenas uma vez por ano.
Eu estava sentindo muito frio. Estava sentado em cima das varas de eucalipto do portão, como já disse. Usava um poncho verde de lã. Acho que usei até gastar mesmo. Uma calça comprida de um material que não sei dizer como era, era dura, parecia de plástico, era sintética. Tinha furos das brasas que salpicaram ao ter-me aproximado demais da boca do fogão a lenha. Eu sempre estava buscando o perigo. Um a camiseta toda encardida e de sandálias de dedo. Isso mesmo. A gente andava de sandália de dedo pra lá e pra cá. Muitas  vezes descalço, pois a sandália arrebentava e já não dava para arrumar com um preguinho.
Mas aquela manhã marcou a minha vida pueril. Eu não queria trabalhar e a nona só queria era arrancar pé de amendoim, ainda molhado, entupido de orvalho quase congelado, colocar no carrinho-de-mão, que era mais pesado que a carga, pois era feito em casa e com madeiras muito pesadas. Ela não tinha dó, ralhava e tínhamos de descer do portão e cair na roça. Eram quatro terrenos numa ribanceira, escondido no meio de árvores enormes que durante a manhã só davam sombra ao roçado. Isso aumentava o frio. A lida durava horas, a manhã inteira. Era um vai-e-vem danado para arrancar, sacudir os pés de amendoim para não levar terra pra casa, enche o carrinho de mão até a soca, descer o morro do boi, descarregar tudo, voltar a subir o morro e começar tudo de novo. Se não fizesse, a vara comia.
Nossa recompensa!!!! Um panelão cheio de amendoim verde cozido. Um manjar dos deuses. Ainda hoje sinto o cheiro da terra, o frio do orvalho quase nevado, o vapor saindo das narinas, sinto a cor verde fluorescente da minha calça sintética combinando com o verde abacate do meu poncho com listrinhas amarelas e vermnelhas no final e uma franja de fios de lã. Sinto o gosto dos amendoins explodindo em minhas papilas, misturado a sabor de terra, mato e de vida na roça. Mas o melhor de tudo, sinto que crescia cada dia um pouquinho com minha nona Joana.

(......)

Richard Brunel Matias



PS: O TAPETE COLORIDO QUE PARECIA UM ARCO-ÍRIS EU COLOQUEI FOGO EM UMA BRINCADEIRA DE COZINHADINHO COM MEUS AMIGUINHOS... TENTEI ESCONDER DA MÃE, MAS NÃO DEU E APANHEI UM POUQUINHO POR ISSO

Ps2: (Xuxa não sou traumatizada por que apanhei tá)