sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Ei, você ai?



Ei, você ai? É você mesmo........ que está lendo isso aqui. Eu, você, aquele outro lá. Todo mundo. 
Você se acha bom? Você se diz bom? 
Você é do tipo que vive falando sobre ser "do bem", e está sempre julgando os outros? O que você realmente é? O que tanto você esconde? 
Agora se olha no espelho, de verdade, bem no fundo dos olhos.,. E pensa no que anda fazendo, pensa no que anda pensando, pensa no que anda dizendo... E diz com sinceridade... você é realmente bom? Ou será que você se esconde atrás de uma máscara? Você é do tipo que precisa humilhar os outros para se sentir seguro e forte? Você é do tipo que não sabe ceder? 
Será que você deseja o mal das pessoas em pensamento? Ou será que você mente? Será que você condena? Ou será que você usa as pessoas? Será que você tem duas caras? Ou será que você gosta de ofender? Você é mesmo honesto? Ou gosta de sair por ai enchendo a boca para dizer que é? Você gosta de se vangloriar? 
Você já parou para pensar que o que parece ser justo para você pode não ser para o outro? Você já parou para pensar nas seus defeitos ao invés de ficar justificando suas falhas se apoiando no defeito alheio? 
Muitas vezes o nosso auto-conceito pode ser muito contaminado por erros de percepção. A gente se acha certo, justo, legal... mas será que somos mesmo? Temos sido realmente legais? Temos mesmo sido bons? Somos mesmo tudo que a gente diz e acha?
Na psicologia eu li um "lance" sobre vulnerabilidade cognitiva, que dizia ser uma predisposição para fazer construções cognitivas falhas, em outras palavras, a tendência de cometer distorções ao processar informações, com predisposição a transtornos emocionais. 
Um exemplo: é diante de uma situação a pessoa já pensar que vai acontecer o pior. Ou distorcer os fatos a seu favor. Ou inventar justificativas para suas atitudes erradas. Ou ofender o outro para "fingir" para si mesmo que está certo e outro está errado. 
E será que nosso auto-conceito não anda contaminado? Para ai... e pensa um pouquinho!Depois seja honesto, especialmente com você mesmo... e se quiser mesmo se tornar uma pessoa melhor, comece a se observar mais e mudar pequenas atitudes no dia a dia. 
Ai sim, você pode apostar que tudo na sua vida vai dar certo!
FIMCarol Brunel02/09/2016











quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O que você já perdeu?


O que você já perdeu pelas vezes que deixou de fazer algo bom por alguém?
O que você já perdeu pelas vezes que teve oportunidade de fazer alguém feliz e não fez?
O que já perdeu inventando desculpas para tudo o que acontece na sua vida?
Por não admitir seus erros, seus defeitos, suas dificuldades?
O que você já perdeu por não aceitar que precisava mudar?
O que já perdeu se esquivando da felicidade que estava diante do seu nariz?
O que você perdeu por não deixar seu passado para trás?
O que você já perdeu por ter medo?... Medo do amor, medo da dor, medo de viver?
O que já perdeu por ter mentido? Por ser ter sido injusto? Por ter sido Egoísta?
O que você já perdeu por não ter dito o que sentia?
Por ter exagerado a dose na hora da raiva? Por não se arrepender?
O que você perdeu por não saber pedir desculpas? Por não dizer obrigado? Me perdoe? Me ajude?
O que você já perdeu por cultivar pensamentos ruins? Por afirmar coisas negativas?
O que você perdeu por não saber perdoar?
Por alimentar tristezas e mágoas? Por se cobrar demais?
O que você já perdeu por dar valor às pessoas erradas?
O que você já perdeu por não perceber que a vida é um jogo...
E que a colheita de amanhã é fruto da semente de ontem.
O que já perdeu por pensar demais e sentir “de menos”?
O que você já perdeu pelas vezes que falou mais do que devia? Por ter se metido em assuntos que não eram seus? Por ter comprado brigas que não lhe deviam respeito?
O que você perdeu por ter sido desumano? Por não praticar o amor e a caridade?
O que você já perdeu culpando outras pessoas e não enxergando sua parcela na história?
O que você tem feito de bom? Por você? Pelas pessoas? Pelo mundo?
Qual o seu papel? Qual a parte que lhe cabe?
E ai? O que você já perdeu??
FIM

Carol Brunel
01/09/2016

Criciúma/SC


terça-feira, 16 de agosto de 2016

EU ACREDITO NO AMOR

Por mais que me digam o contrário.
Por mais que tentem me provar que tudo isso é bobagem.
Eu vou continuar acreditando na minha verdade.
E a minha verdade é baseada no amor e no perdão...
Por mais que me digam que é insensato.
Que se entregar é uma loucura,
Que o amor é coisa de fracos,
Que ser sensível é um equívoco...
Ainda assim eu vou continuar acreditando...
Acreditando na minha loucura.
Vou continuar seguindo meus instintos e meu coração.
Vou seguir acreditando e vivendo no amor.
Por que o amor é para os fortes.
Fracos é que desistem do amor.
Os fortes amam...
O amor não precisa fazer sentido.
Não precisa ser perfeito.
Ele só precisa existir...
Então por mais que me venham com teorias conspiratórias,
Ou que tentem me colocar para baixo...
Ainda assim, eu vou continuar acreditando. Até o FIM!

FIM
Carol Brunel

16/08/2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Somos de carne e osso!

O problema da autoajuda e desses trilhões de fases prontas diárias é que criam a falsa ilusão de que devemos estar sempre bem, sempre pulando de alegria, sempre dispostos... como se a gente estivesse numa propaganda de refrigerante. 

Ok! Tudo bem eu sei que a autoajuda realmente "ajuda" muita gente. Aquele conforto de ler algo que você estava precisando em um momento ruim, e que parece que foi feito para você.

Muitas vezes cai o texto certo na hora certa na sua frente e "puts... como é que não pensei nisso antes". 

Mas muitas vezes faz você acreditar que não pode ter um dia triste, que não pode se sentir mal, que não pode ficar zangado. Então alguém me diz... que ser humano de carne e osso consegue estar sempre bem? Pois eu respondo: Nenhum! É humanamente impossível a gente não ficar irado, não ter um dia sem “paz interior”, sem paciência, sem vontade...

Tá bom! Eu sei que tem gente que é assim todo dia, sem paciência, sem vontade, ranzinza, amargo... Mas ai é outra história. E azar da pessoa que é sempre assim né?! Uma hora ninguém mais aguenta.

Agora nós, meros mortais, muitas vezes teremos nossa paz roubada sim, sofreremos de alguma ansiedade, agiremos de maneira estúpida, perderemos o tino, seremos bipolar, ficaremos nervosos, indispostos, tristes, cansados e até amargos em algumas situações.

E vai passar... Vai passar por que é absolutamente natural a gente ter dias ou momentos assim. Então não precisamos nos preocupar excessivamente com isso. Não precisamos ser de ferro! 

O que não pode é ser impaciente, estúpido, amargo, chato, zangado, triste.... todo dia...Ai sim, tem que procurar ajuda consciente e buscar melhorar, com autoajuda, terapia e tudo que for possível...


Abraços

Carol Brunel


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Contornos

Feito a luz que ilumina,
Brilhante, grande, celeste.
Grandes olhos que te miram.
Admiram o viver.
É no jeito que se move,
Comove, envolve.
E é quando se descobre,
Que o que sempre buscou...
Estava ali, estava lá, está aqui.
São os contornos de todo movimento.
Cada parte a decifrar.
Por quê foi que veio?
Como foi que entrou?
São perguntas e respostas.
Mas eu deixo aberta as portas...
De onde vai morar.
Arrebatando os momentos,
Feito o sol que irradia,
Mil poemas e poesias.
São os contornos de todo movimento.

FIM
Carol Brunel

03/08/2016

Fomos feitos para amar

Feito a luz que ilumina,
Brilhante, grande, celeste.
Grandes olhos que te miram.
Admiram o viver.
É no jeito que se move,
Comove, envolve.
E é quando se descobre,
Aquilo que sempre buscou...
Estava ali, está aqui, estava lá.
Cada parte a decifrar.
Por quê foi que veio?
Como foi que entrou?
São perguntas e respostas.
Mas eu deixo aberta as portas.
De onde vai morar.
Arrebatando os momentos,
Com os contornos de todo movimento.
Feito o sol que irradia,
Mil poemas e poesias.
Temos tempo para sonhar...
Fomos feitos para amar.

FIM
Carol Brunel

03/08/2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

MUDE!


Abrindo uma exceção aqui no BLOG.  Hoje vai um texto que não é meu...


Para ter relacionamento saudável com as pessoas é preciso discernimento. Discernimento no sentido de autopercepção. Isto é difícil para muitos porque a tendência é funcionarmos no automático. O que é funcionar no automático? É fazer as coisas no dia a dia sem muita percepção da própria conduta, do jeito de falar, dos motivos para agir, dos espaços que ocupa. Parece que isto é o normal, não é?

Será que é mais fácil funcionar no automático? Será que exige menos esforço mental? O contrário de agir no automático significa ter consciência de si, pensar no que você está pensando, no que está dizendo para as pessoas, pensar de que forma o seu comportamento afeta o comportamento nos outros. Dá trabalho isto? Muito!

Mas não é possível ter saúde mental sem discernimento ou percepção da própria conduta. Viver o tempo todo no automático é estar fechado para esta percepção. Será que as minhas ações e reações não me conduzem a consequências indesejáveis? E também, claro, viver o tempo todo na autopercepção pode prejudicar a espontaneidade e a soltura nos relacionamentos. Não é questão de entrar em paranóia. 

Mas a reflexão ajuda muito a entender quem somos e como funcionamos socialmente. Mas quem quer refletir sobre seu próprio comportamento numa sociedade carregada de relacionamentos descartáveis, inundada de impulsividade, cheia de modelos doentios na mídia, e reagindo agressivamente com facilidade?

A aceleração prejudica a concentração. Tentar absorver informação demais. O mundo está acelerado e cheio de precocidades. Outro dia chegou às minhas mãos uma propaganda impressa de uma empresa de jóias com uma menina toda maquiada e cheia de jóias. Uma imensa artificialidade, uma tristeza, um adulteração da beleza natural de uma criança!
Vivemos na era do sexo precoce, independência dos pais precoce, menstruação precoce, alcoolismo e outras dependências químicas precoce. 

Para uma pessoa melhorar, ela precisa parar e pensar. Procurar amadurecer. Aprender a refletir e, sendo honesto(a) consigo mesmo(a), tentar discernir os motivos que levam a envolver as pessoas nos problemas ou desejos pessoais. É possível continuar a ser uma pessoa expansiva, comunicativa, sociável, sem invasão, sem manipulação, sem estupidez.

Sejamos educados e observadores, onde quer que estejamos. Saibamos ter discernimento. Saibamos ser convenientes quando estamos sendo inconvenientes. Tenhamos senso coletivo. Vamos praticar um pouco de etiqueta. Por que não? Não ser espaçoso, não ser indelicado, não ser invasivo, se limitar respeitando a si mesmo e ao outro, não tentar derrubar o outro, ter bom senso, não ultrapassar os limites da intimidade do outro. 

Não se trata de egoísmo. Estamos falando também sobre ter limites para certas posturas que nos são desconfortáveis – e isso pode vir tanto de colegas de trabalho, amigas (os), vizinhos e até mesmo parentes. E a intimidade, que está incluída neste espaço limitado, “é essencial para o equilíbrio psicológico de qualquer ser humano”.

Como sempre, o equilíbrio é o melhor caminho. E é preciso coragem para praticar estas coisas. Mas praticando, poderá se tornar uma pessoa mais confiável, mais serena, mais ponderada, menos “cheguei”, mais fácil de conviver, mais aceita, e não é bom isto?

A decisão para mudar o que se é, é pessoal. Ninguém muda ninguém. O médico, psicólogo, conselheiro, não muda o paciente. Não temos poder para isto. Na próxima vez que surgir na mente da pessoa “espaçosa” uma brecha no jeito de funcionar no automático, e ela conseguir refletir sobre como está funcionando com as pessoas, deverá aceitar a luz que virá dizendo o que precisa mudar. E mudar. Assim a saúde mental melhorará, independentemente se as pessoas ao redor fizerem isto também ou não.





Dr. Cesar Vasconcellos de Souza, médico psiquiatra e psicoterapeuta, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, membro da American Psychosomatic Society, consultor psiquiatra da revista Vida & Saúde onde mantém coluna mensal, professor de Saúde Mental