Tudo parecia tão mais fácil, quando eu brincava no quintal.
Quando eu sentava na árvore para ficar olhando o pôr-do-sol.
Quando eu ainda conseguia ver as estrelas, hoje quase invisíveis nessa selva de pedras.
Tudo parecia mais simples quando eu podia fantasiar a vontade.
Quando eu podia falar sem preocupação.
Hoje tenho que calar para não ser má interpretada.
Lá nos meus devaneios a vida sempre foi mais gostosa.
Tudo parecia mais intenso quando eu tinha meus quinze e dezoito anos.
Envelhecer é um saco. A gente fica rabugento, cheio de manias e de restrições.
Não se permite, não se entrega, pensa demais.
Tudo era mais bonito, quando eu respirava poesia, noite e dia.
Quando eu ficava andando sem rumo nos domingos à tarde.
Quando a minha bicicleta me levava aonde eu quisesse ir e sem gastar combustível.
Tudo parecia mais gostoso quando eu corria descalço na grama.
Jogava bola descalço na quadra de concreto e brincava até o anoitecer.
Mas, como faz parte da vida, eu tive que crescer, aprender, amadurecer.
Tudo era mais fácil quando ninguém sabia dos meus segredos, dos meus sonhos, dos meus anseios. Tudo era mais belo quando o céu ficava vermelho e os pássaros voavam sobre a brisa de um fim de tarde primaveril e eu estava ali admirando e sentindo.
Quando eu podia pegar meu caderno e escrever minhas loucuras de paixão.
Meus sentimentos secretos, minhas fantasias mais absurdas.
Tudo era tão mágico, quando eu sentava na praia nos finais de tarde...
Só para ouvir o barulho do mar e o som das minhas músicas favoritas. Ali, sozinha eu ficava sentindo a vida e flutuando nos meus pensamentos.
Acho que preciso de mais momentos só meus. To sentindo falta de mim.
Uau! Que incrível...
Acabei de descobrir que estou com saudades de mim. Saudades de mim!
By: Carol Brunel
terça-feira, 25 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Se isso não é amor o que mais pode ser?
Acho que essa música do Jota Quest é uma das melhores quando se fala de amor:
“Amar não é ter que ter sempre certeza, é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém, é poder ser você mesmo e não precisar fingir”
Esse é o verdadeiro amor. O amor que supera as diferenças, o amor que não desiste no primeiro obstáculo, o amor que aprende a ser tolerante, o amor que não precisa de fingimentos...
Amar é tão fácil e ao mesmo tempo é tão difícil.
Amar é fácil por que a gente não manda no coração. Amar é fácil por que é gostoso sentir de aquela sensação de um “eu te amo”, por que é gostoso estar junto, por que é bom fazer pequenas coisas com quem a gente ama. Aliás, são nas pequenas coisas que o amor se revela, num simples café da manha lado a lado, num simples abraço apertado após de um dia complicado, num simples amanhecer ao lado de quem te quer bem...
É disso que se sente falta quando o “amor” acaba. Não são dos presentes caros, nem das maiores declarações de amor e sim dos pequenos momentos que representaram grandes emoções. Como aquela tarde de domingo na grama do parque, aquela noite admirando a lua cheia na praia, aquele dia que nos escondemos do mundo pra namorar, aquele café na cama especial, aquela flor roubada de um jardim, aquela tarde na praia deserta... ou aquela noite fazendo amor na sala...
Mas, amar é tão difícil. E é difícil por que é um exercício diário de tolerância, respeito, compreensão e companheirismo. É difícil por que temos que deixar de lado nosso egoísmo (aquele que todo mundo tem um pouquinho) e pensar também na outra pessoa. E não significa fazer a vontade da outra pessoa sempre, mas sim, fazer o que às vezes não gostamos pelo simples prazer de estar ao lado dela. É difícil por que temos que aprender a controlar algumas manias e comentários desnecessários.
Isso é amor!
E é difícil quando surgem as diferenças, quando um ou outro chega de mau humor após um dia cansativo no trabalho, quando acontece um pequeno desentendimento por que as vontades ou opiniões são distintas. Mas, por isso que é amor. Por que só o amor consegue tolerar e persistir.
Quando eu era adolescente... deitava no chão do quarto e escutando música pensava no amor como num conto de fadas, igual a esses que vemos na televisão. Fantasiava o amor imaginando uma vida perfeita a dois. Quando cresci descobri que isso se chama paixão e tive que aprender de um jeito bem complicado que o amor não era como me mostraram na TV. Que amar é muito mais complexo do que parece, que não existe uma vida perfeita a dois, mas que as pessoas aprendem a conviver com as diferenças quando existe amor verdadeiro... Tive que aprender que o feliz para sempre era coisa de filme, na vida real, nem sempre é assim.
Tive que aprender que amar é mais do que um coração batendo forte, ou palavras ditas por dizer. Amar é admirar a outra pessoa... e admiração é o sentimento mais digno do amor, por que se admiração acaba, assim como o respeito, o amor também acaba.
Amor realmente não é aquilo que eu imaginava deitada no chão do quarto...
É muito mais do que eu imaginava e exige muito mais tolerância do que pensava.
Amar é tão bom, tão bonito, tão fácil... AMAR É VIVER!!!
e Se isso não é amor o que mais pode ser? Vou aprendendo também...
FIM
Carol Brunel
24/10/2011
“Amar não é ter que ter sempre certeza, é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém, é poder ser você mesmo e não precisar fingir”
Esse é o verdadeiro amor. O amor que supera as diferenças, o amor que não desiste no primeiro obstáculo, o amor que aprende a ser tolerante, o amor que não precisa de fingimentos...
Amar é tão fácil e ao mesmo tempo é tão difícil.
Amar é fácil por que a gente não manda no coração. Amar é fácil por que é gostoso sentir de aquela sensação de um “eu te amo”, por que é gostoso estar junto, por que é bom fazer pequenas coisas com quem a gente ama. Aliás, são nas pequenas coisas que o amor se revela, num simples café da manha lado a lado, num simples abraço apertado após de um dia complicado, num simples amanhecer ao lado de quem te quer bem...
É disso que se sente falta quando o “amor” acaba. Não são dos presentes caros, nem das maiores declarações de amor e sim dos pequenos momentos que representaram grandes emoções. Como aquela tarde de domingo na grama do parque, aquela noite admirando a lua cheia na praia, aquele dia que nos escondemos do mundo pra namorar, aquele café na cama especial, aquela flor roubada de um jardim, aquela tarde na praia deserta... ou aquela noite fazendo amor na sala...
Mas, amar é tão difícil. E é difícil por que é um exercício diário de tolerância, respeito, compreensão e companheirismo. É difícil por que temos que deixar de lado nosso egoísmo (aquele que todo mundo tem um pouquinho) e pensar também na outra pessoa. E não significa fazer a vontade da outra pessoa sempre, mas sim, fazer o que às vezes não gostamos pelo simples prazer de estar ao lado dela. É difícil por que temos que aprender a controlar algumas manias e comentários desnecessários.
Isso é amor!
E é difícil quando surgem as diferenças, quando um ou outro chega de mau humor após um dia cansativo no trabalho, quando acontece um pequeno desentendimento por que as vontades ou opiniões são distintas. Mas, por isso que é amor. Por que só o amor consegue tolerar e persistir.
Quando eu era adolescente... deitava no chão do quarto e escutando música pensava no amor como num conto de fadas, igual a esses que vemos na televisão. Fantasiava o amor imaginando uma vida perfeita a dois. Quando cresci descobri que isso se chama paixão e tive que aprender de um jeito bem complicado que o amor não era como me mostraram na TV. Que amar é muito mais complexo do que parece, que não existe uma vida perfeita a dois, mas que as pessoas aprendem a conviver com as diferenças quando existe amor verdadeiro... Tive que aprender que o feliz para sempre era coisa de filme, na vida real, nem sempre é assim.
Tive que aprender que amar é mais do que um coração batendo forte, ou palavras ditas por dizer. Amar é admirar a outra pessoa... e admiração é o sentimento mais digno do amor, por que se admiração acaba, assim como o respeito, o amor também acaba.
Amor realmente não é aquilo que eu imaginava deitada no chão do quarto...
É muito mais do que eu imaginava e exige muito mais tolerância do que pensava.
Amar é tão bom, tão bonito, tão fácil... AMAR É VIVER!!!
e Se isso não é amor o que mais pode ser? Vou aprendendo também...
FIM
Carol Brunel
24/10/2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
DEVOLVA-ME
Eu estive muito entediada. Presa numa rotina chata. Dias repetidos e sem graça!
E acredito que ainda estou tentando me “sacudir” dessa rotina a qual me adaptei.
Percebi de repente, como num passe de mágica que preciso de novos ares para minha vida, de um novo gás, uma nova energia. A energia e a alegria de viver que eu tinha e que roubaram de mim. Não estou falando de mudar de cidade ou país, estou falando de mudança interior.
Eu sei que eu vou reencontrar dentro de mim essa energia! Ela só estava adormecida.
Não vou mais deixar que ninguém me coloque para baixo. Eu vou ser feliz e quem quiser ser feliz comigo que me aceite como eu sou e que aprenda a respeitar e conviver com a minha alegria.
Eu sinto (é sério) que algumas pessoas sentem inveja de mim e que essas pessoas me prejudicam por isso. Meu sexto sentido é muito forte com relação a essas coisas e não penso que isso seja bobagem, como alguns acreditam. Mas, também acho que aqueles que não dão bola pra isso e não acreditam, acabam por conseqüência sendo mais fortes e protegidos.
E é isso que vou fazer comigo! Não pensar mais nisso e viver a minha vida.
Vou minimizar algumas coisas. Vou começar pelas redes sociais que são uma vitrine para pessoas más intencionadas, além do mais sempre acabamos nos expondo demais. Vou me desapegar um pouco!
Tá lendo isso agora e pensando que é besteira? Problema é SEU! Dane-se o que você pensa! Quero mais é que se explodam aqueles que gostam de me criticar, criticar minha postura, minhas escolhas, minha forma de pensar, minha opinião e minha maneira de viver a vida. Que é minha VIDA e não sua vida! Portando cuide da sua que eu cuido da minha!
De uns anos para cá, parece que roubaram minhas forças, minha alegria, minha energia. Mas, seja lá quem foi que roubou, vai ter que devolver por que eu quero de volta e não vou deixar ninguém roubar meu sorriso.
Sinto e sei que estou curada!!!
Quero voltar a escrever meus textos cheios de emoção da alma. Quero voltar a sentir a energia do mundo e da natureza tocando meu espírito. Respirar o mais fundo que puder da beleza da vida. Não vou mais deixar ninguém anular minha força!
Quero de volta meus simples momentos, de sentar na varanda e olhar pro horizonte, escutando música e sentindo a vida. Pequenos momentos que me davam prazer.
Tentaram anular minha inteligência, tentaram anular minhas idéias, tentaram tirar de mim meu tempo de silêncio, tentaram roubar de mim meu tempo, meus pequenos momentos de prazer. Mas, agora eu vou recuperar tudo isso. Ninguém pode me ter como posse. Eu não sou objeto de ninguém. Sou do mundo, da vida, sou minha, sou do amor, sou da paz, da harmonia, do perdão, sou coração! Posso ser sua, mas sua de coração!
Tem gente que vive nesse mundo só para prejudicar os outros, só para tentar ter para si aquilo que o outro tem, só para tentar imitar a vida alheia. Comigo não vai ser assim! Eu não vou deixar ninguém fazer isso comigo.
A forma mais rápida de me perder é anulando minha liberdade, anulando meus pequenos momentos de prazer, anulando minha alegria e minha expressão.
E agora eu só quero de volta tudo que foi tirado de mim.
Foi isso que decidi ontem à noite enquanto chorei, foi isso que desejei hoje quando acordei...
É isso que vou fazer...
DEVOLVA-ME!!!
By: Carol Brunel
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
A DAY
A day to myself.
Today is my day. A day for my loneliness...
You ever felt it?
Sometimes I miss my solitude…
But is not the loneliness of not having someone…
Is the loneliness of spirit
A moment for you
When the mind creates and recreates stories
That moment of fantasy, dreams and melancholy.
Not everyone understands, not everyone have this moment,
But I like that my space…
A space for my ideas, my plans and my deepest imaginings.
Today I miss my moments…
Just to feel the breeze touching my face
Open my window and watch life go
See the movement of the world…
The cars passing, people in their daily.
Today I just want to admire the nature
Watch the sunset
Just today! I need my solitude!
I need to feel the life pounding inside me
Sighing the deepest emotions
And when the song ends ...
I'll wake up and smile!
By: Caroline Brunel
03/10/2011
Today is my day. A day for my loneliness...
You ever felt it?
Sometimes I miss my solitude…
But is not the loneliness of not having someone…
Is the loneliness of spirit
A moment for you
When the mind creates and recreates stories
That moment of fantasy, dreams and melancholy.
Not everyone understands, not everyone have this moment,
But I like that my space…
A space for my ideas, my plans and my deepest imaginings.
Today I miss my moments…
Just to feel the breeze touching my face
Open my window and watch life go
See the movement of the world…
The cars passing, people in their daily.
Today I just want to admire the nature
Watch the sunset
Just today! I need my solitude!
I need to feel the life pounding inside me
Sighing the deepest emotions
And when the song ends ...
I'll wake up and smile!
By: Caroline Brunel
03/10/2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
EU...
Eu não sou filósofa.
Mas, faço minhas filosofias.
Eu não sou poeta.
Mas, escrevo umas poesias.
Eu não sou escritora.
Mas, tenho minhas teorias.
Eu não sou cantora.
Mas, canto umas melodias.
Não tenho bateria,
Mas, tenho um violão.
Não tenho paciência,
Mas, tenho um coração.
Eu não sou médica,
Não sou perfeita,
Não sou Amélia.
Eu sou Carol,
Sou da rua.
Mas, não da sua.
Eu sou da vida!
Não sou dona da verdade
Mas, falo com sinceridade.
Eu não sou tão doce,
Nem tão sofisticada,
Nem tão do bem...
Sou apenas um EU,
Que ama de verdade!
Carol Brunel
Mas, faço minhas filosofias.
Eu não sou poeta.
Mas, escrevo umas poesias.
Eu não sou escritora.
Mas, tenho minhas teorias.
Eu não sou cantora.
Mas, canto umas melodias.
Não tenho bateria,
Mas, tenho um violão.
Não tenho paciência,
Mas, tenho um coração.
Eu não sou médica,
Não sou perfeita,
Não sou Amélia.
Eu sou Carol,
Sou da rua.
Mas, não da sua.
Eu sou da vida!
Não sou dona da verdade
Mas, falo com sinceridade.
Eu não sou tão doce,
Nem tão sofisticada,
Nem tão do bem...
Sou apenas um EU,
Que ama de verdade!
Carol Brunel
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
IMPACIÊNCIA
Tristeza é igual alegria.
Fica do lado de alguém triste que te contagia.
E tem dias que não tenho paciência para tristeza,
nem para gente deprimida.
Do tipo que reclama de tudo e faz de um pequeno problema um problemão.
Tudo bem que a vida nem sempre é boa,
que o mundo não é um mar de rosas,
que todos têm altos e baixos.
Mas, hoje é um dia que estou sem paciência para mau humor.
Eu quero é ver gente bem humorada e dar umas risadas.
Eu gosto de gente alegre.
Dessas que conseguem me fazer sorrir todos os dias.
Hoje eu to sem paciência para amarguras.
Hoje eu não sou uma boa pessoa para desabafos.
Talvez nem mesmo uma boa companhia para os deprimidos.
Mas, se quiser dividir umas risadas comigo eu to topando.
Ah! Eu sei! Os problemas, as preocupações (pré-ocupações).
Tudo bem! Eu respeito e até entendo!
Não sou insensível como pensam. Tenho coração.
Eu só não to com saco pra reclamação.
Eu to querendo é relaxar e esquecer o mundo lá fora.
Então se quiser companhia para um bom vinho,
Para olhar as estrelas e curtir um som na sacada.
Chama-me!
Perdoem-me os tristes.
E desculpem meu jeito sincero de ser.
Não escrevo isso para alguém especifico.
Escrevo de modo geral e caiba a quem quiser.
Escrevo por que as palavras e os pensamentos me consomem.
Escrevo por que a vida não para, nem a canção...
E FIM...
CAROL BRUNEL
Fica do lado de alguém triste que te contagia.
E tem dias que não tenho paciência para tristeza,
nem para gente deprimida.
Do tipo que reclama de tudo e faz de um pequeno problema um problemão.
Tudo bem que a vida nem sempre é boa,
que o mundo não é um mar de rosas,
que todos têm altos e baixos.
Mas, hoje é um dia que estou sem paciência para mau humor.
Eu quero é ver gente bem humorada e dar umas risadas.
Eu gosto de gente alegre.
Dessas que conseguem me fazer sorrir todos os dias.
Hoje eu to sem paciência para amarguras.
Hoje eu não sou uma boa pessoa para desabafos.
Talvez nem mesmo uma boa companhia para os deprimidos.
Mas, se quiser dividir umas risadas comigo eu to topando.
Ah! Eu sei! Os problemas, as preocupações (pré-ocupações).
Tudo bem! Eu respeito e até entendo!
Não sou insensível como pensam. Tenho coração.
Eu só não to com saco pra reclamação.
Eu to querendo é relaxar e esquecer o mundo lá fora.
Então se quiser companhia para um bom vinho,
Para olhar as estrelas e curtir um som na sacada.
Chama-me!
Perdoem-me os tristes.
E desculpem meu jeito sincero de ser.
Não escrevo isso para alguém especifico.
Escrevo de modo geral e caiba a quem quiser.
Escrevo por que as palavras e os pensamentos me consomem.
Escrevo por que a vida não para, nem a canção...
E FIM...
CAROL BRUNEL
terça-feira, 6 de setembro de 2011
APESAR DE
Eu gosto quando as emoções se misturam todas, se confundem. Quando eu não consigo defini-las. Escrevê-las em meus textos geralmente ambíguos. Na verdade eu gosto de tudo que fica com um tom “será que é isso?”. É bom deixar que interpretem como queiram. Que as imaginações se criem sozinhas.
É bom quando a chuva não traz melancolia, embora o sono e a vontade de ir embora estejam presentes neste dia cinza e frio das manhas aqui do sul.
As músicas mudam na estação, as pessoas olham fixamente para suas máquinas, algumas, se quer estão prestando atenção ao que tem na frente dos olhos. Outras se movimentam de um lado para outro na esperança de encontrarem o que buscam. Movimentos da vida.
Alguns pingos de chuva gelada lá fora, muitas gotas de imaginação quente aqui dentro.
Hoje nem os pássaros cantam e nem o verde sorri. Mas, eu sim! Eu sorrio sem por quê.
Talvez por que alegria quando não se têm se inventa. Eu inventei uma para hoje. A alegria de estar vivo, apesar de...
Fazia tempo às palavras insanas não batiam a minha “porta”. Quem sabe um anjo lá do céu as tenha soprado em meus ouvidos, então acordei assim, cheia de idéias, cheia de poesia e música. Despreocupada e tranquila.
Tem gente que não suporta a idéia de ver o outro feliz. Tem gente que não tolera a idéia de ver alguém usando seus dons. Essa gente pequena e mesquinha que perde tempo se preocupando com o que o outro faz ao invés de buscar coisas produtivas para fazer. Talvez nem sejam tão “desocupados” assim, apenas não sabem se ocupar com coisas boas. Preferem se ocupar de banalidade e críticas.
Mas, deixa para lá esses homens pequenos. Por que hoje, pelo menos hoje, eu não estou ligando para o que pensam e falam todos eles. Pois, enquanto gastam seu tempo precioso assim, eu me fortaleço. Vou montando minha bastilha aos poucos, cada dia uma pedrinha, sem pressa. Podem me derrubar quantas vezes quiserem. Eu vou levantar novamente. Vestir o meu melhor sorriso e continuar.
Ouço vozes enquanto fluem essas palavras. Não são vozes do além. São vozes reais, de pessoas reais e seria realmente incrível escutar o que todas essas mentes estão a pensar enquanto falam. Mentes agitadas em seu cotidiano que zanzam como abelhas buscando mel. Talvez algumas dessas pessoas não lembrem se quer do mundo lá fora, da família, dos amigos, da vida, do prazer. Esse prazer de viver tão desconhecido por quem se esqueceu de existir, apesar de...
Ctrl + B e eu salvo! É assim o mundo moderno. Não uso mais papéis e canetas. Mas, na vida real as pessoas continuam sendo de carne e osso. Continuam tendo dentro do peito um coração - um coração que bate e sente. Continuam desejando a mesma coisa que desejavam antes de tanta tecnologia: reconhecimento, respeito, amor, atenção, sucesso, paz.
No fundo, todos nós, presos a redes sociais, só queremos uma coisa: atenção! E como forma de chamar atenção transformamos nossas vidas em um facebook de ilusões. E o contato real, o abraço apertado, o beijo molhado, o carinho de irmão, o amor dito com o olhar, tudo isso vai se perdendo em meio a frases prontas de contatos virtuais.
Eu sei! Não era disso que eu falava no começo desse texto. Era do dia cinza que apesar de tudo não é um dia triste e sim um dia bom. Mas, afinal, quem disse que tudo precisa ser o tempo todo sequencial? Não sou máquina! Sou gente! Sou mente insana que pensa demasiadamente, que imagina tantas coisas que se pudesse revelar chocaria o mundo. Melhor não! Deixa assim, ficar subentendido como dizia a canção.
Enquanto os passos seguem, enquanto a chuva cai, enquanto o dia nasce, enquanto a noite escurece, enquanto as flores colorem, enquanto as vozes ecoam, enquanto os olhos mudam de direção. Enquanto o mundo gira... Assim vivo, às vezes buscando razões, às vezes deixando as emoções se misturarem, às vezes em meio a um problema e outro, às vezes perdendo a “linha” só para ter o prazer de encontrar o caminho de novo, apesar de...
FIM
Caroline Brunel Matias
É bom quando a chuva não traz melancolia, embora o sono e a vontade de ir embora estejam presentes neste dia cinza e frio das manhas aqui do sul.
As músicas mudam na estação, as pessoas olham fixamente para suas máquinas, algumas, se quer estão prestando atenção ao que tem na frente dos olhos. Outras se movimentam de um lado para outro na esperança de encontrarem o que buscam. Movimentos da vida.
Alguns pingos de chuva gelada lá fora, muitas gotas de imaginação quente aqui dentro.
Hoje nem os pássaros cantam e nem o verde sorri. Mas, eu sim! Eu sorrio sem por quê.
Talvez por que alegria quando não se têm se inventa. Eu inventei uma para hoje. A alegria de estar vivo, apesar de...
Fazia tempo às palavras insanas não batiam a minha “porta”. Quem sabe um anjo lá do céu as tenha soprado em meus ouvidos, então acordei assim, cheia de idéias, cheia de poesia e música. Despreocupada e tranquila.
Tem gente que não suporta a idéia de ver o outro feliz. Tem gente que não tolera a idéia de ver alguém usando seus dons. Essa gente pequena e mesquinha que perde tempo se preocupando com o que o outro faz ao invés de buscar coisas produtivas para fazer. Talvez nem sejam tão “desocupados” assim, apenas não sabem se ocupar com coisas boas. Preferem se ocupar de banalidade e críticas.
Mas, deixa para lá esses homens pequenos. Por que hoje, pelo menos hoje, eu não estou ligando para o que pensam e falam todos eles. Pois, enquanto gastam seu tempo precioso assim, eu me fortaleço. Vou montando minha bastilha aos poucos, cada dia uma pedrinha, sem pressa. Podem me derrubar quantas vezes quiserem. Eu vou levantar novamente. Vestir o meu melhor sorriso e continuar.
Ouço vozes enquanto fluem essas palavras. Não são vozes do além. São vozes reais, de pessoas reais e seria realmente incrível escutar o que todas essas mentes estão a pensar enquanto falam. Mentes agitadas em seu cotidiano que zanzam como abelhas buscando mel. Talvez algumas dessas pessoas não lembrem se quer do mundo lá fora, da família, dos amigos, da vida, do prazer. Esse prazer de viver tão desconhecido por quem se esqueceu de existir, apesar de...
Ctrl + B e eu salvo! É assim o mundo moderno. Não uso mais papéis e canetas. Mas, na vida real as pessoas continuam sendo de carne e osso. Continuam tendo dentro do peito um coração - um coração que bate e sente. Continuam desejando a mesma coisa que desejavam antes de tanta tecnologia: reconhecimento, respeito, amor, atenção, sucesso, paz.
No fundo, todos nós, presos a redes sociais, só queremos uma coisa: atenção! E como forma de chamar atenção transformamos nossas vidas em um facebook de ilusões. E o contato real, o abraço apertado, o beijo molhado, o carinho de irmão, o amor dito com o olhar, tudo isso vai se perdendo em meio a frases prontas de contatos virtuais.
Eu sei! Não era disso que eu falava no começo desse texto. Era do dia cinza que apesar de tudo não é um dia triste e sim um dia bom. Mas, afinal, quem disse que tudo precisa ser o tempo todo sequencial? Não sou máquina! Sou gente! Sou mente insana que pensa demasiadamente, que imagina tantas coisas que se pudesse revelar chocaria o mundo. Melhor não! Deixa assim, ficar subentendido como dizia a canção.
Enquanto os passos seguem, enquanto a chuva cai, enquanto o dia nasce, enquanto a noite escurece, enquanto as flores colorem, enquanto as vozes ecoam, enquanto os olhos mudam de direção. Enquanto o mundo gira... Assim vivo, às vezes buscando razões, às vezes deixando as emoções se misturarem, às vezes em meio a um problema e outro, às vezes perdendo a “linha” só para ter o prazer de encontrar o caminho de novo, apesar de...
FIM
Caroline Brunel Matias
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