quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Quando você se aceita, você muda!

 "SÓ QUANDO VOCÊ SE ACEITA, VOCÊ MUDA" - Carl Rogers

Deparei com um podcast no YOUTUBE chamado "A verdade ignorada por trás das explosões emocionais"...

E enquanto assistia, fiquei lembrando daquela frase: qual o seu papel na bagunça que você se queixa?

Acho que todos nós tendemos a culpar o outro quando algo não sai como esperávamos. Tendemos a justificar nossas falhas, dizendo que o outro errou com a gente. Porque como já escrevi outras vezes, é mais fácil culpar o outro do que admitir que nós temos nossas culpas. É confortável pensar que o outro é ruim e que nós somos melhores, que o outro erra e nós só erramos porque o outro falhou primeiro. 

É muito mais difícil olhar para nossas próprias sombras, nossos defeitos e assumir nossa parcela de culpa nas desordens que aconteceram em nossas vidas.  

O processo de autoconhecimento é doloroso, porque quando olhamos para dentro, temos que lidar com um monte de "tralha" que a gente carrega e colocar o dedo nas feridas. Dói colocar o dedo na ferida. Dói quando somos criticados. Dói quando alguém nos diz verdades. Dói quando percebemos que erramos. 

E nesse ponto há sempre dois caminhos:

- Deixar de nos fazer de vítimas das situações, sair do personagem de coitadinho... assumir as nossas responsabilidades e começar a mudança de dentro para fora.

- ou...continuar no personagem de coitado, reclamando a vida toda porque "fulano (a) fez isso comigo, porque eu sofri aqui e lá, porque minha infância blábláblá, porque a vida foi dura... 

A grande maioria escolhe o segundo caminho, exatamente por parecer mais confortável, afinal como vamos encarar nossas sombras? É mais fácil vestir uma máscara e fingir...

Porém, quando encaramos nosso pior e aceitamos que somos falhos, é que conseguimos encontrar nosso melhor também. Afinal, aceitar que somos ruins nos faz querer melhorar, nos faz querer buscar uma evolução verdadeira, uma evolução interna e silenciosa; que não precisa de plateia, de aplausos, de validações externas... não essa evolução 'fake' da boca para fora que muitos colocam nas redes sociais.

Não é esse monte de frases prontas ou vídeos de felicidade inventada, postados aos montes. Porque tem muita gente carregando vazios e fingindo plenitude. 

E sim, um sentir dentro da alma. Aquele desejo de mudança, uma vontade de ser melhor, primeiro para si. 

No fim, ninguém precisa saber da nossa transformação. Não precisamos fazer alarde sobre nossas tristezas ou nossas felicidades. Não precisamos de palco para evoluir, para mudar, para crescer. Não esperamos que alguém diga: você evoluiu. Pois esse é um sentir pessoal.

Autoconhecimento dói, mas no fim é lindo. Afinal, quando você se aceita, você muda!

Fim
Carol Brunel





terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Novos olhares para a vida...

Pensando aqui... 

A gente complica tanto as coisas né?! Complica a vida, complica o que poderia ser simples, dificulta o caminho com as nossas próprias amarras... E, às vezes, tudo o que a gente precisa é apenas descomplicar. Facilitar...

Mas também tem tanta gente confusa e complicada, complicando a vida dos outros. 
Tem tanta gente perdida confundindo as coisas, misturando tudo, levando os outros para sua bagunça.

Porém, em minhas reflexões cheguei a conclusão de que quando nós estamos emocionalmente "bagunçados", acabamos atraindo pessoas também confusas para nossa vida. E não estou falando de não estar bem... e sim daqueles ciclos que a gente insiste em não encerrar, daqueles laços que se mantém enraizados na nossa alma, daqueles finais que não foram concluídos internamente. Essa bagunça emocional, o excesso de pensamentos e todos esses "sentimentos enraizados", acabam trazendo para perto pessoas com a mesma vibração.

Por outro lado, ainda assim, é perceptível essa "leva" de gente confusa. De pessoas que parecem estar perdidas em suas emoções. Pessoas que não sabem o que querem. Então mesmo que a gente esteja bem e queira escapar vamos acabar esbarrando com esse tipo. 

E é aqui que está o pulo do "gato"... 

Quando a gente consegue esvaziar a mente e o coração (eu descobri meu método), a gente aprende a lidar melhor se aparecem pessoas e situações confusas. Se posicionando, dizendo os nãos necessários, se afastando nos primeiros sinais caóticos, analisando melhor os cenários antes de sair mergulhando em qualquer piscina rasa... ou muitas vezes fazendo o mais simples: respeitando o nosso tempo pessoal.

E isso faz TODA diferença!

Adquirir maturidade emocional nos ajuda a identificar quando algo pode ser problemático, pois quem já chega trazendo caos no inicio, provavelmente vai fazer da sua vida uma bagunça. 

Meu método? Focar em si mesmo, fazer coisas que dão prazer... No meu caso, atividade física, sair com os amigos, praticar meus esportes, apreciar a natureza, fazer coisas que nunca fiz antes, mudança de hábitos. Aprendi a desacelerar meus pensamentos, a controlar meus impulsos e desejos. Aprendi a controlar minha mente quando ela quer me levar para os lugares que não quero ir... descobri novos prazeres...

E aprendi sobretudo a dizer (mesmo que mentalmente) um lindo: FODA-SE! 

Pois não estou aqui para fazer ninguém feliz, não estou aqui para agradar ninguém, não estou aqui para ser responsável pelo caos de ninguém, não estou aqui para competir quem é melhor ou mais feliz. 

Apenas estou aqui para cuidar de mim, do meu corpo, do meu espírito, da minha saúde, da minha vida. Para amar quem eu sou... e se no caminho esbarrar com pessoas que estão em paz consigo mesmas, que estão resolvidas internamente, que estão felizes e não venham encher a vida de bagunça, essas serão bem vindas. Pois só devemos aceitar o que vier para nos fazer sentir melhores e não piores. 

É utópico? Não! Porque eu não estou falando de perfeição, ou de vida sem altos e baixos... Não é sobre viver em um mar de rosas. Estou falando que a gente não pode e nem deve aceitar que tornem a nossa vida um caos. A gente não pode deixar que gente 'perdida' roube nossa paz. Que nos façam pensar que nós somos 'o problema', quando no fundo o outro é uma bagunça por completo. Não estamos aqui para pisar em ovos ou para se perder no emaranhado do outro. 

No fim, não precisamos de ninguém para nos sentirmos felizes e inteiros.
Mas queremos alguém para compartilhar nossa felicidade com leveza, carinho e amor. 

É sobre isso: não precisar, mas querer. Porém um querer mais maduro e honesto consigo. 
É sobre estarmos abertos para a vida, mas com um novo olhar... um olhar que SE acolhe, se abraça e se respeita... Sem ansiedade de sentir!

Fim
Carol Brunel