segunda-feira, 15 de maio de 2023

Imensidão

 

Quando me vi eu já estava ali. Não escolhi. Não pensei. Só senti. O que sinto. Imensidão de amor. Transbordando a alma. Transbordando tudo. Invadindo cada poro da minha pele. Não escolhi porque já era. Já foi. Existia...

Existia nesse mundo. Quem sabe em outros. Talvez outras dimensões. A força do universo me encontrou, encontrou nosso mundo, encontrou meu querer no seu. 

Carol Brunel

15/05/2023

15:04

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Pensamentos sobre: amor e relações!

 

Eu sempre fui uma alma livre. Cresci e me fiz sozinha, vivendo no meu mundo, com meus pensamentos livres, nos meus devaneios. Gosto do meu espaço. Do meu tempo. Dos meus momentos. Porém não significa que por ser uma alma livre, eu não saiba amar. O amor sempre foi algo intrínseco em mim. Latente na minha alma. Ele não precisa estar nos maiores gestos do mundo. Ele existe! É simples!

Quando eu era mais nova, tinha essa visão distorcida do amor, essa que nos fazem acreditar sobre o sentimento de “possuir”. Eu não possuo ninguém e ninguém me possuiu. Eu compartilho com alguém. Seja fisicamente ou emocionalmente. Não vejo como RUIM (e qualquer pessoalmente emocionalmente resolvida concordará comigo) o fato de termos nossos momentos individuais em uma relação. É algo natural, necessário e saudável.

Nunca fui uma mulher que cresceu pensando em casamento (embora já tenha morado junto) exatamente porque sou contra essa coisa “prisional” de uma vida a dois no dia a dia. Estou falando daquelas relações sufocantes: “Façam todas as coisas juntos, estejam sempre disponíveis, não tenham liberdade”... 

Eu penso em uma relação da seguinte forma:

Existe eu e existe o outro. Somos pessoas diferentes, mas nos amamos e queremos compartilhar coisas juntos. Existe a minha individualidade e a individualidade do outro. Os compromissos, as responsabilidades, as rotinas de cada um. Mas existe amor e queremos dividir bons momentos. Não faremos todas as coisas juntos, mas tudo o que fizermos vai ser incrível, porque será feito com amor. E acho que é isso o que torna uma relação saudável.

Amar é estar sempre junto? Não! Não é! Muito pelo contrário, a definição de amor jamais vai estar atrelada a uma presença física constante. Amor não é isso! Não é essa coisa de filmes e livros...

Só é assim quando a gente é emocionalmente vincula nossa felicidade a existência de alguém. Felicidades se somam, não se completam.

Somos seres individuais nesse universo. Ninguém concerne ao outro. A gente apenas cultiva sentimentos uns pelos outros. Se eu me basto, não preciso de outra pessoa para preencher minhas lacunas, eu preciso de outra pessoa para dividir momentos, dar amor,... um amor sincero, calmo, tranquilo e verdadeiro. E amores verdadeiros não são esses que as pessoas publicam nas redes sociais. Banalizados em declarações de amor forjadas, mas cheios de traições.

Essa gente que arrota o amor da boca para fora, mas se quer respeita o outro. 

Essa gente que fala como se ninguém mais no mundo soubesse amar. "Olha lá alecrim dourado".

Amo verdadeiro não são esses “descartáveis” que existem por aí. Nada que é tratado como descartável é amor. 

 

FIM – Carol Brunel _ 03/05/2023

----


"O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja ou se envaidece"

terça-feira, 2 de maio de 2023

Desabafo!

 Eu sou servidora pública e procuro no meu dia a dia não atender mal as pessoas. Hoje tive o ENORME desprazer de ser muito mal atendida na Agência Consular de Criciúma. Ou melhor... se quer fui atendida, praticamente fui barrada pela recepcionista do PRIME TOWER e depois esnobada por uma funcionária que só desceu por minha insistência.

O MINIMO como cliente era ser atendida, ou ao menos ter uma das minhas ligações, e-mail ou mensagens no WHATSAPP retornadas/respondidas (que estou tentando desde semana passada), mesmo que fosse para informar a falta de horário momentânea ou informar que o passaporte ainda não está disponível. 

Eu tive que pedir autorização do meu chefe para me deslocar do meu trabalho em horário de expediente para tentar agendar porque a bendita Agência Consular de Criciúma, a qual fizeram questão de fazer propaganda em sites de notícias da cidade qual abriu, não me retornava. Basicamente eu fui lá só passar por humilhação pública pelo fato de não ter um horário agendado. 

É ridículo sermos refém “desse sistema”, onde sei que... quem paga uma graninha “por fora” consegue furar as filas (conheço MUITAAA gente que fez e faz isso). Infelizmente sempre tem alguém lucrando nessas coisas. Mas se você quer fazer as coisas do jeito certo, não funciona. Não te respondem, não te retornam e te deixam esperando igual um idiota. 

“Poxa Carol, você está sendo exagerada?”

Exagerada? Eu paguei pelos serviços CONSULARES. Eu paguei pelo meu passaporte. Eu me desloquei e tive gastos para fazer meu passaporte. 

“Ah, Carol, isso funciona assim mesmo!”

Sim, funciona assim porque a gente continua aceitando esse tipo de tratamento e atendimento. 

Foi mais fácil agendar em CURITIBA que é o Consulado, do que na agência Criciúma (a cidade dos que se acham seres superiores) que só deveria fazer o obséquio de entregar os documentos aos clientes (porque sim, somos clientes) ou ao menos retornar as mensagens ao invés de dizer: “sem horário agendado não atendemos”.

E faz como para agendar um horário CRISTO? 

Convoco o Papa?  

(Ps: e se não bastasse eles só atendem três tardes por semana -   das 13h às 17h30)

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Nuvens Negras

 
Nuvens negras em um céu azul.
Não tão bela a luz do sol.
Almas perdidas na escuridão.
Não tem cor nas cores.
Vagam sonhos na imensidão.
Mascarando todas as dores.
Horas, minutos, segundos...
Esperando uma doce ilusão.
De que viver é sempre bom.
Nuvens negras...
 
Fim
 
Carol Brunel
24/04/2023




AMOR E DOR

 
Eu falo de amor!
Eu falo de amor...
Eu também falo de dor.
Eu também escrevo a tristeza.
Tão certo quanto a beleza do existir.
É sentir o peito rasgar.
Quem nunca sofreu afinal?
Sentir muito é se doer inteiro.
Sentir muito é mágico e forte.
Sendo assim...
Seguirei falando de amor.
Eu falo de amor...
Eu sinto amor!
 
 
Carol Brunel
24/04/2023


(escritos)



domingo, 23 de abril de 2023

Maturidade

 Há quem pense que a idade não traz maturidade. Grande engano. Quem diz isso quase sempre é jovem tentando esconder a verdade e parecer maduro (ou gente imatura que acha ser superior). A idade não só traz maturidade, como traz experiência de vida. Responsabilidade com as próprias atitudes. 

A maturidade nos faz reconhecer os próprios erros e assumir nossas imperfeições. A maturidade cria diálogos saudáveis e não brigas intoleráveis. Maturidade é saber ouvir quando algo incomoda… ser empático, sabendo que tudo é uma via de mão dupla. Eu não posso esperar empatia e não ser empático. 

Gente madura não se esconde. Não faz joguinhos sentimentais. Não vive em cima do muro. Não tá sempre mudando de ideia. Gente madura entende que nem tudo é lindo, maravilhoso, incrível. Mas faz o melhor possível… e busca evoluir! 

O resto é falácia! 


Carol Brunel 

23/04/2023 



(Também tem adulto imaturo: são almas que negam a evolução)

domingo, 9 de abril de 2023

UMA REFLEXÃO SOBRE: RELAÇÕES AFETIVAS DESCARTÁVEIS


**Antes de mais nada, isso é uma reflexão, um pensamento... e cabe aqui interpretação** Acho que inclusive que já escrevi sobre isso antes. Em algum momento. Mas vamos lá... again...

----

Eu acho bizarra a maneira como as pessoas agem nas relações afetivas hoje em dia... E resumindo (de modo geral) é tudo tão banal e superficial. Se eu faço o que o outro quer, se eu concordo com ele, se eu digo sim... “ok! eu te amo”... Agora experimenta só discordar do outro, ser contra uma ideia, um conceito, um desejo do outro, experimenta dizer “não”....  “Não! Você não serve para mim... Porque você me afronta”.

É meio que uma situação egoísta (da parte alheia) onde as relações são baseadas no quanto você é capaz de andar na linha do outro, esquecendo da sua própria individualidade, da sua própria maneira de pensar, dos seus próprios desejos. Onde a sua história e sua essência são ignoradas.

As relações parecem uma competição, onde ambos ficam tentando defender seus pontos de vista a qualquer custo (e um deles sempre acha que tem razão). É disputa de egos, e vence quem?!

...Percebo como as pessoas amam e deixam de amar na mesma velocidade com a qual trocam de roupa, agindo como se os sentimentos daqueles com as quais se envolvem fossem  descartáveis. Sentimentos esses, que são nutridos pelas próprias pessoas que depois o banalizam.

Em um dia fulano (a) tá lá, falando coisas de amor, no dia seguinte. “Ah não espera, é que você agiu assim, então não quero mais sabe... porque você tem que agir como eu quero e dizer só o que eu quero ouvir”.

“Eu te amo, mas como você disse isso, eu não quero mais”. E baseadas nisso tomam decisões unilaterais, sem dialogo, e sem inclusão.

Fazem isso em um estalar de dedos, sem pensar nas feridas que causam. Sem pensar em nada. Agindo como se tudo não tivesse passado de um grande engano, uma brincadeira qualquer, uma diversão...

O tal do foi bom enquanto durou.... ou “não deu certo porque FULANA (O) é assim... assado”... porque é claro que a culpa é sempre do outro. Nunca é nossa, porque nós somos perfeitos, não é mesmo?! A gente só acerta! (contem ironia)

É mais fácil arrumar uma desculpa esfarrapada para vazar de uma relação que você mesmo nutriu... do que assumir: “eu sou um (a) grande filha da puta que não sabe amar e brinco com os sentimentos dos outros”.

Há quase 20 anos, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman cunhou o hoje amplamente difundido termo “amor líquido” para retratar o modo como estamos nos relacionando. Esse conceito de amor é pensado a partir da lógica dos bens de consumo: a relação só é preservada enquanto trouxer satisfação e utilidade instantânea, se não, é rapidamente substituída por outra. É um amor frágil que paira sob a eliminação imediatista e a ansiedade permanente e que dificilmente constrói relações duradouras”

Parece que as pessoas não sabem mais lidar com as diferenças. Elas esperam que o outro seja exatamente um clone, que diga amém e concorde com qualquer ideia. Parece que as pessoas não entendem mais que relacionamento não é e nunca será um “mar de rosas” onde você vai viver flutuando em campos de flores, com nuvens coloridas, pôneis e arco-íris.

Porque se você quer mesmo viver algo duradouro, vai ter que lidar também com o “pior” do outro. Eu estou falando dos defeitos mesmo. Das diferenças. Dos ideais. Do universo diferente de cada um. Inclusive com as discordâncias que vão surgir (e elas vão).

Se você quer mesmo viver algo duradouro, e se existe mesmo amor de verdade, você vai ter que aprender a relevar algumas coisas. Vai ter que entender que nem sempre vocês vão estar alinhados, mas que de uma maneira geral a relação tem muitos pontos positivos, amor, carinho, tesão... e que o fato de não acordarem em algo, não é o fim do mundo, nem o fim da linha.

Se você quer mesmo viver uma relação MASSA, com amor, carinho, troca, compreensão. Você vai ter SIM que passar por cima de uma coisa ou outra. Saber conversar. Se você quer mesmo viver algo verdadeiro, não vai ser agindo como um menino fujão que quando “perde” pega a bola do campinho e leva embora.

Ou será que você acha que esses casais instagrameáveis são casais zero problemas?

Segundo Camilla Couto, orientadora emocional para mulheres, com foco em relacionamentos, pelo contrário: “se relacionar é uma construção diária que requer parceria, uma boa dose de paciência e de abertura para compartilhar, ceder, acolher, debater e aprender”, explica.

 Para Camilla, em primeiro lugar, relacionamentos e amores não vêm prontos, são construídos diariamente e não da noite para o dia.  Segundo, não se conhece alguém, de fato, em uma ou duas saídas. Terceiro, não existem pessoas perfeitas. E, por fim, os relacionamentos, assim como a vida, são constantemente inconstantes

Agora se você só quer se divertir. Brincar com os sentimentos dos outros. Culpar o outro por não ter dado certo. E sumir no primeiro desentendimento. Primeiro: você não quer amor, você quer diversão... você não ama, você machuca!



Se alguém quiser ler mais e refletir um pouco sobre... tem esses artigos bem legais: https://gamarevista.uol.com.br/semana/o-que-e-descartavel/relacoes-afetivas-descartaveis/


https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/03/01/ghosting-ele-sumiu-e-me-deixou-sozinha-na-noite-de-ano-novo.htm

 

Fim

Carol Brunel

09/04/2023

[18:33]