quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Sensualidade

 Sensualidade no olhar. 

Gestos. Sorrisos.

Lábios a mordiscar. 

Canções baixinhas.

Suspiros profundos. 

Calor que faz transpirar.

Entrelaçando partes.

Como uma galeria de artes. 

Volúpia. Deleite. 

Sensualidade natural.

Perfume. Beleza. 

Desejo. Pretensão. 

Sim ou não?

Sensualidade é perfeição!


Fim

Carol Brunel


(Copiar textos é plágio) 

Good Feelings


Bons momentos. Bons sentimentos. Afinal do que é a feita a vida se não dos prazeres. Do sentir. Do estar em algum lugar com vontade de estar. Se sentir pleno. Inteiro. Vivo. Respirar. 

O que te faz se sentir vivo? Quantas vezes você já se perguntou? O que faz você estar em paz? O que te motiva?  

Bons sentimentos vêm quando estamos abertos a vida. Bons sentimentos e bons momentos só acontecem quando a gente se permite. Não adianta ficar correndo... fugindo o tempo todo de tudo. Se escondendo da vida por medo do incerto. Tudo nesse mundo é incerto. 

De que adianta ter medo de ser alguém que os outros não gostem? Medo de se jogar em algo que te faça se sentir bem?

Como diz a Monja Coen: “Não tenha medo do medo”

Sentimentos, dores e emoções sempre vêm para nos ensinar algo, para transformar nossas vidas. 

Quando estiver sentindo algo bom.

 Não fuja! Aproveite! Viva! 


FIM

Carol Brunel

02/02/2022

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Querido diário!

 Segunda-feira 8 de novembro de 2021. 

Querido “diário”. Hoje foi um dia diferente. Muita coisa passou pela minha cabeça. Meus sentimentos e pensamentos oscilaram como nunca. Me senti triste. Me senti feliz. Me senti confusa. Me senti maluca. Às vezes, parece que faço as coisas sem pensar. No impulso. Vivo conforme minhas emoções. Não sei o que estou fazendo e para onde estou indo. Apenas vou. Deixando tudo acontecer. Vivo turbilhões dentro de mim. Misturo tudo. Não me reconheço. Me conheço. Me perco. Me encontro. E assim vou seguindo… 

Tive um momento só meu hoje. Eu no meu quarto. Na minha solidão. Um daqueles momentos que não tinha há muito tempo. Da minha própria companhia. Estou aprendendo de novo a ser minha. A estar comigo. Ouvir minha própria voz. Fazer minhas escolhas. Escrevi… E assisti um filme romântico desses bobinhos da Netflix. Achei fofo! 

No fundo eu sou uma pessoa legal. Só me sinto perdida em alguns momentos. 

Bom, são 00:00 e preciso dormir. Amanhã é dia de labuta. 

Boa noite! 

By: Carol Brunel


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

A big fuck for everyone!



 Fiquei muito tempo distante da minha paz. Distante de mim. Me sabotando. Me contendo. Tentando ser alguém que fosse aceita pelos “outros” (e aqui cabem pessoas específicas). Me preocupando com o que pensavam ou falavam a meu respeito. Me preocupando com todas as críticas que vinham daqueles que se quer tem importância na minha vida. Me perdi. Perdi minha essência. Submergi tentando “agradar” gente que se quer me conhece. Pessoas que nunca souberam da minha história. Que não sabem das minhas superações. Das minhas dificuldades, dos meus fantasmas. Gente tão PODRE que só sabe apontar o dedo. “Você fala demais”, “você tem sempre uma história”.

 

É eu tenho mesmo. Tenho memórias, histórias, falo bastante, gosto de narrativas, gosto de trocar ideias, gosto de escrever... E não importa se entendam ou não. Não importa que seja controverso, que seja irreal, que não seja minha prática diária, que seja moralismo fajuto. No fundo, todo mundo é feito de moralismo fajuto.

 

Falem o que quiserem falar. Pensem o que quiserem pensar. Meu caminho, minhas amarguras e minhas sinas... somente eu conheço. O resto é suposição!

Porque no fundo essa gente toda que bate no peito, se dizendo um bom sujeito

porque não faz isso ou aquilo, esconde outros defeitos. Mascaram seus tropeços e suas imperfeições.

 

Por muito tempo eu me calei. Fui murchando. Matando a mim mesma. Fiquei reclusa. Prisioneira de opiniões. Me sufoquei. A troco do quê? Mas eu não vou mais me calar... E nunca mais vou deixar que me façam desacreditar de mim... ou que fiquem tentando reprimir meu jeito de ser. Vou continuar falando bastante, contando histórias, escrevendo umas bobagens, e até mesmo me contradizendo, ou mudando de opinião.

 

Before you judge me… put my shoes on! 
A big fuck for everyone! 
Thank you!
 The End

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Liberte-se!!

  

Você já teve a sensação de não se reconhecer mais? De olhar para você mesmo e não se identificar? De se olhar no espelho e ver um rosto amargurado?

 

É como se o tempo tivesse feito você perder sua essência... E o seu verdadeiro “eu” tivesse sido engolido pela “necessidade” de aprovação. Aprovação das pessoas que te cercam e das que não cercam também.

 

Você já teve a sensação de estar se tornando uma pessoa amarga, mal-humorada, cansada? Como se seu senso de humor e seu sorriso tivessem sido inibidos.

 

Você já se sentiu cansado de tantas críticas? De tantos julgamentos? De sentir o tempo todo que você precisa de postura. Ser coerente com aquilo que esperam de você. Estar de acordo com as aceitações do outro.

 

É tão cansativo viver assim. Desgastante e infeliz.

 

Eu estive me sentindo assim nos últimos tempos... e percebi como isso foi me amargurando. Ofuscando meu brilho... me tornando infeliz. Aos poucos comecei a perceber que eu não era mais eu. Eu era apenas um idealismo. Um anseio alheio. E com um receio constante de ser eu mesma... De rir das minhas besteiras. De falar coisas tolas. De poder brincar. De me sentir livre. Livre para ser quem eu sou. Livre para sorrir sem ser julgada por estar sorrindo demais.

 

As pessoas o tempo todo te julgam. Você não pode estar feliz demais. Você não pode sorrir muito. Você não pode se sentir bem. Você não pode ser feliz...“ah ela tá muito feliz, tá acontecendo algo”. Então quer dizer que as pessoas não podem simplesmente sentirem-se bem? Então quer dizer que as pessoas não podem ser felizes? Então quer dizer que ser feliz é apenas sinônimo de estar acontecendo algo?

A felicidade reside em tantas pequenas coisas.

 

Quando você percebe que está triste... É difícil se libertar. É difícil dar a cara à tapa, virar a mesa. É difícil encarar de frente todos os julgamentos que virão. Todas as novas críticas, fofocas, falácias. Mas você precisa fazer. 

 

E é ai você resolve se reconectar. Ser você mesma de novo. Se aceitar do jeito que é. Rir das velhas bobagens. Sentir prazer nos velhos hábitos abandonados.

 

Há poucos dias tenho sentido essa conexão retomar. Aos poucos me sinto eu mesma de novo. Me sinto aquela Carol mais leve, risonha, brincalhona.... Que sim, eu era e SOU, mas que estava travada por tantos olhares e dedos apontados. 

 

Muitas das pessoas que próximas a mim, não me conhecem de verdade. Não sabem quem eu realmente sou. Talvez porque elas tentaram me moldar. Talvez porque elas não foram abertas o suficiente para me aceitar do jeito que sou, ou simplesmente porque não souberam me notar. 

 

Eu não sou, e estou longe de ser quem eu vinha sendo. Eu não sou essa pessoa infeliz e amargurada que me tornei... E a culpa é minha. Eu permiti ser controlada, ser tolhida. Eu mesma fui ofuscando meu brilho, em todas às vezes que aceitei menos do que deveria aceitar. Em todas às vezes que abaixei a cabeça para as censuras, ou que fiquei refém da opinião do outro.

 

É muito bom sentir-se vivo. É muito bom voltar a sorrir. É muito bom sentir sua essência voltando. O seu eu, aquele que sempre existiu, mas que estava ofuscado, apagado, triste.

 

Eu não quero aceitar na minha vida, nada, nada, nada, nada que apague a minha luz. Nada que me limite. Que me defina. Que me impeça de ser quem eu sou. Que não me deixe sorrir. Que me não deixe ser engraçada e divertida. Danem-se as censuras, os julgamentos, as opiniões.  

 

É tão boa a sensação de voltar a sentir sua identidade... Quando você volta a se encontrar. Tudo o que você mais quer é voltar a sentir. Sentir sua própria essência. É tão bom sentir livre, bem consigo mesma. É tão bom sorrir sem preocupar-se com o que vão pensar. 

 

Que eu nunca mais quero viver nada que me limite. Que me ofusque. Que me roube de mim. Eu só quero o que me faça crescer. Ser mais. Ser melhor. Ser maior. Eu só quero o que me impulsione.

 

 

FIM

Carol Brunel

14/10/2021

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Vozes

Pensamentos!

Milhares de vozes.

Tumulto. Agitação. Confusão.

Existe destino?

... ou existe criação?

São nossos desejos?

Subconsciente ou inconsciente?

Quais são os caminhos?

Quais são os passos?

Silêncio. Quietude. 

Não quero parecer rude.

Enquanto vivo minha vaidade.

Balançando ao som de uma canção.

Já não tenho idade. 

Para esperar aprovação.

Tenho a minha fanfarrice.

Minha convicção e minhas dúvidas.

Tenho a minha presunção.

Pensamentos...

Milhares de vozes.

Ecoando. Vibrando. 

A vida é um eterno sim e não.

 

Fim 


Carol Brunel

30/09/2021 


terça-feira, 21 de setembro de 2021

TEXTOS MELANCÓLICOS DO MEU INFERNO ASTRAL

 Eu gostava da minha vida da imaginação. Aquela vida que eu criava quando deitava no chão do quarto ouvindo minhas músicas favoritas em um aparelho que tocava CDs... ou quando ligava o som de madrugada e tinha uma música especial tocando.

Eu gostava da minha vida de imaginação... de quando eu sentava na área de casa, nas noites de inverno, e ficava olhando para o céu estrelado. Às vezes até via uma estrela cadente... e ali eu criava tantas histórias e planos.

A vida, de fato, não foi bem como eu imaginei. Os caminhos para chegar até os meus sonhos, muitas vezes foram (são) tortuosos e difíceis. Muita coisa foi bem diferente daqueles sonhos adolescentes que eu tinha. Descobri (vivendo é claro) que a vida real é muito mais complexa, mas não menos interessante, intensa, brilhante e possível do que aquela dos meus devaneios.

Tem vezes que eu sinto saudades de mim. Daquela conexão que somente aquele momento de silêncio me trazia. Das minhas reflexões, devaneios... da minha imaginação. Eu sei que a gente deve viver a vida real. Só que aqueles momentos eram tão meus que por um pequeno instante eu gostaria de vivê-los novamente.

Eu gostava da minha vida de imaginação. Tanto quanto gosto da minha vida real. De observar pequenos detalhes. Pequenas coisas. De sentir. De respirar os dias de sol e céu azul. De ouvir o barulho das ondas quebrando na praia e sentir o cheiro de mar. Do barulho da chuva na minha janela. Das flores que nascem na primavera.

Logo aí mais uma primavera... A de todos nós. E um pouquinho mais a minha particular...

FIM

Carol Brunel

21/09/2021