Pensamento

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
(Fernando Pessoa)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Namore sim!!!

Acho a maior graça quando ouço as pessoas fingindo para si mesmas que não estão “nem ai”. Quando no fundo... as pessoas que mais se escondem em seus casulos e fogem dos sentimentos, são normalmente as que mais precisam dele. Acho hipocrisia fingir que grande parte de nós não sonhamos viver algo verdadeiro e sincero. Sonhamos sim! Por que somos humanos e além de um cérebro feito para pensar, temos um coração, feito para sentir. Não vejo tantas vantagens em negar sentimentos, em se esconder e não se permitir. Fugir às vezes pode nos proteger sim, mas também pode impedir de viver coisas bacanas. Já dizia uma frase de Epicuro “Tu, que não és senhor do teu amanhã, não adies o momento de gozar o prazer possível! Consumimos nossa vida a esperar e morremos empenhados nessa espera do prazer”... Ser sozinho pode até ser bom... É bom! Tem suas vantagens... Mas, até que ponto elas são realmente mais interessantes?!?! Como diz a canção “Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira”. E tá cheio de gente por ai mentindo para si mesmo. Eu ouço... concordo e “deixo quieto”. Por que acho sim que cada pessoa tem a liberdade de ser o que quiser, pensar o que quiser e decidir o que quiser para sua vida. Desde que também respeitem outras formas de viver e pensar. Confesso! Eu mesma já me vi optando pela “solidão”, por motivos diversos. Mas, eu realmente acho que é delicioso ter alguém! Estar ao lado de uma pessoa bacana, compartilhar momentos. E pode ser tão divertido quanto ser solteiro, sabendo aproveitar a dois. Dá pra se divertir muito a dois...Como diz o Verissimo “Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter várias pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir várias”.  E dai você se pergunta como saber se uma pessoa é namorável? Bom! Essa resposta (eu acredito) só é possível de encontrar tentando. Quem sabe uma boa dose de afinidade de ideias e outra de atração. Alguns objetivos em comum e alguém com quem consiga conversar. Ou talvez, nenhuma dessas opções. Li num blog outro dia o seguinte “Namorável pode ser a pessoa complicada, fujona e problemática que você adora colocar no colinho e consolar, sentindo-se necessária e importante. Ou talvez namorável seja a pessoa descolada e flutuante que senta ao seu lado no carro e te olha de um jeito tão especial que faz você se sentir a mulher mais linda e preciosa do mundo. Mas namorável também pode ser quem sabe pegar você de jeito pra dar um beijo daqueeeeeleeees, até você ficar tonta e perder o rumo de casa (...)Mas namorável, namorável de verdade mesmo, é aquela pessoa que se deixa namorar”.  Desnecessário citar as desvantagens de namorar. Mas, entre as vantagens... Ah!!! Elas são deliciosas...

E FIM!! 

Happy Valentine's Day!!! -

Por: Carol Brunel

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O NOSSO SANTO BATEU?

Se o meu santo não bate com o de alguém, ele simplesmente não bate e pronto! Eu não forço a barra, não forço intimidade, não faço de conta que sou amiguinha.

Eu não vou ser mal educada, não vou virar a cara, não vou sair do local. Vou dar bom dia, boa tarde, boa noite e talvez trocar umas palavras se o assunto me tocar. E se a pessoa não me cumprimentar eu não dou a mínima. Azar o dela!! 

Acho um absurdo quando eu vejo pessoas que criticam e falam mal de alguém pelas costas e quando encontram “o alguém” ficam querendo puxar assunto, ou agindo como uma “puta fresca” (ops!).... Cheio de sorrisos e abraços... Se há dois dias atrás estavam falando da pessoa. Pera lá né?! Para mim é assinar um atestado de falsidade!

Aliás acho mais absurdo ainda quem mantém esse tipo de relação com as pessoas só para se sentir aceito nos grupos. Quem precisa disso é por que não se garante e tem medo de ficar sozinho. É coisa de gente insegura! Quem se garante sabe que a gente não precisa disso para ser feliz e sabe que não precisa agradar todo mundo. Não viemos ao mundo para isso!! 
Muito menos para estar rodeado de gente que não acrescenta em nada 

Tá...
(acho que já falei disso em outro texto).
É que eu realmente me indigno observando algumas atitudes. Não me desce! E infelizmente no meu dia a dia sou rodeada desse tipo de atitude... 

Eu jamais vou fingir que sou amiga de alguém que eu tenho abuso, que eu acho chato, ou que meu santo não bate. Não vou ficar puxando papo e mantendo longos diálogos. Menos ainda falando da minha vida, intimidade, ou qualquer coisa do tipo. No máximo um coleguismo e algum assunto qualquer sem prolongamentos... e olhe lá!

Faço questão de não tratar ninguém com falsidade. Aliás, eu tenho um faro para falsidade...  Sinto de longe!

Conversas prolongadas, risos, abraços, carinhos, trocas calorosas? Essas eu deixo para as pessoas que eu realmente gosto e que realmente me agradam. Aquelas que minha sintonia e meu santo bate!!  
De resto! Bem...

Não sou obrigada!

FIM
Carol Brunel

13/02/2017

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A “vibe” é outra!

Eu ainda sou aquele de tipo de gente que gosta das coisas mais simples da vida. Tipo: ficar abraçada no sofá ouvindo música boa e conversando sobre a vida. Eu ainda sou aquele tipo de gente que curte uma pitada de romance, uns beijos “calientes” e uma respiração no ouvido. Ir no cinema. Ficar abraçado na cama quando acordar. Eu sou ainda aquele tipo de pessoa que quer planejar uma viagem, um final de semana ou uma vida.

Mas eu devo ser de outro planeta! Por que a “vibe” por ai é outra.

“Pegar” o máximo de pessoas possível. Beijar inúmeras bocas e se apegar nem pensar. Fazer planos não! Por que a gente nem sabe se vai dar certo né?! Ter milhares de amigos virtuais e achar que é “TOP” por isso. Estar sempre rodeado de um monte de gente que não acrescenta nada só para parecer descolado. Ficar satisfeito por ser aceito em grupos de idiotas... Beber até ficar bêbado em todas as festas, por que é massa se divertir. Demonstrar indiferença por quem realmente se interessa por nós, afinal ninguém pode sacar que você tem sentimentos.  

Estar com alguém, mas ficar de olho em outros. Por que se não der certo né? Aliás a galera anda bem desacreditada de tudo. Sofre uma decepção e acha que nunca mais vai poder confiar em ninguém, que nunca mais vai ser feliz com alguém, etc...

Outra parte da “turma” alega não ter tempo para ir no cinema com o (a) parceiro (a), para planejar um jantar, ou para fazerem qualquer coisa a dois. Por que estamos trabalhando demais. Por que há sempre outros compromissos. Por que é idiotice fazer essas coisas. Por que sair com os colegas é mais legal. Por que não tem necessidade dessas ‘chatices’. E poderia citar uma lista grande de justificativas e desculpas que a gente arruma para tudo.

Tem quem ache ainda que um momento “romance” sempre tem que acabar em sexo. Mas você também pode ficar só abraçado assistindo um filme, beijar e fazer carinho. Mas se der vontade e rolar? Melhor ainda! Que consequência mais boa.

Aliás, é comum a gente ouvir os casais reclamando que fazem pouco sexo, que no começo faziam mais. Obviamente que diminui e a gente sabe, mas obviamente que no começo faziam mais coisas que despertava a vontade, tipo? Romance! Beijos, abraços, músicas. Sair para balada juntos. Dançar. Assistir um filme picante. Dormir sem roupa. Beber uma taça de vinho. Etc...etc...etc. Tudo aquilo que vai se deixando para trás.

Mas eu ainda tô aqui... Naquela outra vibe! Na vibe dos que curtem demonstrar. Dos que curtem sentir. Eu ainda sou do planeta aquele, onde as pessoas não querem quantidade e sim QUALIDADE. Aliás eu prefiro meus poucos e bons amigos do que milhares de pessoas sem conteúdo ao meu redor, muito menos aqueles que vivem puxando o saco de todo mundo.

Quero estar com meus amigos sim!! Sempre que a gente puder se encontrar. Se a gente não puder tudo bem. Eu não tô querendo ser aceita em todas as tribos, muito menos quero fazer parte de todas elas. Não quero alimentar meu ego. Não quero agradar todo mundo, aliás não sou obrigada!

De resto eu ainda prefiro ficar na minha “vibe”. A vibe dos que curtem um olhar nos olhos, um sorriso aberto, uma tarde de domingo no sofá da sala, depois de uma noite de sábado com os amigos verdadeiros. A vibe dos românticos assumidos. 

Por que afinal qual o problema de gostar de namorar?

Fica a pergunta... para reflexão!

FIM
Carol Brunel

30/01/2017

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A vida não tem reprise!



A gente até pode ir para os mesmos lugares, com as mesmas pessoas... e até sentir uma sensação de já ter vivido aquilo antes. Podemos repetir atividades e atitudes. Podemos ter uma rotina. Mas a verdade é que o que passou não volta mais. Não é igual. Não será igual. Já foi! Aquelas oportunidades? Aqueles dias? Aquele momento em que a gente poderia ter sido mais gentil e não foi? Quando a gente podia ter abraçado e não abraçou? Quando a gente não teve coragem? Quando o medo nos impediu de sentir? Quando a gente devia calar e falou? Quando fomos duros demais? Quando ouvimos de menos? Quando perdoamos pouco e julgamos muito... é nada disso vai voltar! Nada! É quase sempre assim: quando a gente olha pra trás vê que é tarde demais para ser o que a gente deveria ter sido. Para amar quando deveríamos ter amado. Sim!!! Virão momentos novos... pessoas novas. Chances novas! Cabe a gente saber aproveitar cada um desses novos momentos. O agora! 
É...  Podemos viver amargurados ou não. Podemos evoluir ou viver a margem dos mesmos pensamentos. Podemos amadurecer ou agir como eternos adolescentes. Podemos achar que ser sozinho é mais legal do que ter alguém para compartilhar. Enquanto muitos gostariam de ter alguém... podemos ser melhores ou continuar cometendo os mesmos erros. Podemos ser sinceros ou mentir. O que a gente fizer agora vai refletir lá na frente. A gente sabe que a vida é um espelho que reflete o que plantamos. Mas não podemos esquecer... a vida não permite reprises!! Então que a gente saiba viver bem o nosso AGORA! 😘
 FIM

Carol Brunel 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NATAL: FELICIDADE E AMOR!

Mais um final de ano chegou... E como de costume eu não poderia deixar passar sem um “textinho” (que vai para o blog > carolbrunel.blogspot.com)
Dessa vez eu resolvi escrever sobre FELICIDADE. E a gente sabe que felicidade é algo que a gente não tem todo dia, não terá todo dia, não existe só felicidade. Mas a tristeza existe exatamente para que a felicidade também exista.

FELICIDADE É AMOR. Felicidade é fazer o bem. Felicidade é ter com quem contar. Felicidade é abraço apertado. Felicidade é sentir o coração pulsar. Felicidade é paisagem. Felicidade é arriscar-se. Felicidade é fim de tarde olhando o mar. Felicidade é pôr do sol... e nascer também. Felicidade é sorriso. Felicidade é gentileza. Felicidade é paz. Felicidade é tanta coisa. Coisa pequena, detalhe mínimo. Mas felicidade também é grande.

E tem gente que passa a vida toda fugindo da felicidade. Se escondendo dela... E às vezes a gente pensa MESMO que nunca mais vai ser feliz. A gente pensa que nunca vai encontrar alguém como foi “tal pessoa” na nossa vida... Que nunca mais vai viver momentos como aqueles. Mas meu amigo, nada e nem ninguém é insubstituível. A vida sempre se renova. A vida sempre nos surpreende. A vida está ai de braços abertos, cheia de oportunidades e de pessoas.

Vou te dizer com toda certeza do mundo: você vai viver momentos melhores ainda que aqueles e vai encontrar pessoas maravilhosas pelo caminho. Mas isso vai acontecer quando você deixar ser. Quando você parar de olhar para sua “janela sentimental” do passado e pensar: “puxa eu posso ser feliz de novo”. O nosso coração é grande e cabe muita gente. Cabe amor. E não amores platônicos. Como diria Paulo Roberto Gaefke:
“Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o Amor.”

Isso não precisa de psicologia nenhuma para explicar ou entender.

De repente você vê aquela pessoa que era feliz. Que tinha uma história. Que tinha um passado. Que viveu bons momentos. Sendo ainda mais feliz do que era. E sabe... isso é mágico. É prova real de que a vida sempre SEMPRE se restaura. Eu quando vejo alguém “vibrando” felicidade eu fico feliz só por saber da felicidade. Por que felicidade é lindo de sentir e de ver.

Eu fico feliz quando eu vejo as pessoas se permitindo serem felizes. Fazerem os outros felizes. Quando vejo pessoas vivendo a felicidade dos pequenos detalhes, mesmo sabendo que a felicidade é um estado de espírito e que às vezes a gente também fica triste.
Mas eu acho lindo quando as pessoas são felizes sem “mi mi mi”... sem desculpas, sem máscaras, sem disse que me disse, sem boicote, sem padrões, sem medos, sem preconceitos, sem negar a si mesmo.

Hoje eu acordei, abri meu Instagram e em meio a tantas coisas vi a felicidade. Uma felicidade que me inspirou a escrever esse texto. Uma história antiga que acompanhei... e agora uma nova história. Que parece ainda mais bonita. A mágica da vida. E é como a mágica do Natal, que nos dá esperança, que nos mostra que a gente pode SIM viver coisas lindas. É só parar de "mi mi mi"...

Pois “Que seja feliz quem souber o que é o bem”.

FELIZ NATAL, FELIZ ANO NOVO! QUE 2017 venha repleto de momentos ainda melhores, de dias melhores, de alegrias e felicidades muito maiores.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PENSAMENTOS NO “PAPEL”


(...e tudo bem que o papel é virtual)

Nos achamos maduros, adultos e sérios. Mas a verdade é que ainda agimos feito adolescentes bobos... Falta não apenas amadurecimento, mas também uma pitada de caráter.
Vocês ficam ai... querendo “dar” uma de garotinho (a), mas não percebem que o tempo tá passando. E nego... o tempo é cruel. Quando olharmos para trás vamos ver: foi tarde demais!  Tarde demais para crescer. Tarde demais para cair na realidade. Tarde demais para tantas coisas.

A idade chega para todo mundo amigo! E não que a vida deva ser chata. Que deve ser sempre séria. 
Que devemos ser sempre “adultos”. Que ela não deva ser divertida. Que não deva ter descontração, risos, abraços, amigos... momentos de loucura. Aliás é muito bom saber aproveitar a vida, os bons momentos, os bons amigos. Mas chega uma hora que a nossa loucura precisa ter uma pitada de “pés no chão”, um pouquinho de discernimento... e um tanto de madureza. Se não a gente corre o risco de se “perder” no caminho... E depois quando a “casa cai” não adianta chorar, espernear, fazer drama, pedir socorro a Deus, questionar o universo...

Não que eu seja exemplo. Longe disso. Não sou não! Já fiz tanta cagada na vida. Já colhi muito do que plantei. Aprendi! Aprendi que a vida não é um parque de diversões onde você pode sair fazendo o que bem entender... Zoar geral e brincar com todo mundo. Tipo “vou fazer o que der na telha e que se foda os outros”. Hei... Os 20 e poucos anos já se foram. É preciso principalmente se colocar no lugar dos outros. Já diz o ditado “caráter é o que você faz quando ninguém tá vendo”. Não é os outros que se “fodem”, quem se fode é a gente!

E a gente se acha descolado e esperto. Cheios de auto afirmação. Cuidado! Como diz o ditado “o mundo gira”. Esse é o perigo. O universo é especialista em devoluções. Então que a gente fique esperto mesmo, mas esperto para isso. Assim não corremos o risco de quebrar a cara lá frente.

É preciso humildade. É preciso se colocar na posição em que estamos. A gente também pode se divertir sendo adulto. Não precisamos perder a noção, as estribeiras... e muito menos viver agindo como crianças. Crescer também é entender isso. Assim a gente não corre o risco de ser visto como “idiota” pelos que já cresceram.

"Olha lá o bobão que se achava esperto e hoje tá sozinho"

É que se a gente não respeita quem está ao nosso lado, não vai respeitar nem a si mesmo, nem a mais ninguém.  Respeito é a chave de ouro para tudo. Nos negócios, no trabalho, entre amigos, na vida social, em casa, no relacionamento.

E não esqueça “a vida é um eco, você recebe aquilo que emite”. Então que a gente cuide, com as palavras e com as ações.  Colhe-se aquilo que se planta!

De resto é só buscar evoluir e ser alguém melhor. É assim que as coisas vão funcionar positivamente.

FIM!
Carol Brunel

12/12/2016

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PARA OS MEUS AMIGOS!

Eu tenho amigos...

Tenho amigos que o tempo distanciou. Mas o coração não.

Tenho amigos que são eternos na minha história e amigos que seguiram seus caminhos. Eu não me sinto triste por isso. Do contrário, sinto-me feliz por saber que a minha história teve muitos. Mas que os melhores permaneceram. Não que os demais tenham sido ruins, mas eles cumpriram seu papel... e eu o meu. Quando se fala de amizade não precisamos de quantidade e sim de qualidade.
Tenho amigos que falo com orgulho. Tenho amigos que são como uma “parte de mim”.

E o que mais me alegra... é que eu não preciso dizer. Não preciso provar. Não preciso “puxar o saco” dos meus amigos. Dizer o quanto eu os admiro, ou o quanto os acho bonitos. Eles apenas sabem. Não preciso enche-los de corações diários e nem falar aquela frase CAFONA e clichê “miga te amo”. Aliás, vocês não irão me ver chamando meus amigos e minhas amigas de “migas” e “migos”. Hahahaha é que eu já cresci...

Eu os chamo de amigos e amigas! No sentindo mais natural, verdadeiro e formal da palavra. Como deve ser!

Meus amigos são diferentes de mim. Muito diferentes!!!! Eles gostam de coisas diferentes. Vivem vidas diferentes. Tem opções diferentes.  E alguns tem religiões diferentes. Outros seguem mais regras do que eu. Nem por isso nossa amizade enfraquece. Sabemos entender nossas diferenças e lidar com elas. E isso é lindo!

Eu tenho amigos que me puxam a orelha quando necessário. Me falam o que pensam “doa a quem doer”. Às vezes são bem duros comigo. Mas eu sei que eles só querem meu bem. Eles não desistem de mim e eu também não desisto deles.

Eu tenho amigos que me encantam, pelo jeito simples de ser. Eles também não puxam meu saco. Não ficam tentando provar a amizade. Não me bajulam. E ás vezes até ficam um “tempo” sem aparecer. E quando eles aparecem é como se eu tivesse visto ontem. E sabe?! Eu prefiro assim. Prefiro a naturalidade de como as coisas acontecem. Bate aquela saudade e a gente se encontra.

Eu tenho amigos com muito bom senso. Eles sabem respeitar meu espaço... e eu sei respeitar o deles. Eu sei que eles têm a vida deles. Eles sabem que eu tenho a minha. A gente não se invade. A gente se curte. Isso é ótimo!

Por que eu sempre digo, amigo pra festa, pra fofoca, pra mesa de bar, pra churrasco e cachaça é fácil de ter. Amigo para passar a mão na cabeça e concordar com a gente é fácil. Mas amigo que tem coragem de te dizer quando você tá errado. Amigo que discorda de você. Amigo que tenta te ajudar a ser melhor. Amigo que te mostra um outro ponto de vista. Amigo que tá ali nas horas boas e nas ruins. Ah meu irmão! Esse tipo não se acha em qualquer canto não.

Por isso sou feliz com os meus. Por que sei exatamente quem é de verdade e quem não é!! Aqui a conversa mole não faz morada não...
E com toda simplicidade eu digo: Obrigada meus amigos!
Por serem bons amigos!
FIM

Carol Brunel

07/12/2016