Pensamento

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Apaixone-se!

Ainda sou o mesmo bobo apaixonado... 

E quer saber... apaixonar-se é isso mesmo. 
Esse lance de pele, química, desejo. 
Aquela coisa que te causa arrepios inexplicáveis e muito frio na barriga. 
A gente fica bobo mesmo... parecendo o mais idiota dos idiotas do mundo. 
E sabe... às vezes temos mesmo que nos permitir ficar bobo. Deixar fluir, deixar rolar, deixar acontecer. Sentir! Por que a vida passa depressa demais para ficar ponderando tudo em nome da razão e do medo. 
Apaixonar-se é aquela coisa de ficar feliz com um telefonema ou uma mensagem carinhosa. É aquela vontade louca de estar junto, de sentir, abraçar.
É sorrir com os olhos. É admirar cada detalhe. Até aquela pintinha no corpo que ninguém percebe. É gostar até da cara de sono, do hálito matinal e das coisas mais bizarras que o outro faz.
... E é tão bom! Que mesmo quando é difícil ainda assim é bom. 
E como diria a Tati Bernardi: "Eu gosto das pessoas pelo prazer de gostar e não porque deu tempo de gostar delas".
E nesse caso uso uma palavra que resume tudo: "whatever" - seja o que for!
Pois o que for para ser será! 
E FIM!




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

RECUSO IMITAÇÕES!



É engraçado... Mas as pessoas tem mania de inventar padrão para tudo. Regras para o namoro, regras para amizade, regras para postura, regras disso e daquilo. E fazem isso como se todo mundo de forma meio “robótica” devesse seguir “padrões”. Como se fossemos imitadores. Só que não tem lógica fazer comparativo da nossa vida com a do outro. Com a maneira como o outro vive, as escolhas que faz, o jeito de ser e muito menos querer que todo mundo ‘viva’ de maneira igual. 

O mundo é bom exatamente pelas diferentes formas de viver. Pelas diversas maneiras de se relacionar com as pessoas e assim por diante. Tem aquela velha história da grama do vizinho parecer mais verde quando na verdade não é. 

Sabe... Jamais interfiro na vida de alguém, seja ele meu melhor amigo ou não. Posso até dar uma opinião ou um conselho se for conveniente. Mas nunca vou ditar a maneira como o outro deve viver, ou dizer que ele deve fazer assim ou “assado”. Primeiro por que eu acredito que somos (além de únicos) livres para escolher nosso jeito de ver e viver a vida. O nosso jeito de ser feliz, o nosso jeito de sentir, o nosso jeito de gostar, o nosso jeito de ser amigo... E esse jeito é diferente do meu, do seu e de cada pessoa nesse mundo. Afinal de contas só a gente sabe O QUE e QUEM nos faz bem. 

Segundo por que ninguém tem “direito” sobre a vida do outro. E é exatamente isso que torna o mundo mais bacana. Essa coisa de não sermos iguais. De vivermos em um mundo onde existem milhares de pessoas vivendo de maneiras diferentes, com gostos diferentes, com atitudes diferentes, com estilos diferentes. Eu faço as minhas escolhas, sigo a minha intuição, o meu coração, as minhas “regras”... E chamo isso de autenticidade. Não que a opinião do outro não me importe. Mas como diz o ditado, se opinião fosse bom, não era dada de graça. Por isso vivo da maneira como eu me sinto bem. Assim, como cada um tem o direito de viver do modo como se sente bem. 

É assim que tem que ser! Sem interferir e sem manipular ninguém. Nem mesmo a quem consideramos amigos. Por que bons são aqueles que permitem que o outro seja o que é. Bons amigos não precisam estar sempre juntos. Bons amigos torcem pela felicidade do outro. E ponto! 

Tenho certeza que muita gente vai ler essa reflexão e torcer o nariz... Mas aposto que se tivesse sido escrita por Caio Fernando Abreu, Clarice Lispector ou Tico Santa Cruz (adoro todos eles), seria visto com outros olhos... Por que as pessoas tem isso de achar o máximo só por que o cara é famoso (a). 

ENFIM...é muita gente criando padrão para vida do outro e esquecendo de viver a sua vida!

Sem frescuras, sem padrões, sem imitações. 
Vamos viver cada um a sua vida do jeito que se é feliz! 

FIM!
Carol Brunel

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Reflexão!

Que na vida tantas coisas são efêmeras a gente sabe. Mas é triste perceber como as pessoas também tem sido efêmeras... Volúveis! Talvez um resultado do “mundo moderno”, e das facilidades que a contemporaneidade nos trouxe. Um mundo de vínculos afetivos inconsistentes e cada vez mais “descartáveis”.  De pessoas cada vez mais individualistas e solitárias. Presas em seu universo com seu orgulho. 

Tolerância, companheirismo, generosidade e diálogo estão escassos. Parte-se da ideia que as pessoas já entram em relações afetivas como se tivessem um tempo certo para começar e para terminar. Como se tudo fosse descartável. Simples assim! Como um copo plástico que a gente bebe água e depois joga fora. As pessoas estão vazias... E como diria Ana Carolina “Pessoas vazias são corpos sem alma, não têm essência que desperte interesse, não têm sentimentos que tiram o fôlego. - Meras embalagens”. 

E embalagens bonitas a gente vê aos montes por ai... Não é?!  

Mas o que mais intriga é saber que no fundo grande parte das pessoas deseja criar raízes.  Grande parte das pessoas sente vontade de viver o amor. De compartilhar bons momentos. 

Só que já não temos mais paciência e desaprendemos a lidar com pessoas. Sabemos lidar melhor com máquinas do que com gente. Damos mais importância à bateria do celular que está acabando do que ao sentimento do outro. Já não olhamos nos olhos por que estamos aprisionados as virtualidades. Numa mesa de bar as pessoas não conversam mais entre si. Ficamos mais preocupados em postar a foto do momento (e me incluo nisso) do que em bater um papo descontraído e legal com as pessoas. Muitas vezes soando como falta de educação.

Não sabemos mais nos colocar no lugar do outro. Somos nós com nosso egoísmo e os outros que se “danem”. Somos nós publicando “generosidade e bondade” e talvez poucos de nós seguindo o que a gente anda postando. 

Então volto a bater na mesma tecla e pergunto: Será que estamos sendo honestos de verdade? Com os outros e com a gente mesmo! Quem sabe seja o momento da gente se reciclar e analisar quem realmente somos, quem realmente queremos ser e principalmente decidir o que verdadeiramente queremos para nossas vidas. 

Essa é a dica!

FIM

Caroline Brunel Matias
21/11/2014
15:40h
Criciúma/SC  

 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

É FIM DO ANO OUTRA VEZ

Mais um ano passou voando. E eu sei que ainda não acabou. Mas o natal praticamente já bate a nossa porta... E de repente me peguei pensando em como a vida passa depressa quando nos tornamos adultos. Ah se eu soubesse disso quando era criança e não tinha responsabilidades. Quando amar não machucava e quando minha única obrigação era ir à escola. Pois é! Agora a “brincadeira acabou”; a adolescência já passou e é hora de se posicionar, sem perder o humor e o riso. Por que não dá para passar a vida achando que o mundo é um parque de diversões. Embora divertir-se seja necessário! E no fundo todo “passarinho” uma hora cansa de voar "sozinho"...

Mais um ano chegando ao fim e eu me pergunto o que fizemos realmente de bom? Será que nos permitimos o suficiente? Será que nos esforçamos mesmo para dar nosso melhor? Será que realmente vivemos nossos dias como deveríamos? Ou será que apenas sobrevivemos? E se apenas adicionamos dias a nossa vida e não vida aos nossos dias?... Será que fomos automáticos ao invés de autênticos? Lembro-me então daquela canção do Titãs que diz: “devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer... devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que queria fazer... Devia ter me importado menos com problemas pequenos, ter morrido de amor”. 

Pois é! Tantos de nós estão ai... Apenas passando pela vida, ou deixando-a passar. Colocando a culpa das suas escolhas nos outros ou em Deus... Mas Deus não escolhe por ninguém. Quem muda as coisas somos nós. Somos nós que escolhemos certos caminhos. A fé é um suporte para o nosso bem-estar e não um castigo. Tantos de nós estão ai, perdendo oportunidades por sempre “ponderar” tudo. E como diria Shakespeare “as oportunidades nunca são perdidas, alguém vai aproveitar as que você perdeu”... Portanto não perca! Que viver não é fácil, todos sabemos. Mas que a gente dificulta ainda mais, isso é fato!

É meus amigos... mais um ano terminando e eu pergunto: será que estamos fazendo valer a pena cada segundo? Termino esse pensamento com um trecho de uma música que diz assim: “Se você deixou de acreditar. Se a vida só faz piorar. Pegue a estrada e desligue o celular. Veja o pôr do sol, em frente ao mar. Problemas na vida todo mundo tem. Você não é pior nem melhor que ninguém. Se quiser amar aprenda a se doar. Faça que os erros te façam crescer. Na dúvida escolha o melhor para você. Dê mais importância a quem lhe quer bem. E a vida há de ser bem melhor, pode crer. Ame mais, sem porem e nem por que. Que a vida passa depressa. Não perca tempo. Cante a vida na beleza da imperfeição. Dance a vida, feche os olhos, tire os pés do chão. Que o melhor nessa vida é viver de coração”

FIM!
CAROL BRUNEL
06/11/2014
CRICIÚMA-SC

terça-feira, 4 de novembro de 2014

DESCOMPLIQUE!

DESCOMPLIQUE!!!

Por: Carol Brunel


A vida já é tão cheia de dificuldades.
E muitas vezes a gente insiste em amargurar ainda mais...
Com pensamentos ruins, com preconceitos, com ódio e rancor. 
Ás vezes a gente insiste em complicar o que é simples.
O mundo está complicado? Mas vamos aprender a viver nele.
Você já parou para pensar no quanto complica a sua vida?
Para que serve tanto rancor? Tanta raiva? Tanto desamor?
De que adianta ficar sofrendo a toa?! Para que tantas “pré-ocupações”?
A gente já deveria ter se acostumado...
A vida é um vai e vem de emoções.
Então se deixe levar apenas pelos bons sentimentos.
Permita-se! Sinta a vida! Sinta a energia! Sinta amor!
Para que levar tudo tão a sério? Por que tantas perguntas?
Para que levar problemas do trabalho para casa?
Tem gente que tem medo de deixar a sua criança interior falar mais alto.
Só para ter o prazer de rir a toa de vez em quando.
De se tornar mais leve... Leve de alma e de coração.
Tem gente que tem medo de se entregar...
Não! Não tenha medo de se sentir bobo...
Não tenha medo de ser quem você é...  
Não tenha medo do amor! 
Viva o agora!
A vida já é tão chata às vezes...  
Não precisamos ser chatos também...
Menos regras e mais emoção.
Menos mi mi mi e mais coração. 

Simplifique!

Descomplique! E seja feliz!

FIM!

Carol Brunel
Criciúma/SC
Data do texto: 18/05/2012

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

NÃO BANALIZE O AMOR!



Que me chamem de careta!! Mas prefiro a minha caretice, a essa “banalização” sentimental que ando observando por ai. Como diz aquela frase “é muita gente falando de amor e pouca gente sabendo amar”. É muita gente dizendo que ama, mas agindo de forma contrária. Amor não é isso não... E amor acaba sim! De certa forma ele acaba a partir do momento que você não sente mais desejo, a partir do momento que você sente necessidade de se relacionar com outras pessoas, a partir do momento que aquela companhia não te satisfaz... E o que as pessoas sentem na realidade é um “desejo de posse”. Da propriedade sobre o outro... E isso é o que causa o sofrimento.  O outro me pertence! “O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer”. E tem também o costume. E amor não é costume... O medo da solidão é que faz com que as pessoas fiquem presas em certas situações. Digo com propriedade de causa. Pelas experiências que tive. Pelos erros que cometi e me fizeram considerar o que estou escrevendo agora. E que não me venham com discursos moderninhos...  Do tipo “Eu amo fulano (a)”, mas preciso viver "outras coisas"... Gente isso não cola! Pelo bem da humanidade. Vamos ser coerentes né! Está bom? Vale a pena? É legal? Tem carinho? Tem tesão? Então lutem pelo que vocês chamam de “amor”. Está ruim? Não sente mais vontade? Não tem mais carinho? Faz o que é digno de uma atitude justa... Termina e parte para outra. Deixa que cada um siga seu caminho, livremente. E pronto! Sem blá, blá, blá. Sem frescuras. Sem discursinho fajuta. Até por que "tem" para todos nesse mundo. A grosso modo, como diz o ditado "caga ou desocupa a moita". Ah, mas na pratica não é tão simples. Que tem o tal do “apego”. Que na verdade é uma dependência emocional. E dependência emocional não é amor. “O APEGO está no polo oposto do AMOR, por estar fortalecido pelo medo e a infelicidade. O APEGO faz com que tentemos mudar, melhorar, manipular, controlar com quem compartilhamos a vida”. Na verdade não deixa de ser uma atitude egoísta querer que uma pessoa seja sua se você não a deseja mais. Percebo muita gente com necessidade de “autoafirmação”... De estar sempre em destaque, como centro das atenções, de estar sempre sendo reconhecido e elogiado pelos outros... E convenhamos ninguém precisa disso né! Vamos olhar para dentro de nós mesmos. Seguir nossos corações. Fazer aquilo que nos faz bem. Há muitos fantoches humanos por ai que não seguem suas próprias convicções e vivem suas vidas imitando comportamentos alheios. E tudo bem que todos nós somos influenciáveis por natureza. Mas ninguém precisa passar a vida toda vivendo de imitações. A gente pode e DEVE ser a gente mesmo. Influencias são boas desde que sejam positivas e saudáveis. Caso contrário, são dispensáveis. E cá entre nós, prefiro infinitamente ser eu mesma, ter minhas convicções e minhas ideias...  Inclusive poder mudar de ideia de vez em quando...Por que não?! E acima de tudo prefiro imensamente seguir meu coração e fazer aquilo que me faz bem, com entrega e permissão, por que esses são ingredientes básicos para desfrutar a vida... E como disse Fábio de Melo "Vire a página. A vida é um círculo, não um quadrado. Tenha pressa de ser feliz, por que nós não sabemos quanto tempo nos resta... " #pararefletir

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

NÃO SE BOICOTE!!!



Estava aqui pensando com meus botões. Por que será que as pessoas se boicotam tanto? E não estou falando de boicotar umas as outras, estou falando que muita gente boicota a si mesmo. É auto sabotagem! Talvez as pessoas se boicotem por que vivem com medo. Medo de ser feliz. Medo do sucesso. Medo do amor. Medo de se entregar de verdade. Medo de sofrer. Medo de tudo. Boicotam-se por que ficam presas ao que passou e se esquecem de viver o hoje. 

É muito “será?”... E pouco “vai ser”... Vai ser por que eu quero que seja! Vai ser por que eu acredito nisso! É aquela velha história... A gente sabe o que é bom para nós, mas com pequenas atitudes nos afastamos do nosso ideal, muitas vezes obcecados pelo desejo de se proteger.  E não nos damos conta de que a vida é imprevisível, incontrolável e surpreendente. 

Não nos deixamos surpreender. Não nos permitimos sentir profundamente, por que ficamos sempre ponderando tudo com questionamentos demais e atitudes de menos. Muita gente não se entrega a uma relação profunda e verdadeira, muita gente não se permite viver intensamente, ou não é capaz de dar um abraço apertado, simplesmente por que não tem audácia de se entregar ao imprevisível. Tem gente que é “metade” e não “inteiro”... 

E passa a vida em cima do muro sem saber se vai ou se fica. E o tempo vai passando e as oportunidades também. E no final das contas as pessoas que foram mais felizes, são exatamente aquelas que se permitiram viver, aquelas que se entregaram ao imprevisível sem medo. São aquelas que deram abraços apertados e sorrisos amáveis. São aquelas que não tiveram medo de sofrer por que acreditaram que seriam felizes. São aquelas que tiveram CORAGEM para sair do meio termo e resolveram ser completo. São aquelas que deixaram de boicotar a si mesmo e deram uma chance para o sucesso, para as amizades, para o amor. 

Termino meu pensamento com um trecho do autor do livro Autossabotagem: “Desde o momento em que nascemos todos precisamos ouvir palavras de afeto, palavras que nos estimulem, nos apoiem e nos digam quão importante somos para os outros
. O problema de que nossa sociedade hoje padece é que nós não podemos pôr em palavras nossas emoções, e nossa espontaneidade está mais reprimida do que nunca".

CAROL BRUNEL
29/10/2014
CRICIÚMA/SC