Pensamento

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Só o amor conhece o caminho mais belo

...”Só o amor conhece o caminho mais belo entre você e o sonhos”...(Dazaranha)

Estava escutando essa música e fiquei pensando a respeito dessa frase: “O amor conhece o caminho mais belo entre você e os seus sonhos”. No fundo a gente sabe que quando as coisas são feitas com carinho e amor ficamos mais próximos das nossas aspirações, pois o amor constrói pontes ao invés de barreiras. Todo mundo já ouviu falar sobre isso. Todo mundo já leu alguma coisa a respeito...

O problema é que a gente lê e não assimila, ou lê e não põe em prática aquilo que leu. Lê, compartilha nas redes sociais só que esquece de compartilhar onde mais precisa: na vida real. O que acontece é que muitas vezes a gente escolhe o caminho da dor ao invés de escolher o caminho do amor. Por que o caminho da dor ‘parece’ mais fácil. E então a gente pensa: “prefiro fugir do que sofrer adiante”. É como passar a vida toda se preparando para uma guerra que talvez nem aconteça e daí a frustração lá na frente vai ser ainda pior. Eu disse “parece”, por que no fundo é um grande engano da nossa mente tentando desviar-se de um aparente “perigo”.

Para muitos parece mais fácil se esconder atrás de um sorriso “amarelo” do que demonstrar amor pelas pessoas. É mais fácil negar para si mesmo, bancar o durão e dizer “é muito cedo para o amor”. Mas desde quando o amor depende do tempo, da hora, do lugar? Desde quando existem regras para o amor? Desde quando é preciso que alguém diga “agora você já pode amar”?

É mais fácil fingir, fazer apologias e mostrar para os outros que não dá a mínima para o amor. É mais fácil usar a auto afirmação como fuga para própria insegurança do que assumir o que realmente se sente. É mais fácil culpar o outro pelas nossas fraquezas do que admitir para si mesmo que precisa se ajudar mais. É mais fácil responsabilizar o outro quando somos infelizes na maneira de agir. É mais fácil se fechar dentro da nossa "casca" do que abrir o coração. O caminho da dor é sempre o mais fácil...

Nos apegamos demais em demagogias do tipo: o amor tem que ser “assim”, o amor tem que ser “assado”, é amor só depois de tanto tempo, amor é isso, amor é aquilo, blá blá blá. Nos apegamos demais àqueles comentários de gente frustrada e mal amada que no fundo queria estar no seu lugar e diz em tom sarcástico: “E ai pau mandado”, “Hum tá amando”, “Dai já Casou?”.

Gente que fala isso não quer sua felicidade e nem é amigo de verdade, por que amigo de verdade é aquele vibra por você, e quem quer sua felicidade vai torcer por você e dizer “que bom que você encontrou uma pessoa que te faz feliz”, ou “torço pela relação de vocês”, ou “vocês formam um casal bacana”, ou “é isso ai, cuida bem de quem você tem”, ou ainda, nos momentos de incertezas e dificuldades (que toda relação tem) vai te ouvir e te alertar sobre seus erros e seus acertos, vai te ajudar a resolver da melhor maneira possível e dar bons conselhos.

Quem diz o contrário, desculpa, mas quer apenas (por egoísmo) te levar na onda dele, essa onda de quem é frustrado e quer que o "amigo" acompanhe sua frustração. Essa onda de quem não encontrou um amor de verdade e daí fica botando pilha no  outro dizendo que o cara é pau mandando só para o  acompanhar na vida de “farra” que ele acha ser legal. E sabe o que acontece no final? O trouxa que vai na pilha acaba ficando sozinho, por que uma hora os “fazedores de onda” encontram alguém e ai foda-se o “amigo” que ficou ali na parceria achando que o outro realmente se importava com a sua felicidade.

A questão é não deixar que o excesso de demagogias encha e confunda a cabeça. A questão é simplificar. Relaxar. Curtir tudo de bom que o amor tem.

Ler é legal... tão legal quanto compartilhar ideias. E existem textos e histórias para todos os tipos de estórias e situações. Ler e assimilar é mais legal ainda, mas é preciso aprender a filtrar. É preciso colocar em prática aquilo que é realmente bom, e é preciso tomar cuidado com o que dizem, pois às vezes uma pessoa frustrada vai falar mal do amor, às vezes uma pessoa num momento de tristeza vai dizer que amar é uma merda, às vezes uma pessoa que quer liberdade para aprontar vai dizer que companheirismo é burrice, e por ai vai...

Existem muitas 'armadilhas' para nos fazer escolher o caminho da dor. A maior delas somos nós mesmos que criamos...

Mas pode acreditar, amar não dói não, o que faz doer é o que a gente faz com o amor que recebemos. É a maneira como a gente retribui esse amor. O que faz doer é nosso jeito "torto" de encarar as coisas e não saber perder nunca.

E ai? Qual caminho você escolhe? Ser feliz, ou fugir da felicidade? Dor ou amor?
A escolha é nossa!

FIM.

Caroline Brunel Matias
17/06/2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

TÍTULO: NÃO JULGUE, MUDE!



Você (eu, você, todo mundo) já parou para pensar que muitas vezes o defeito que vemos no outro é nosso próprio defeito refletido no espelho?! É como se víssemos nós mesmos naquilo que consideramos “falha” na outra pessoa. Vemos no outro aquilo que nos incomoda... E quase sempre o que nos incomoda é exatamente o que está camuflado em nós. Diria Sartre “o inferno é outro”... “O que nos incomoda no outro é o que está mal resolvido em nós”... A ideia é que nós seres humanos tendemos a culpar o (s) outro (s) pelos nossos problemas, pelos nossos defeitos, nossas infelicidades, nossas frustrações, nossos medos, nossa falta de amor e por ai vai. Jogamos a carga das nossas inseguranças nas outras pessoas. Apontamos os defeitos dos outros, mas normalmente somos incapazes de fazer uma auto-análise. A verdade é que quando vemos o defeito no outro nos sentimos incomodados, por que muitas vezes esse defeito está inconsciente em nós, ou é “semiconsciente” e tentamos reprimir e por isso sentimos raiva, vontade de falar mal e acabamos julgando. Externamos nosso incomodo atacando o outro. Da mesma maneira aquilo que nos agrada nas pessoas é muitas vezes o que gostaríamos de ser, ou o que somos, mas ainda não conseguimos esse “despertar”. Pergunto: E se a gente parasse de julgar tanto os defeitos dos outros e começássemos a olhar para nós mesmos? Onde eu ainda sou falho? Onde eu ainda preciso e posso melhorar? Será que os meus defeitos não são iguais aos que eu censuro? E se começássemos a admirar MAIS as qualidades das pessoas? Será que as convivências amorosas, de amizade, no trabalho ou familiares, não seriam melhores? Quando escolhemos ser agradáveis e tratamos bem as pessoas, também acabamos escolhendo a maneira como seremos tratados por elas. A não ser que a pessoa seja problemática e desagradável por natureza, por que tem gente que é amargo mesmo... E eu costumo pensar que pessoas amargas são assim por que são frustradas e então precisam “descontar” sua “amargura” nos outros para se sentirem melhores. É uma maneira de mascarar a insegurança, a fraqueza, os medos, se escondendo detrás de uma falsa aparência do tipo “eu sou durão”. Mas como podemos resolver essa questão? Podemos resolver com autoconhecimento. Conhecendo nosso universo interior, olhando para dentro de si, buscando nosso ponto de equilíbrio. Ser para o outro aquilo que gostaríamos que o outro fosse para nós. Ser grato! Ser atencioso! Ser gentil... E somente quando tivermos essa compreensão é que nossas relações pessoais vão se tornar mais leves e harmoniosas. Nossas atitudes deixarão de ser expressas em: inveja, raiva, medo, arrogância e vão ser transformadas em amor, carinho, respeito, compreensão, gentileza. É o olhar para própria sombra... Termino aqui essa “reflexão” citando Masaharu Taniguchi: Quem vê apenas o lado negativo dos outros cria um inferno para si próprio. Todas as pessoas têm o lado positivo e o negativo, possuem qualidades e defeitos. E, quando reparamos nos defeitos, estes parecem manifestar-se de modo mais acentuado”... FIM! Carol Brunel – 26/05/2015

Triste?



Triste é haver gente que precisa humilhar os outros para se sentir melhor consigo. 

Triste é saber que muitos, para sustentar seu ego ou sua baixa “autoestima”, precisam contar vantagens (falsas) de suas vidas. 

Triste é perceber que as pessoas, quando são inseguras, se fazem de durões e agem com indiferença. 

Triste é existir gente que olha o defeito do outro e não vê o próprio. 

Triste é quem propaga mensagens bonitas e não age de acordo com o que propaga. 

Triste é quando a gente quer atingir o outro...

Isso sim é triste! 

E o resto a gente sabe... é que o mundo gira! "A vida ensina... e o tempo traz o tom"

FIM
Carol Brunel
26/05/2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O que dizer?

O que dizer quando não há palavras?
É que a vida está lá fora,
E nós estamos aqui...
Presos a tantos padrões e verdades idealizadas.
Submetidos aos próprios medos.
E o que dizer do medo?
Se certos temores são tolices.
É melhor tentar!
E o que dizer dos dias?
Que passam depressa...
Enquanto estamos submergidos em nossas preocupações.
É que a gente esquece...
Esquece de viver o que faz bem.
Por que ficamos cultivando receios e indagações.   
Por que deixamos passar despercebidos os momentos bons.
E o que dizer das cores? Das flores? Dos amores?
O que dizer do tempo? Da noite? Ou do azul do céu?
Há tantas perguntas... E há tantas respostas.
Há respostas necessárias e respostas dispensáveis.
Podemos dizer que o céu é azul por que é infinito.
Ou achar que ele é infinito por ser azul.
A escolha é sempre nossa!
E o que dizer do agora?
Se o agora está ai... Pronto para ser sentido.
Mas só podemos descobrir sua beleza se abrirmos os olhos,
ao invés de covardemente fechá-los quando tememos.
O que dizer...? 
Se palavras nem sempre dizem o que pensamos.
Diria o que disse o poeta Vinicius de Moraes:
Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.

FIM!
04/05/2015

Carol Brunel





quinta-feira, 30 de abril de 2015

Take My Hand



Do vazio a emoção...
Da dúvida a certeza.
Do medo a coragem.
E quem é que nunca sentiu?
Só quem não deixa o coração vibrar.
E como é boa a vibração...
Que vem de um olhar.
Como é boa a sensação.
De poder se abraçar.
Segure a minha mão.
Vamos ver estrelas no céu,
vamos ver o pôr do sol. 
Caminhar juntos por prazer.,
E poder compartilhar...
Bons momentos e um bom lugar.
É...
Deixa a música tocar.
Deixa a noite chegar. 

Do sonho a realidade.
Do cheiro a saudade.
E quem é que nunca quis?
Planos e um lugar secreto.

....
"Take my hand"...
 Vamos lá!


FIM

Carol Brunel
30/04/2015







quarta-feira, 8 de abril de 2015

A VIDA PASSA DEPRESSA!

É que a vida passa...  E passa depressa sabe?! 

E as oportunidades estão ai o tempo todo, muitas vezes ‘estampadas’ na nossa cara dizendo: “Ei? O que você está fazendo? Acorda! Vai à luta”.  É... Já não há mais tempo para incertezas, esperas torturantes e sofrimentos inúteis. Se a vida é feita de escolhas, podemos escolher entre sentar-se e esperar que a vida decida por nós, ou levantar e decidir por si mesmo... E acredito que essa seja a melhor opção. Decidir! E decidir não é ficar se questionando “se isso, se aquilo, se talvez, se, se... se...” Decidir é deixar o “e se” de lado e colocar um “é isso” no lugar. Decidir é seguir em frente apesar dos pesares da vida. Decidir é ser feliz. 

O que não podemos é ficar em cima do muro, sem saber se vamos para o sul ou para o norte. O que não podemos é viver na dúvida. É preciso posicionar-se! Não dá para vivermos cheios de receios que só nos travam e nos empurram para trás. Viver é uma oportunidade mágica. E a vida é linda demais para perdermos tempo com inseguranças e temores. A vida é boa demais para desperdícios e amarguras. 

Tem uma frase de Pablo Picasso que diz: “Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol”. 

A questão é: O que estamos fazendo? Como temos visto o sol nas nossas vidas?... 


É... Já não há mais tempo para viver me vão. Para ficar sentado vendo a vida passar diante dos nossos olhos. A vida nos cobra decisões, a vida nos cobra coragem, a vida nos cobra postura. Mas a vida é um círculo... E ela também retribui. Uma hora, retribui... 


E como disse Fernando Teixeira de Andrade: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.


Então... Desejo que a gente não fique a margem de nós mesmos. Agora chega!


FIM... 

Carol Brunel
08/04/2015
Criciúma/SC




segunda-feira, 6 de abril de 2015

SEI O QUE QUERO...

... 
É que sei o que eu quero...  
E quando quero e quero muito!
Não aprendi a querer pouco.
E quero mais do que sorrisos e risos,
Quero mais do que conversas,
E um olhar de mistérios.
É que conversas são boas,
Mas bom mesmo é experimentar...
Mergulhar nas cobiças da pele.
E deixar fluir todas as vontades.   
Quero! E quero sem receios!
Sem medos, sem dúvidas.
Tenho pressa...
É que não me dou bem com o tempo.
Quero mais do que toque,
Quero sabor, cheiro, abraço.
Quero arrepio e cansaço...
É que eu já sei o que eu quero.
Sei por que quero.
E dizem por ai, que quando a gente deseja...
Até os ventos sopram a favor!!

FIM
Carol Brunel
06/04/2015