Pensamento

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
(Fernando Pessoa)

terça-feira, 3 de maio de 2016

QUANTO MAIS MELHOR...

HOJE RESOLVI COMPARTILHAR COM VOCÊS ESSE TEXTO (DA ) QUE NÃO É DA MINHA AUTORIA, MAS FECHA MUITO COM O QUE PENSO... EU ESCREVERIA ISSO! ESPERO QUE GOSTEM


QUANTO MAIS GENTE MELHOR!! 
“ Veja se dá para entender: a gente, para a gente mesmo, é a gente. Raramente consegue ser o outro. A gente, para o outro, não é a gente, é o outro. Deve estar confuso. Tento de novo. Cada um de nós vive uma ambiguidade fundamental: ser a gente e ao mesmo tempo, ser o outro. Pra gente, a gente é a gente. Para o outro, a gente é o outro.”
( Artur da Távola ) 
Gente bem resolvida não precisa do outro. Quem inventou isto?
Eu penso que gente bem resolvida precisa de todo mundo. Outro dia ouvi a seguinte frase: “Estou com ele não porque eu precise, mas porque quero. Não sou carente.” Ora, todo mundo é um pouco carente e um pouco alforriado. Parece que precisar de alguém é fraqueza. Pura bobagem.
À medida que vamos amadurecendo, ficando autônomos, independentes no sentir, vamos percebendo que precisar é também uma forma de felicidade. Eu particularmente quanto mais livre fiquei mais precisei do outro. Precisei de amigos para rir das decisões equivocadas que tomei, precisei de amores para dividir a vida. Precisei e quis.
Precisar de alguém é ótimo, é troca no melhor dos sentidos. A auto-suficiência exagerada é tediosa. Precisamos de amores e amigos, precisamos inclusive dos ex, são eles quem nos lembram dos caminhos percorridos, erros, acertos e evoluções. O tempo nos ensina a notar delicadezas; detalhes compartilhados.
Sem a percepção do outro nos perdemos em uma linha reta e dura. Saber ficar só não significa não precisar do outro. Coçar as costas com régua, escova ou mãozinha de madeira, resolve, mas não é tão prazeroso como dizer: Mais para esquerda, mais para o centro, aí, aí.
Na qualidade de seres incompletos que somos, brotamos na presença do outro, com o afeto do outro. Ter um amigo para dividir a preguiça ou a emergência é delicioso; um amor para dividir as implicâncias e o edredom é aconchegar a existência; um ex amor para lembrar a data esquecida ou a velha piada faz parte de saber-se existido.
A existência requer o outro. Há pessoas que ficam, há pessoas que partem, mas ninguém parte ou fica apenas, há sempre um pouco de nós espalhado em lembranças. Somos, portanto, muitos. Ter pessoas enchendo nossa vida e algumas vezes nossa paciência é muito bom.
Nossa vida é composta de imprescindibilidades que desprezamos sem nos dar conta: A ligação da mãe para perguntar se você já almoçou; o cafezinho que a secretária nos leva no meio do desespero de papeladas sem fim; a massagem nos pés depois de um dia terrível; o sorriso e a reclamação do filho; o abanar do rabo do seu cachorro ou o ronronar do seu gato; o amigo que você telefona depois de beber todas; o amor que você liga para esvaziar a raiva, aliviar o aperto no peito ou dizer que ama.
Todos os detalhes importantes e inesquecíveis da vida têm o outro; de alguma forma o outro está. Tem aquele que ficará pra sempre, que ficará por uns instantes ou por um tempo, não importa, todos os detalhes importantes e inesquecíveis da vida, do café ao amor, tem o outro, porque a gente quer e precisa.
Luciana Chardelli é carioca, jornalista, escritora e advogada pós graduação em Direito Penal e Processual Penal. É autora do livro "Penso, logo insisto. Um desencontro." Escreve também na Revista Obvious.

Ler mais: http://www.contioutra.com/gente-bem-resolvida/#ixzz47alzb1wj

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Assim é a vida da gente

Eu escrevi um texto semana passada.
Acontece que fiz um crtl C + crtl V para postar e adivinha? Esqueci de postar, depois o word acaboy salvando automaticamente o arquivo em branco ... Ou seja eu perdi aquelas palavras.

E por que estou falando isso? Bem, apenas para refletir que aquelas palavras que se foram faziam parte de um momento, de um sentimento, de um estado de espírito da semana passada. Que hoje, agora, nesse momento, nesse instante, mesmo que eu quisesse escrever sobre o mesmo assunto, as palavras seriam outras, o estado de espírito seria outro, tudo seria diferente.

Assim é a vida da gente. Não somos o que fomos ontem, amanhã não seremos o que somos hoje. Nossos momentos por mais similares que sejam a outros momentos já vividos, nunca serão iguais.

. O que fomos semana passada? O que fomos mês passado? O que fomos ano passado? Já não somos mais. Já não levamos as mesmas bagagens...

Por isso importa mais o que somos hoje e o que seremos daqui para frente.

PENSEM NISSO

abraços

Carol Brunel
27/04/2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

SOBRE O CAOS POLÍTICO DO PAÍS


Resolvi escrever algumas LONGAS palavras publicamente... Preparem-se! kkkkkkk. Primeiro de tudo, quero falar sobre a alienação das massas. E quando falo em alienação, me refiro há todos que enxergam as coisas por um único ponto de vista e não são capazes de pesquisar, ler, se informar, buscar conhecimento sobre os temas, assuntos... e assim formam suas opiniões baseadas em publicações do facebook e comentários alheios. Isso para mim é estar alienado! Alienado ao que é postado em redes sociais. Alienado ao que ouviu o fulano falar. As redes sociais criam uma falsa de ilusão de conhecimento e então todo mundo “se acha entendedor” de todos os assuntos que pipocam nas redes. 

É engraçado como apareceu um monte de gente metida a entendedor de política... Então surge uma série de postagens e comentários bobos. E assim cria-se uma série de outras alienações. As redes sociais instituem ilusões e muita gente não busca a veracidade dos fatos, ou não busca conhecer os fatos “por de trás dos bastidores”. É aí que mora o perigo. Atinge exatamente O QUE os governos e políticos sujos (que já sabem como manipular o povo) querem... as massas. Exatamente aquelas pessoas que acreditam em tudo, por que todo mundo está falando, está na moda e é legal. Gente desculpem minha falta de bom senso, minha estupidez e minha forma direta de falar, mas para mim é incabível. 

Na minha opinião entendedor de política é o cara que estuda a história política/econômica. E quando eu falo de estudar não é ler um textinho ou dois em um jornal qualquer. É o cara que estuda de verdade e lê sobre política, mas não só nas redes sociais, não só nos “memes” e publicações das quais nem sabemos a real verdade. Agora esse cara que estuda pode sim falar de política com mais propriedade. Ressalva: desde que ele não seja político/partidário, ou fanático por algum partido, pois nesse caso ele acaba sempre puxando a sardinha para o seu lado. Aliás o fanatismo é outro perigo. E hoje percebo como as pessoas tem misturado religião e política. Usando o nome de Deus para se promover politicamente (estou me referindo aos políticos). 

Sabemos, nós, que existe o fanatismo religioso e existe o fanatismo político. Sabemos também que fanatismos são excessos... e excessos quase sempre são prejudiciais. Agora imagina os dois fanatismos juntos? Deixo quicando e reflitam. Também acho que cada um tem o direito de acreditar no que quiser. Mas percebo como nós todos (e ai me incluo) temos COMPRADO BRIGA por causa de nossas opiniões pessoais nas redes sociais (aposto que vai ter gente postando indireta para mim depois desse texto, ou vindo aqui comentar...). 

Percebam então como esse “caos” político/econômico que afeta o país tem também afetado a nós. Nos tornando intolerantes e revoltados. O extremismo, aquele que tanto nos assusta lá em outros países onde eles matam por nada, está começando a dar as caras por aqui, de forma sorrateira e até mesmo imperceptível. Confesso que em assusta ver como as pessoas estão numa “vibe” louca, onde qualquer louco que aparece tocando o terror e sendo extremista em seu discurso acaba sendo ovacionado. MEDO! Medo do que vejo! 

Confesso também que tenho uma grande dificuldade para lidar com algumas coisas e às vezes não controlo minha ousadia de comentar as publicações alheias. Especialmente quando vejo a incapacidade que as pessoas têm de filtrar as informações, senso, e aí não estou falando de senso político. Estou falando de não ser ingênuo ou ingênua. Duas figuras nacionais, um Nazista, que usa palavras de baixo calão, se diz religioso, é agressivo, intolerante, promove a violência contra mulher, contra homossexuais, e por ai vai... O outro (da cusparada) um socialista medíocre que diz lutar pela causa LGBT, mas não faz nada mais do que comprar briga com o Nazista. Ambos usando de ódio em seus discursos para “vencer”. E ai me diz? Você é a favor do ódio ou do amor? 

Ah... deixa para lá né! O tema não é amor. 
Aliás falar de amor em cenário político seria como dizer que a fada do dente existe. O problema é que tem muita gente acreditando mesmo na fada no dente, ou nesses discursos odiosos desses dois caras que estão usando exatamente a alienação das massas para se promover. Não é preciso nem desenhar isso... basta ser um pouquinho inteligente para perceber. Um pouquinho só... para perceber. Bom, talvez meu senso crítico e indutivo me permita ver as coisas de uma maneira diferente. Sempre fui de buscar enxergar por entre linhas e não ficar presa as imagens que mostram. Graças à Deus, pois nunca fiquei fanática ou alucinada com nada. 

Assim crio minha identidade. 

Bem... para quem não sabe, tenho mais de 12 anos de trabalho em meio político, já passei pelo governo de alguns partidos. Vivo política no meu dia a dia, embora nunca tenha me envolvido politicamente. Trabalho com pessoas que vivem de política e fazem política. Com gente que tem carreira política. Com gente que fala de política... E não que isso me faça mais entendedora do que outros, não mesmo! Mas digamos que eu conheço o cenário na prática e não só na teoria. Bom... isso também não importa! Em tempos de caos políticos eu prefiro não ser ingênua... e não acreditar em unicórnios falantes e fadas do dente.
FIM
Carol Brunel

A vida da gente....


A vida da gente é cheia. Cheia de sentimentos, emoções, medos, dúvidas.
É repleta de altos e baixos. De ensinamentos, de aprendizado, de maus e bons momentos.

Mas a vida da gente é para ser vivida.

Já parou para pensar o quanto a gente perde tempo com bobagens? Com miudezas. Com raivas e rancores desnecessários. Com palavras que poderíamos evitar. Com gestos que não precisávamos ter. Com atitudes contrárias ao que a gente costuma falar. Com excessos que nos fazem perder o rumo...

Muitas vezes preenchemos nossas vidas com coisas dispensáveis e inúteis... Preenchemos nossa vida de coisas que na verdade são “vazios”... E assim deixamos de lado o que realmente importa. 

Esquecemos de preencher nossas vidas com carinho, com gestos de bondade, com paz, com tranquilidade, com harmonia, com perdão, com compaixão, com abraços, com beijos, com AMOR.

Esquecemos que o tempo é precioso. Principalmente aquele que temos ao lado das pessoas.
Estamos sempre aflitos. Sempre correndo. Afinal, correndo por que? Em busca do que? Acabamos dando mais importância ao fútil do que ao essencial. Esquecemos o motivo real da nossa existência. 

Esquecemos de frear nossa vida e aproveitar o momento. Esquecemos de sentir e viver os momentos com a alma e não apenas com uma presença superficial.
É isso que estamos fazendo.

Mesmo num mundo caótico, onde as pessoas pouco se importam umas com as outras, pouco valorizam a presença, pouco valorizam o amor. Mesmo nesse mundo onde as pessoas não param mais para olhar nos olhos, para segurar a mão, para dar um abraço verdadeiro. Para dar um elogio. Para dizer um simples “bom dia”...”você é especial”. MESMO ASSIM, eu ainda acredito no amor como salvação desse mundo...

E continuarei acreditando até o último dia da minha vida. Mesmo que nada aconteça como eu sonhei, imaginei, planejei. Pois de uma forma ou de outra, reconhecendo minhas imperfeições, meus defeitos, meus tropeços, ainda assim eu vou saber que fiz o melhor que pude.

EU AMEI.

FIM

Carol Brunel

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Eu sou um E.T



Sério, quem nunca se sentiu um Extraterrestre no meio de humanos às vezes?! Pois eu já me senti uma série de vezes em que estive em situações, ou ouvi histórias das quais pensei "caraca o que estou fazendo nesse planeta?"...

Pois bem... Ultimamente tenho me sentindo um ET, toda vez que vejo esse pessoal postando selfie no espelho exibindo músculos e corpos cheios de suplementos e outras coisas (não
Generalizando, claro)...

Fico pensando "eu sou de outro planeta". Toda vez que vejo postagens do tipo "To malhado". Sei lá. Observo o tamanho da futilidade que vem tomando conta das pessoas. Estamos escravos do corpo e da alimentação? É isso! 

Meu irmão perdeu 40kg com
Bastante força de vontade. Nunca postou uma foto se quer na internet. Ele simplesmente nos mandou pelo WhatsApp. Afinal importante mesmo é você estar bem com você mesmo ou não? Sei lá... Eu já fui gordinha e emagreci mais de 15kg em uma época que não existia rede social. Ufa! Depois engordei e emagreci de novo e malhei e tava com corpo legal, em outra época que já existia rede social. Nunca postei uma foro se quer. O importante era eu estar bem com meu corpo.

Tá mais eu também não quero julgar ninguém... Cada um faz o que quiser na sua rede social. Mas tem gente que apela. Mexe um músculo e posta uma foto. Pega um peso e posta uma foto. Faz pose com músculo e posta uma foto. Como diria uma amiga "meeeee que coisa chata" kkkkkkkk

Será que não dá pra postar fotos normais sem ser forçando músculos da barriga e do braço e das costas e da bunda... Sério! Futilidade é um abuso pra mim. 

Tem Uma galera ai que tá escrava da academia e essas paradas de suplementos e etc.... Não fala de outro assunto... E Sei lá. Tudo que é demais se torna preocupante. Minha opinião...

... Gente corpo malhado não vale nada se não tiver uma cabeça boa, for uma pessoa boa, na prática e não só nas teorias de facebook! Não adianta estar malhado e falar só de coisa fútil... Não adianta estar malhado e esquecer de conviver com as pessoas, de ser gentil, de estar presente na vida das pessoas. 

Ah sei lá! Massa mesmo cuidar do corpo e da saúde. Desde que não se torne exagero e obsessão. E que a pessoa não perca a cabeça tomando porcarias para ficar "grande". 

Dentro dos limites é tudo legal. Mas tem uns aí que tenho até abuso de ver nas redes sociais. 

Pronto falei 


Fim 
Carol Brunel 

segunda-feira, 28 de março de 2016

Sinceridade X Falta de Educação


Li isso em um BLOG (desconheço o autor) e resolvi compartilhar,
pois concordo com esse pensamento:



Em várias ocasiões ouvi a afirmação de que a sinceridade machuca, magoa, fere a(s) pessoa(s) que dela é(são) alvo(s) e, de fato, em muitas situações que presenciei isto ocorreu. Percebi, entretanto, algo mais: um grande número de pessoas não sabe o que é ser "sincero" (virtude de ser franco) e, por este motivo, confunde "sinceridade" com "malcriação" (falta de educação). A pessoa que costuma ser grosseira com outra(s) normalmente é vista, por si própria e por várias outras pessoas, como sendo uma pessoa que "não enrola", que diz o que tem que ser dito, "doa a quem doer", independentemente do momento, do local, da situação que se apresenta e da(s) pessoa(s) à(s) qual(is) está se dirigindo. O conceito é o de que a pessoa está, simplesmente, sendo sincera. 

Não posso concordar com esta falsa e perigosa forma de ver as coisas, pois:

a) ser sincero (ou franco) não significa ser mal-educado (ou malcriado, indelicado, descortês, grosseiro). Há aí uma enorme diferença, já que a sinceridade reflete lisura de caráter enquanto a malcriação reflete a falta de bom senso, de respeito, de paciência, de ponderação, de entendimento, de tolerância, etc;

b) quem usa da malcriação para expressar sinceridade ou não percebe que a franqueza, por si só, já causa grande impacto, sendo totalmente desnecessário utilizar qualquer artifício para expressá-la ou, simplesmente, aproveita um momento, uma situação, para externar sua malcriação, não se mostrando preocupada com a questão da sinceridade, mas sim com a satisfação em "dar o troco" em alguém.

Creio que tudo começa com o imenso desejo de uma criança em querer dominar outras crianças com as quais se relaciona. A defesa é o ataque e ela está sempre se impondo, quer por gestos, como pelo tom da voz e pelo palavreado agressivo. Pela falta de alguém que possa lhe mostrar que está errada, a criança se acostuma a esta postura, que ganha ainda mais força na adolescência, até pelo fato de que muitos adolescentes passam a temer a agressividade, mascarando seu medo com a falsa justificativa de que o(a) mal-educado(a) está sendo sincero, "fala na lata o que tiver que falar". O que deveria ser repúdio é admiração ou seja: pura hipocrisia!.


Para se usar de franqueza basta falar a verdade, com firmeza e olhando nos olhos, mas sem ironia, grosseria, agressividade e gritaria. Entendo que a expressão da verdade não desobriga o ser humano de medir suas palavras.

quarta-feira, 23 de março de 2016

É tudo azul...


Céu é azul. Olho é azul. Mar é azul.
Eu gosto do azul.
Verde, amarelo, vermelho, lilás.
É mais!
É amplo, é tanto, é tudo.
É paz!
É vida, é sorriso, é mundo.
É demais!
Abraço, afago, calor, olhar.
É simples, é forte, é sorte.
É de amar...
É volta, é brilho, é desejo.
É de Continuar!


FIM
Carol Brunel
23/03/2016

16:27
Criciúma/SC


“...cores, curvas, sabores, coisas de seduzir...”